O central do futuro que tenta contrariar a história recente do FC Porto

Diogo Queirós é, hoje por hoje, um dos projectos mais cativantes na formação em Portugal. O defesa central, de 17 anos, com um trajecto deste tenra idade ligado ao FC Porto – começou no Leixões, mas rapidamente chamou a atenção dos responsáveis dos Dragões – tem se afirmado progressivamente como um dos pilares do clube, desde os iniciados, passando pelo habitual empréstimo à equipa sub-17 do Padroense, até à precoce titularidade nos júniores (não esquecer o seu estatuto de juvenil de 2.º ano). Esta caminhada, quase sempre marcada pelo envergar da braçadeira de capitão, estende-se às selecções nacionais, onde é presença assídua desde os sub-15 e, nesta temporada, à selecção sub-17 onde o seu contributo foi determinante no apuramento para o europeu da categoria (titular em todas as partidas, à excepção da última frente à Croácia onde o apuramento já estava garantido).

Dentro do campo rapidamente nos apercebemos da sua presença, marcada por um estilo que nos faz viajar para uma escola de centrais a que o Porto nos habituou, embora nos últimos anos de forma menos prolífica. Elegante, com uma qualidade técnica invulgar em Portugal na sua posição e a basear grande parte do seu jogo na antecipação, o jovem central raramente recorre à falta e insiste numa saída limpa em grande parte dos lances, algo que, por vezes, transparece falta de agressividade. No outro lado da questão, o internacional sub-17 denota alguma dificuldade no deslocamento e agilidade – características inatas e, por consequência, dificilmente aprimoradas -, assim como na forma como disputa lances pelo ar (algo também inerente à idade).

A longo prazo, o jogador beneficiará certamente de uma subida precoce à equipa B Portista, onde poderá encontrar outros estímulos ao seu jogo (Bloco baixo que é inexistente em 2/3 da época no plantel sub-19; Executantes mais rápidos e agressivos sobre a bola) que proporcionem um acelerar do seu crescimento. Sobre o jovem central pairará o insucesso de alguns seus antecessores (Tiago Ferreira, Ricardo Tavares ou Abdoulaye), mas este enquadramento profissional antes da equipa A poderá ser decisivo no seu maturar.

VM Scouting: João Magalhães

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