Muito Maxi para tão pouco FC Porto; Golaços de Pedro Nuno e Rúben Neves deram brilho à tarde de Coimbra; Suplente Brahimi garantiu o triunfo; Danilo voltou a destacar-se a central; Académica atirou à barra no minuto 90

Académica 1-2 FC Porto (Pedro Nuno 25'; Rúben Neves 38' e Brahimi 66')

Valeu pelos golaços de Pedro Nuno e Rúben Neves. O FC Porto conseguiu uma reviravolta que permite garantir em definitivo o 3.º lugar na Liga. Os dragões estiveram longe de serem brilhantes, o nível exibicional caiu muito em relação ao jogo do Nacional, mas um golo, quase sem querer, de Brahimi permitiu arrecadar os 3 pontos. Encontro que confirmou que só para Danilo e principalmente Maxi é que a época portista ainda não terminou, com vários elementos a estarem a um nível muito longe do desejável. Já a Académica, que continua no penúltimo lugar, vai ficar a lamentar a falta de qualidade no ataque, já que, perante um conjunto portista pouco conectado, criou situações de desequilíbrio suficientes para conseguir pelo menos 1 ponto, tendo até acertado na barra no último minuto.

Em relação ao encontro, o FC Porto assumiu o controlo desde muito cedo, mas o primeiro lance surgiu apenas aos 12' quando Maxi testou a atenção de Pedro Trigueira. Pouco depois, Herrera desmarcou-se rapidamente num lançamento lateral, mas Varela chegou atrasado ao cruzamento do mexicano. Todavia, a Académica, mesmo sem conseguir criar qualquer perigo até então, adiantou-se no marcador aos 25 minutos. Maxi derrubou Rafael Lopes à entrada da área e, na cobrança do livre, Pedro Nuno colocou a bola no ângulo superior esquerdo da baliza de Helton. A partida ficou algo incaracterística nos minutos seguintes, mas Rúben Neves deu alento aos dragões, apontando um golaço de fora da área aos 38'. A partir daqui a Briosa revelou enormes dificuldades em travar o crescimento azul e branco e, já na 2.ª parte, André Silva foi o primeiro a tentar o golo, mas Trigueira efectuou uma boa parada. Peseiro lançava Brahimi e o regressado André André no jogo, enquanto que Gouveia apostou na velocidade de Hugo Seco, sendo que, aos 66', o argelino consumou a reviravolta de forma algo caricata ao marcar quando tinha feito um cruzamento de trivela, tendo Trigueira sido ludibriado pela movimentação de André Silva. O conjunto de José Peseiro procurou o 3.º golo, mas Corona não foi feliz aos 79', tendo disparado ligeiramente ao lado do poste direito. Do outro lado, Gouveia retirou Rabiola, a referência de ataque, e lançou Marinho, apostando na mobilidade do ataque. Pedro Nuno foi tentando ter sucesso de meia distância, mas não conseguiu ter efeitos práticos, enquanto que Plange foi o que esteve mais perto do empate, enviando a bola à trave de Helton, num chapéu aos 90'. Os dragões acabaram o encontro sem o conseguir controlar, mas saem de Coimbra com os três pontos no bolso.

Académica - Cada vez mais condenada à despromoção e nem perante um Porto frágil conseguiu somar pontos à sua luta pela manutenção. Num jogo pobre em intensidade, frente a um adversário sem objectivos, a equipa não conseguiu ter qualidade para capitalizar essas facilidades, ficando a partida marcada por alguns laivos de Pedro Nuno (para além de uma excelente execução no livre, foi o homem com mais critério na frente, mostrando estar, tecnicamente, uns degraus acima dos companheiros), jovem que se vem afirmando progressivamente na I Liga. Para além disso, fica a sensação de um plantel mal planeado, com lacunas em várias posições, ao que não ajudaram as ausências dos emprestados pelo Porto (Leandro Silva, Rafa e Gonçalo Paciência). Ainda assim, destaque para os últimos minutos da Académica, conseguindo empurrar o adversário para trás, algo que não teve a devida correspondência na zona de finalização, já que a equipa terminou o jogo sem referência na frente. Com este resultado, os comandados de Filipe Gouveia ficam mais perto da despromoção e podem acabar a jornada com o Tondela, que parecia condenado, a apenas 1 ponto.

FC Porto - Valeu essencialmente pela intensidade de Maxi (corre e luta o triplo dos restantes companheiros) e qualidade que Danilo exibiu no centro da defesa. Os dragões continuam a cumprir calendário, preparando a equipa para a final da taça, fazendo paralelamente um diagnóstico a quem pode incorporar o plantel 2016/2017. Num jogo menos conseguido que o anterior, algo que parece marcar Peseiro desde que assumiu o controlo da equipa, a vitória voltou a ser conseguida com alguma dificuldade, e só na 2.ª parte depois da entrada de Brahimi (que voltou a ficar fora do 11). Num colectivo desligado da corrente, André Silva voltou a ser titular (ainda que sem sucesso), Danilo repetiu a presença no eixo da defesa, para além de Varela e Sérgio Oliveira que repetiram a titularidade das últimas partidas. Em termos individuais, destaque total para Maxi (contrasta com esta recta final de época de relaxamento), uma verdadeira locomotiva no corredor direito, com várias incursões a causar perigo, para além de estimular os companheiros a uma atitude mais pró-activa. Por outro lado, Helton - que irá alternar até fim de época com Iker - não teve uma tarde feliz (não está isento de culpas no golo de Pedro Nuno), Sérgio Oliveira e Herrera somaram exibições discretas, ao contrário de Rúben Neves que aproveitou a ausência de Danilo na posição 6 para ganhar alguns pontos.

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