Pellegrini culpa Guardiola pelo falhanço na PL; Chelsea bisa na Youth League

Pela qualidade de jogo e enorme superioridade individual em relação à concorrência surpreende que os Citizens não tenham conquistado esta Premier League, até com alguma facilidade.

O treinador do Manchester City, Manuel Pellegrini, apontou o anúncio da contratação de Pep Guardiola para a próxima época como responsável pelas derrotas na Liga que impediram os 'citizens' de estarem na luta pelo título. "Por diversas razões, perdemos encontros importantes em fevereiro. No início desse mês, anunciou-se a minha saída e a contratação de outro técnico. Isso afetou os futebolistas e, para mim, as duas derrotas que aí sofremos impedem-nos agora de estar na discussão pelo título", lamentou Pellegrini, à Sky Sports, valorando o papel dos desaires de início de fevereiro, diante dos dois primeiros classificados, Leicester City (3-1) e Tottenham (2-1), e reconhecendo que, apesar de ainda faltarem algumas jornadas, a sua equipa já não tem hipóteses de alcançar o Leicester.

Os Blues consolidam o estatuto de melhor formação da Europa apesar de este elenco não ter metade da qualidade do que venceu a prova o ano passado, o que por um lado também coloca em causa o trabalho dos adversários - O Chelsea voltou a vencer a Youth League ao bater o PSG na final, por 2-1. Depois do título em 2015 os Blues fazem o bis na competição e passam a ser o clube com mais títulos na Liga dos Campeões para juniores (o Barcelona tinha vencido na estreia, em 2014). Tomori inaugurou o marcador logo aos 10 minutos mas passado 1 minuto cometeu um penalti que podia ter permitido ao PSG empatar, no entanto Jean-Kévin Augustin viu Collins negar-lhe o 1-1. A partida desenrolou sem grande interesse até ao intervalo, mas no 2.º tempo foi animada. Os parisienses carregaram, tiveram várias oportunidades e conseguiram chegar mesmo ao empate, com um belo golo de Meïté, mas passado 3 minutos Palmer voltou a colocar o Chelsea na frente. Ainda faltavam jogar 29 minutos, o PSG voltou a ter mais uma mão cheia de oportunidades, algumas delas flagrantes, mas o resultado não se alterou. Em suma fica a ideia que o PSG, pelo que fez na final, principalmente na 2.ª parte, e até ao longo do torneio, tinha a equipa mais forte, mas foi o Chelsea, que até chegou a esta fase com alguma facilidade, a voltar a sorrir. A nível individual, Abraham, Colkett, Ainda e Palmer foram as principais referências dos Blues, apesar de, principalmente em termos ofensivos, estarem longe do que Brown, Solanke, Musonda e Boga apresentaram o ano passado. No meio campo também não houve um Loftus-Cheek nem um Christensen na defesa. No PSG, Meite (que já é de 1996) e o suplente Ikone foram os destaques na final, mas houve pouco Edouard e Jean-Kévin Augustin (o único jogador presente na final que já tinha marcado como sénior).

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