No jogo dos milhões brilhou Hart; Real superiorizou-se na 2.ª parte mas esteve perdulário; Bale voltou a estar em destaque; City acusou a saída de Silva; Ronaldo ficou na bancada

Imagem: Daily Mail
Tudo em aberto para o Bernabéu. O encontro até começou com o City por cima (ainda que sem criar oportunidades), mas com o passar dos minutos os merengues foram crescendo e estiveram claramente melhor na segunda parte, justificando o golo (mas Hart disse presente). Num desafio que leva um resultado para Madrid que pode ser muito perigoso para o conjunto de Zidane, Fernandinho e Bale foram as unidades em maior destaque para lá do guardião inglês; Já Ronaldo (afinal andar a fazer 90 minutos contra os "Eibar's" quando a equipa já goleia tem consequências) ficou na bancada e é dúvida para a 2.ª mão.

Empate a 0 entre Manchester City e Real Madrid no 1.º jogo das meias-finais da Champions. Dois clubes que investiram muitos milhões, mas que hoje mais do que ganhar preocuparam-se essencialmente em não sofrer. A equipa de Pellegrini entrou melhor, mas a partir da lesão de Silva (o técnico chileno optou por colocar Iheanacho e não Sterling) só deu Real (que já não tinha Ronaldo e que também perdeu Benzema ao intervalo), no entanto Hart foi um muro intransponível. Quanto ao encontro, até começou repartido, no entanto, no primeiro tempo o equilíbrio foi mesmo a nota dominante, com nenhuma das equipas a conseguir construir oportunidades de golo, com muitos passes falhados e perdas de bola de parte a parte. Com efeito, chegou-se ao intervalo com um nulo no marcador, resultado que se justificava e que se ajustava ao que se tinha passado em campo (o principal destaque foi mesmo a lesão de David Silva, que foi substituído por Iheanacho). Para a segunda parte Zidane também foi obrigado a mexer, entrando Jesé para o lugar de Benzema. E o jogo mudou. Aguero até foi o primeiro a criar perigo, num remate fora da área. Mas depois só deu Real, tendo Sérgio Ramos cabeceado à figura num canto. Mais tarde foi Jesé a cabecear à barra. A partir daí os merengues cresceram no encontro e passaram a dominá-lo, conseguindo criar várias situações de golo. Já depois de Bale ter rematado ao lado, Casemiro obrigou Hart a uma bela defesa com os pés. Depois foi a vez de Pepe, na sequência de mais um canto, a surgir solto na área, mas com Hart a fazer uma fantástica defesa (à andebol) e a negar o golo. O City só criou perigo já em cima do apito final, com De Bruyne a testar Navas num livre. No entanto, o resultado não se alterou e continua tudo em aberto para a 2.ª mão.

Manchester City - Um resultado que pode ser bastante favorável para os Citizens, que podem jogar em Madrid com a ameaça do golo fora, aproveitando um eventual desposicionamento do Real para, com espaços, marcar. No jogo desta noite, a equipa entrou bem no jogo, com uma boa pressão que dificultava a circulação de bola do adversário, mas com a saída de Silva as virtudes demonstradas na parte inicial foram-se perdendo até ao terminar da partida com a sensação de que este empate, sem sofrer golos, era o melhor que poderia passar aos ingleses. Individualmente, Hart voltou a brilhar na Champions e é muito por ele que o marcador registou um nulo, com intervenções decisivas a disparos de Casemiro e Pepe, ao passo que na defesa Kompany (que regressou de lesão e deixou no banco Mangala) e Otamendi deram quase sempre resposta positiva. No meio-campo, Fernandinho teve momentos de um nível altíssimo, pressionando, roubando, passando e conduzindo com uma qualidade ao nível de poucos, ao passo que Kevin De Bruyne não brilhou (com a lesão de Silva passou para a ala e isso prejudica-o) mas teve alguns momentos de qualidade. Na frente, Aguero fez uma exibição muito aquém, sem fazer a diferença.

Real Madrid - Na teoria, ter a oportunidade de decidir uma meia-final em casa é sempre positivo, e a verdade é que para os merengues "basta" vencerem no Bernabéu para estarem em Milão. No entanto, não só não marcar golos fora, a este nível, é sempre um perigo, como em Madrid o City nas transições pode ser muito perigoso, sendo que há ainda a sensação de que, pela forma como o segundo tempo decorreu, a equipa perdeu uma oportunidade de dar uma "machadada" na eliminatória. Ainda assim, sem Ronaldo a tempo inteiro e sem Benzema no segundo tempo, os homens de Zidane competiram bem, foram sólidos a defender, criaram oportunidades para vencer e provaram que são mais do que capazes de estar em Milão. No plano individual, Carvajal, uma vez mais, esteve impecável quer a defender quer com bola, tendo Pepe aparecido a um nível altíssimo, impondo-se em todos os lances com uma enorme autoridade e ainda, numa ou outra ocasião, tentando levar a equipa para a frente. No meio-campo, Modric ajudou na circulação fluidez e que quebrava linhas da segunda parte, fase em que Kroos também sacou o seu melhor futebol. No ataque, Bale demonstrou novamente que é um jogador de dimensão mundial, assumindo a liderança da equipa e desequilibrando imenso com o seu transporte e potência.


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