Pinto da Costa inicia mandato com goleada; Varela, Herrera e Corona brilharam na melhor exibição da Era Peseiro; Angél aproveitou a oportunidade; André Silva também foi titular, mas foi Aboubakar a marcar

FC Porto 4-0 Nacional (Varela 2', Herrera 9', Danilo 67' e Aboubakar 85')

Peseiro teve finalmente uma noite descansada. No dia em que Pinto da Costa foi reeleito como presidente do FC Porto, continuando assim um ‘reinado’ que começou precisamente há 34 anos, os azuis e brancos derrotaram de maneira clara o Nacional por 4-0, interrompendo assim a fase negativa. Foram 4 mas até podiam ter sido mais. Os dragões, que iniciaram o jogo praticamente a vencer, criaram oportunidades suficientes para conseguirem um resultado mais expressivo, mas enfrentaram um Rui Silva que se fartou de acumular boas defesas. Varela desta vez aproveitou a titularidade e realizou uma excelente exibição, André Silva (bons movimentos mas pecou na finalização) e José Angél (melhor prestação desde que chegou ao Dragão) também foram titulares. Layún (que nos últimos jogos baixou muito o nível), Chidozie (Danilo jogou a central) e Aboubakar (que ainda foi a tempo de marcar um golaço), por sua vez, foram suplentes; Já o Nacional, que tentou dividir o jogo e ainda testou Casillas em algumas situações, com esta derrota deve ter dito adeus ao Top 6.

Quanto ao jogo, foi quase de sentido único. O FC Porto entrou logo a marcar, com Varela, assistido por Maxi, a puxar para o pé esquerdo atirando colocado para o golo. Pouco depois foi Herrera, depois de um cruzamento de Corona que a defensiva do Nacional não conseguiu cortar, a atirar (também de pé esquerdo) para o fundo das redes. E assim, aos 10 minutos, o FC Porto já vencia por duas bolas a zero. Varela ia encantando com uma bela exibição e ainda antes do 20 minutos liberta José Angél que com um excelente cruzamento descobre André Silva que cabeceou para defesa apertada de Rui Silva. O Nacional tentou subir as linhas e dar um ar da sua graça, principalmente por Soares que ia dando bastante trabalho aos centrais azuis, e logo a seguir esteve perto de reduzir, valendo Casillas a salvar uma bomba do meio da rua de Ali Ghazal. Mas depressa a equipa da casa voltou a assumir o controlo, criando de novo oportunidades para dilatar o resultado. Herrera, de cabeça, e Corona, num movimento para dentro que já lhe é característico, fizeram brilhar Rui Silva. No segundo tempo, a equipa da Invicta demorou a criar oportunidades, até porque o Nacional entrou disposto a deixar outra imagem no Dragão, e só aos 55’, Herrera, num entendimento com o compatriota Corona, levou perigo à baliza da equipa de Manuel Machado. O próximo lance de perigo ocorreu apenas aos 67’, quando Rui Silva voltou a levar a melhor sobre André Silva, que podia ter marcado no cara-a-cara com o guardião luso. Não marcou o jovem avançado portista, mas na sequência do canto, após um canto estudado pelos azuis-e-brancos (Varela libertou Corona de calcanhar), Danilo Pereira cabeceou com conta, peso e medida e aumentou a contenda para os 3-0. Logo a seguir, Peseiro trocou Aboubakar por André Silva (que saiu muito aplaudido) e o camaronês não demorou a levar perigo. No entanto, logo a seguir, e no último destaque do encontro, pica a bola sobre o jovem guardião, fazendo um golo de classe para Peseiro ver.

FC Porto - Finalmente uma exibição segura na era Peseiro - a primeira na sua Era, exceptuando os jogos contra o secundário Gil Vicente -, conseguindo 2 golos precocemente e resolvendo o jogo ainda nos primeiros dez minutos -, que surge após duas derrotas consecutivas e num dia marcado por eleições no clube. Dando continuidade a uma sequência de testes no 11, com espaço para jogadores da equipa secundária e outros que pareciam proscritos, foram lançadas algumas novidades, particularmente André Silva na frente, Ángel na lateral esquerda, Danilo no centro da defesa e Varela na ala. O jogo iniciou-se de forma rápida, com os alas portistas muito interventivos e André Silva a dar-se ao jogo com o objectivo de mostrar serviço, não sendo de estranhar a facilidade com que os dragões chegaram à vantagem. Desde então, limitaram-se a gerir confortavelmente a diferença, aproveitando ainda para dar minutos a Aboubakar, Marega e ao jovem Francisco Ramos. A título individual, destaque para Ángel (o melhor jogo com a camisola azul e branca, com muito critério a atacar, exibindo qualidade nos cruzamentos), Varela (sempre ligado à corrente, assumindo sempre no momento do remate) e Corona que, num só jogo, fez mais assistências que nos restantes jogos do campeonato. A bom nível esteve, de igual modo, Herrera, que assumiu o papel de criativo e somou a isso diversas incursões à área, procurando a baliza com frequência, tal como Danilo que chega ao 5.º golo no campeonato, para além de ter nota positiva na posição, hoje, de central.

Nacional - Entrada em falso que não facilitou a vida aos insulares, mas que nem por isso desculpa o descalabro que Rui Silva evitou ser de proporções maiores. A exibição dos Madeirenses fica marcada pela incapacidade de criação, pelas lacunas nas laterais (muito exploradas pelos extremos Portistas) e por alguns fogachos na frente que pouco incomodaram Casillas. Os maiores destaques foram alguns remates pouco enquadrados (de Ghazal, Bonilha e Soares), mas a nota mais positiva vai mesmo para Rui Silva, guardião internacional jovem por Portugal, que num contexto muito interventivo, a ser chamado várias vezes ao serviço, respondeu de forma segura. Com este resultado, os lugares europeus são quase uma miragem para Manuel Machado, sendo que o resto do campeonato de pouco servirá em termos classificativos.

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