Ronaldo verga o Barcelona; Merengues (que tiveram mais oportunidades de golo) conseguiram o triunfo a jogar com 10; Messi não fez a diferença; Neymar também esteve muito apagado; Casemiro, Bale, Modric e Marcelo estiveram em destaque

Barcelona 1-2 Real Madrid (Piqué 56'; Benzema 63', Ronaldo 85')

O Real Madrid foi a Camp Nou demonstrar que o Barcelona não é invencível e ao vencer o 'El Clásico' diminuiu para a 7 a diferença para o 1.º classificado da La Liga. Um triunfo, o 1.º desde 2012 no terreno do eterno rival, que valoriza a boa exibição dos merengues, que foram de longe a equipa que criou mais oportunidades de golo e sendo certo que em termos de campeonato o impacto desde duelo pode ser nulo, em termos de motivação, principalmente no que diz respeito à Champions. Ronaldo (que esteve particularmente empenhado nas tarefas defensivas) resolveu já perto do fim e numa fase em que os blancos estavam reduzidos a 10 devido à expulsão de Ramos, num jogo em que Casemiro (pilar importante à frente da defesa), Bale, Marcelo e Modric também fizeram a diferença; Do lado dos catalães, que sofreram a 1.ª derrota em casa esta época, houve pouca MSN e sem isso a equipa ficou sem soluções para criar lances de perigo. Suárez ainda desperdiçou uma oportunidade clara (praticamente a única do Barça em todo o jogo), Messi testou Navas com um bom remate, mas houve sempre alguma inércia em desbloquear o sector defensivo do conjunto de Zidane, sendo que Neymar neste capítulo esteve demasiado apagado.

Quanto à partida, começou com superioridade da equipa da casa, que pressionava a saída de bola dos Blancos e gerava algum perigo. Com efeito, nos primeiros 20 minutos, Suárez desperdiçou uma ocasião flagrante (com a baliza à mercê não conseguiu rematar) e Rakitic forçou Keylor Navas a uma bela defesa, mas após esta fase inicial os Merengues passaram a dar menos veleidades defensivas, ainda que com os Culés sempre mais com a bola e a iniciativa. A melhor oportunidade do conjunto de Zidane no primeiro tempo surgiu perto do intervalo, mas Benzema em grande posição, rematou muito por cima e o jogo foi para o descanso a zeros. O segundo tempo iniciou-se com o Barça por cima do desafio, com Messi a obrigar Navas a uma enorme defesa, até que aos 56' Piqué ludibria a marcação de Pepe na sequência de um canto e, de cabeça, abre o marcador. Mas a vantagem Blaugrana durou pouco, já que aos 63' Marcelo protagoniza uma excelente arrancada e coloca na direita em Kroos, que cruza e a bola, depois de um desvio, chega a Benzema que de forma acrobático fixa o empate. A partir daqui, os visitantes foram melhores, aproveitando má transição defensiva do conjunto de Luis Enrique para incomodar constantemente a defensiva Culé. Suárez ainda ameaçou Keylor Navas, mas no quarto de hora final foram diversas as chances Merengues, primeiro com um golo anulado a Bale por alegada falta sobre Jordi Alba, depois com o Galês a isolar-se mas a não conseguir facturar e logo a seguir  com Ronaldo a rematar à barra e, finalmente, aos 85', chegou mesmo o golo do triunfo dos Blancos: cruzamento da direita de Bale e Cristiano Ronaldo recebe dentro da área e bate Bravo, levando os 3 pontos para a capital.

Destaque para a primeira derrota do Barcelona desde o início de Outubro (a qual interrompe a maior série de invencibilidade da história do futebol Espanhol, que se fica pelos 39 desafios), num jogo que prova que este conjunto está longe de ser imbatível (foi derrotado por um Real que esteve longe de fazer uma super-exibição) e que, essencialmente, será interessante verificar que consequências terá num futuro próximo. A Liga continua praticamente ganha (são 6 pontos à falta de 7 jornadas para o fim) mas a Champions entra na fase decisiva, e veremos que impacto psicológico terá esta derrota nos Catalães (tudo parecia perfeito e este desaire poderá mexer com a cabeça dos jogadores) e este triunfo nos Merengues (Zidane ganha um forte bálsamo). Individualmente, num jogo em que a MSN esteve apagada e perdeu o duelo para a BBC, Marcelo, com a sua técnica e capacidade na decisão desequilibrou o jogo, tendo também Casemiro tido um contributo importante à frente da defesa.

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