Adrian Lopez derrota Liverpool nos descontos; Sevilha mais perto da 3.ª final consecutiva

Adrian passou de mal-amado no Dragão a herói numa meia-final Europeia; Mas quem brilhou foi Denis Suarez; Liverpool até conseguiu dominar mas faltou uma referência na frente; Já na Ucrânia, Marlos (excelente exibição) ainda deu esperança ao Shakhtar, no entanto o Sevilha está com tudo para tentar o tri. 

O Villarreal bateu o Liverpol por 1-0, no primeiro confronto das meias-finais da Liga Europa, graças a um golo do jogador emprestado pelo FC Porto Adrian Lopez nos descontos. Em relação à partida, a primeira parte teve o equilíbrio como nota dominante. O Liverpool foi o primeiro a criar perigo, com Joe Allen (em excelente posição) a rematar à figura de Asenjo. Na resposta, Soldado rematou perto do poste. Os Reds aproveitavam a superioridade numérica no meio-campo para ter mais bola, mas foi novamente a equipa da casa a estar perto do golo, com Pina a obrigar Mignolet a boa defesa. Já perto do intervalo foi Soldado a criar perigo, mas mais uma vez o seu remate saiu ao lado. Para a segunda parte Klopp trocou Coutinho por Ibe, mas a toada de jogo manteve-se. Logo a abrir, Bakambu cabeceou ao poste, tendo do outro lado Firmino também disparado ao poste (Asenjo ainda tocou). O encontro entrou então num ritmo mais morno, com a lesão de Bailly a ser o único motivo de relevo. A emoção estava guardada para o fim, com uma oportunidade para cada um dos conjuntos: primeiro foi Bakambu a ficar na cara de Mignolet e a obrigar o guardião belga a uma grande intervenção, e depois foi Moreno (que mota), num contra-ataque, a desperdiçar (tinha Ibe em melhor posição). Já quando pouco o fazia prever os homens da casa chegaram ao golo já em tempo de compensação, com Suárez a ser lançado em profundidade e a oferecer o golo (o que Moreno devia ter feito no lance anterior) a Adrián Lopez, que só teve de encostar para a baliza deserta. O Submarino conseguiu assim o triunfo, garantindo uma vantagem importante na eliminatória.

No outro jogo da noite o Sevilha empatou, fora, frente ao Shakhtar (2-2). Vitolo adiantou os campeões da Liga Europa mas ainda na 1.ª parte os ucranianos, por intermédio de Marlos e Stepanenko, deram a volta ao marcador. Já na 2.ª parte, e perto do fim, Gameiro empatou de grande penalidade. Um encontro em que a equipa de Emery, que assim fica mais perto da 3.ª final consecutiva, mostrou, desde cedo, ao que vinha, com um bloco muito compacto e agressivo que procurava recuperar a posse para rapidamente lançar a velocidade de Vitolo e Konoplyanka por intermédio da capacidade de passe de Banega. O primeiro golo da partida surge exactamente após uma saída rápida, onde o luso-francês Gameiro tem um papel decisivo a baixar no terreno para depois abrir sobre a ala em Vitolo que, de forma muito fria, retirou o adversário da frente e finalizou de pé esquerdo. O golo parecia colocar os espanhóis numa posição em que sentem confortáveis, mas a criatividade de Marlos (o melhor em campo no primeiro tempo, muito vertical e com uma variabilidade na finta que confunde quem defende, já que tanto vai por dentro como para a linha) e as subidas de Srna e Ismaily foram aumentando os problemas para as laterais do Sevilha, que se viram incapazes de estancar o caudal ofensivo dos Ucranianos. Os golos da reviravolta surgiram em catadupa com Marlos a bater Soria aos 23' (aproveita o espaço entre Carriço e Escudero para ficar isolado) e Stepanenko aos 36' após mais uma iniciativa do Brasileiro que tem um cruzamento que é meio golo. Volvidos os primeiros 45 minutos, nova face dos visitantes a impor um jogo dominante, alicerçado num Banega mais participativo e a beneficiar de um jogo mais apoiado, de toque, onde consegue estar mais cómodo. O argentino liderou a equipa na 2.ª parte, criando desequilíbrios na fase de criação, mas que por diversas vezes foram desperdiçados por Gameiro. Ainda assim, e já depois de uma arrepiante lesão de Krohn-Dehli, o golo viria a ser apontado pelo avançado, depois de uma grande penalidade conquistada por Vitolo já nos últimos 10 minutos da partida. Até final, o resultado não viria a sofrer alterações e os espanhóis demonstraram uma abordagem exímia à eliminatória, entendendo perfeitamente o momento de recuar linhas (após o 1.º golo) e de asfixiar o adversário (até reestabelecer a igualdade). Shakhtar - Os comandados de Lucescu saem da 1.ª mão com uma missão espinhosa, algo que poderia ter sido evitado caso a postura fosse outra. A abordagem nitidamente cautelosa da 2.ª parte, certamente com o intuito de aproveitar os espaços gerados pelo Sevilla, não teve impacto positivo, já que faltou capacidade de recuperação no meio-campo (Stepanenko e Malyshev não lidaram com o duplo pivot dos espanhóis), o que não permitiu aos desequilibradores brasileiros aparecer em zonas de perigo. Ainda assim, destaque para as exibições de Taison e Marlos (o 2.º tem um jogo de grande nível) e ainda para Ismaily (fortíssimo ofensivamente e difícil de parar quando embalado); Sevilha - Esta é mesmo a competição do Sevilha. Os Espanhóis têm tudo encaminhado para estar presentes na final de Basileia, não fosse o Sánchez Pizjuán uma verdadeira muralha nas últimas temporadas. A abordagem à partida foi sempre meticulosa e raros foram os momentos em que a equipa esteve desconfortável (os minutos após o golo de Vitolo foram excepção). A partida fica marcada por uma grande exibição de Banega (deliciosa a forma como guarda a bola e leva os adversários a cometer faltas), para além de um Vitolo absolutamente decisivo no último terço (a que somou um trabalho sem bola importantíssimo nos momentos em que Marlos ou Taison se encontravam no seu flanco). Destaque ainda para uma exibição pouco conseguida de Carriço (envergou a braçadeira de capitão, mas tem um jogo com algumas falhas de posicionamento, tendo ainda revelado pouca competência no passe), à semelhança de Gameiro que, apesar de ter somado uma assistência e um golo, desperdiçou duas chances de golo diante Pyatov.

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