Benfica atropela o Sp. Braga e chega aos 100 golos em 2015-16; Mitroglou bisou, Jonas marcou e deu a marcar, Pizzi e Renato Sanches também se destacaram; Conjunto de Fonseca foi superior até ao minuto 16 mas ineficácia e erros defensivos deitaram tudo a perder

Benfica 5-1 Sp. Braga (Mitroglou 16' e 71', Jonas 37', Pizzi 40' e Samaris 75'; Pedro Santos g.p. 90'+3)

O Benfica (que já leva 100 golos esta época) ultrapassou aquele que na teoria era o adversário mais complicado até ao final da época e com a vitória frente ao Sp. Braga conseguiu consolidar ainda mais a liderança da Liga, colocando igualmente pressão nos rivais. Uma goleada por números gordos mas que não espelha totalmente o que foi a partida, já que o conjunto de Fonseca até ao 1-0 estava a ser superior, tendo tido mesmo duas oportunidades flagrantes, e na 2.ª parte voltou a perdoar na fase em que mandou. Mérito das águias que, como tem sido habitual, souberam aproveitar o que criaram, tendo tido um ascendente claro entre o minuto 16 e 56, fase em que (principalmente no começo do 2.º tempo) até podiam ter dilatado o marcador. Jonas (que também fez duas assistências) chegou aos 30 golos na Liga; Mitroglou bisou, Renato Sanches também teve um papel importante em 2 golos, Samaris (que foi suplente de Fejsa) marcou um golaço de livre, mas foi Pizzi, que até vinha de uma fase menos feliz, o principal dínamo no conjunto de Rui Vitória; Já os Gverreiros, que voltaram a ter Rafa, Pedro Santos e Luiz Carlos em destaque e contribuíram sempre para o espectáculo, vão ficar a lamentar as oportunidades desperdiçadas (duas bolas ao poste e um lance em que Rafa estava isolado) e principalmente os erros defensivos.

Quanto ao encontro, começou com uma grande oportunidade para o Braga, com Wilson Eduardo, solto de marcação, a cabecear ao poste. Pouco depois foi Hassan a rematar por cima, tendo na resposta Pizzi rematado à figura de Matheus. Os bracarenses voltaram a ter mais uma ocasião clamorosa para marcar, mas Rafa, quando estava isolado, tentou um chapéu que saiu ao lado. No entanto, foi o Benfica a chegar à vantagem, após uma perda de bola em zona proibida de Mauro, com a bola a sobrar para Mitroglou (que teve sorte no ressalto) que, perante o guardião visitante, não perdoou. O golo trouxe confiança aos encarnados, que estabilizaram o seu jogo e começaram a controlar as operações. O 2-0 viria a chegar numa grande penalidade cometida por André Pinto (mão na bola), que Jonas não desperdiçou. Logo de seguida surgiu o terceiro, numa jogada rápida, com Jonas a servir com as costas Pizzi, que em zona frontal disparou para o fundo das redes, sem dar hipóteses a Matheus. O segundo tempo começou com um ritmo mais calmo, mas foi novamente o Benfica a estar perto de fazer balançar as redes num lance em que Mitroglou tira o golo (inadvertidamente) a Jonas, tendo Eliseu rematado fortíssimo ao lado na sequência. De seguida, Matheus brilhou por duas vezes, tendo negado o golo a Gaitán com uma boa mancha e depois, com uma bela palmada, a evitar aquele que seria um golão de Pizzi (tentou um chapéu de fora da área). Na resposta, os gverreiros dispuseram de dois lances para reduzir, mas Hassan permitiu a defesa a Éderson e Mauro finalizou mal uma boa jogada. Os visitantes animaram e estiveram muito perto de marcar, com Hassan a rematar ao poste depois de uma jogada algo confusa. Com a melhoria de rendimento da formação do Minho, Rui Vitória lançou Samaris para o lugar de Fejsa, tentando dar mais consistência ao miolo do terreno, mas foi o Braga novamente a criar perigo, num livre de Wilson Eduardo que Éderson travou com uma defesa complicada. No entanto, tal como na primeira parte, quem não marca sofre, e foram as águias a conseguirem chegar ao golo, num contra-ataque em que Gaitán isolou Jonas, com o internacional brasileiro a não ser egoísta e a oferecer o golo a Mitroglou (que complicou um pouco). Minutos depois surgiu o 5-0, num livre superiormente cobrado por Samaris, mas onde fica a sensação de que Matheus foi lento a reagir. Rui Vitória aproveitou para poupar Jardel e Gaitán, colocando em campo Nélson Semedo (Samaris passou a jogar a central e André Almeida como médio defensivo) e Carcela, enquanto que Paulo Fonseca trocou Rafa (também já a pensar no encontro frente ao Shakhtar) por Níguez (já depois de ter substituído Hassan por Stojiljkovic). Até ao fim, o Benfica foi gerindo, mas, quando já não se esperava, o Braga conseguiu o golo de honra (merecido, diga-se), após Nélson Semedo cometer grande penalidade sobre Pedro Santos, que o mesmo a converteu, naquele que foi o último lance do desafio.

Benfica - Máquina goleadora. Os encarnados não começaram bem a partida, revelaram mesmo algumas dificuldades no momento defensivo, mas depois do 1-0 juntaram à intensidade/pressão, uma dinâmica e principalmente eficácia que não deu hipóteses a um Sp. Braga que tentou sempre dividir o jogo. Um resultado volumoso que reforça a candidatura das águias ao título, e principalmente vinca a qualidade individual do conjunto às ordens de Rui Vitória, com vários elementos a fazerem a diferença, isto antes de um importante duelo com o Bayern. Jonas voltou a dar espectáculo, com vários pormenores deliciosos, tendo, além do golo, contribuído com duas excelentes assistências; Pizzi também realizou a melhor exibição dos últimos 2 meses, tendo incutido sempre uma grande dinâmica ao jogo das águias; Tal como Renato, que empurrou a equipa e teve um papel importante em 2 golos; Mitroglou, como tem sido hábito, não perdoou e fez a diferença; Pela negativa a apatia do sector defensivo em dois momentos, nos primeiros 15 minutos da 1.ª parte em 15 minutos no 2.º tempo, valeu Ederson nesse período; Sendo que a nível individual, Nelson Semedo, que entrou na fase final para o lugar de Jardel, voltou a demonstrar estar a anos Luz do que apresentou na 1.ª fase da época.

Sp. Braga - Um erro numa saída de bola deitou tudo a perder. O conjunto de Fonseca foi superior nos primeiros 15 minutos, conseguiu criar oportunidades com facilidade, mas acabou traído pela sua própria filosofia ao tentar sempre sair a jogar mesmo em situações em que se pedia mais pragmatismo (Mauro com esse erro praticamente "matou" a equipa), um golo que mudou completamente o rumo da partida e que acabou por contribuir para o resultado final. Além das dificuldades defensivas, com Mauro quase sempre em destaque (André Pinto também não esteve bem), faltou igualmente outra eficácia na frente, já que as oportunidades, principalmente a de Rafa (isolado fez mal um chapéu), foram demasiados claras. A nível individual, com bola, foi o Braga que tem sido esta época. Sempre a tentar fazer posse, a envolver os laterais, e com muita velocidade nas transições, apesar das ausências de Vukcevic e Josué se terem feito sentir em alguns momentos. Mesmo assim nota para a boa contribuição de Rafa e Pedro Santos, não sendo por acaso que foram várias vezes travados em falta (o Benfica acabou quase com o dobro das faltas do Braga).

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