Novamente pela margem mínima: Jardel deixa o Benfica mais perto do tricampeonato; Ederson e André Almeida foram os heróis na defesa; Vitória (Otávio fez a diferença na 2.ª parte) criou mais oportunidades de golo

Benfica 1-0 Vit. Guimarães (Jardel 47')

O Benfica voltou a passar por dificuldades (5.º triunfo nos últimos 6 jogos pela margem mínima) mas ao derrotar o Vitória ficou a duas vitórias do tri (uma até pode ser suficiente caso o Sporting escorregue). Os encarnados praticamente não criaram oportunidades de golo, realizaram uma 1.ª parte pouca conseguida, mas Jardel voltou a fazer a diferença no ataque e garantiu os 3 pontos. Jardel foi o herói no ataque mas Ederson e André Almeida (que foi expulso nos descontos) foram igualmente importantes, ao anularem dois lances de golo cantado do conjunto vimaranense, equipa que foi à Luz discutir o jogo e que na 2.ª parte com um Otávio em destaque teve lances suficientes para conseguir pelo menos o empate.

No que diz respeito ao encontro, o Benfica, como era de esperar, entrou a controlar as operações, mas sem incutir velocidade. O primeiro lance de perigo chegou à passagem do minuto 20, mas Mitroglou (no coração da área) viu o seu remate bloqueado por João Afonso. No entanto, os encarnados sentiam muitas dificuldades para furar o bloco recuado vimaranense, com um futebol algo lento e previsível. Já depois de Dourado ter testado a atenção de Éderson, surgiu a primeira grande oportunidade do encontro, com Mitroglou, na sequência de um livre lateral, a surgir em excelente posição, mas a rematar perto do poste. Os locais aumentaram um pouco o ritmo do jogo, mas o intervalo chegou com um nulo no marcador e a única nota de destaque foi mesmo a expulsão de Sérgio Conceição. A segunda parte começou com o golo do Benfica, com Gaitán a bater um livre e Jardel a antecipar-se a toda a gente e a cabecear para o fundo das redes. O encontro tinha agora um nível alto de intensidade e com as águias e a conseguirem circular a bola com mais rapidez. Rui Vitória foi o primeiro a mexer, trocando Pizzi por Salvio, mas foi o conjunto vimaranense a ter uma oportunidade de ouro para empatar, com Jardel a errar mas com André Almeida a ser o herói, primeiro a cortar a linha de passe e depois a evitar o golo de Hurtado com um corte em cima da linha. O técnico dos encarnados fez a habitual substituição, trocando Mitroglou pelo talismã Raúl Jiménez, mas foram os visitantes a estar perto de marcar novamente, com Licá a finalizar mal em zona central. Na resposta, Gaitán quase fez o segundo na cobrança de um livre directo, tendo depois o Vitória tido mais uma bela oportunidade na sequência de um contra-ataque, com Otávio a servir (grande passe) Hurtado, mas com Éderson a anular o lance com uma excelente mancha. Minutos depois o Benfica esteve perto de sentenciar a partida por Raúl Jiménez em duas ocasiões: primeiro naquele que seria um golo antologia, com o mexicano a rematar de letra com pouco ângulo e João Miguel a desviar com a ponta dos dedos, tendo depois o avançado acertado com estrondo na barra. Até ao fim, destaque para um remate fraco ao lado de Salvio, mas o resultado não se alterou (André Almeida ainda foi expulso, limpando assim para a Taça da Liga) e o Benfica aumentou para 5 pontos (à condição) a vantagem sobre o Sporting.

Destaques:

Benfica -  Um remake da maior parte das últimas jornadas. Tal como frente a Boavista, Académica, Rio Ave ou Vitória de Setúbal, as águias estiveram longe de realizar uma exibição brilhante, mas continuam a vencer e pressionam o Sporting antes da visita dos leões ao Dragão. O conjunto de Rui Vitória voltou a ter muitas dificuldades no plano ofensivo, não só devido a uma circulação previsível e com pouco jogo interior (muita bola na ala para cruzamento) mas também pela clara quebra de elementos como Pizzi, Mitroglou ou mesmo Jonas. No entanto, o mais importante foi conseguido e, independentemente do que o Sporting fizer, o Benfica está a duas vitórias do tri. Individualmente, Ederson voltou a estar bem sempre que foi chamado, destacando-se uma saída aos pés de Hurtado,  sendo que André Almeida (que perto do fim cometeu um erro que poderia ter comprometido) também foi muito importante ao evitar por duas vezes na mesma jogada o golo do Vitória. Já Eliseu esteve impreciso, faltoso e conflituoso. Jardel também não esteve impecável a defender (a grande oportunidade do Vitória surge de uma falha sua) mas foi o herói da partida com o golo do triunfo. No meio-campo, Pizzi prolongou o seu mau momento (demasiadas perdas de bola) e Gaitan, sem fazer uma grande exibição, fez uma excelente assistência e esteve perto de marcar. Na frente, Mitroglou e Jonas perderam o duelo com a defesa do Vitória (nesta fase, não só a equipa os abastece menos como eles próprios perderam o fulgor de há uns meses atrás, em que parecia que todas as bolas na área acabavam em golo), acabando por ser, novamente, Jimenez a entrar e a agitar o jogo, com uma boa arrancada e um remate à barra.

Vitória de Guimarães - Boa resposta da equipa de Conceição (que voltou a ser expulso) mas o alargar para 12 da série de jogos sem vencer (com 6 derrotas nas últimas 8 partidas). Os vimaranenses apresentaram-se na Luz com uma linha de 5 atrás e um bloco compacto, não dando espaço entre-linhas e forçando o Benfica a jogar por fora, o que prejudicou muito  a fluidez do jogo do adversário, que poucas oportunidades criou (tendo em conta que se enfrentavam primeiro e décimo primeiro da tabela), e mesmo ofensivamente foram criadas situações para marcar, no entanto a eficácia não foi a desejada. No plano individual, Dalbert esteve bem defensivamente e conseguiu dar um bom contributo no ataque, sendo que os centrais dominaram bem as ações de Jonas e Mitroglou. Da Luz sairam também com exibições bem positivas Otávio (boa técnica, personalidade para ter a bola e conduzir o jogo da equipa, capacidade de progressão e tomada de decisão quase sempre correcta) e Hurtado, que com a sua velocidade e verticalidade criou perigo nas costas da defesa encarnada, mas Almeida e Ederson impediram que o jogador emprestado pelo Reading marcasse.

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