Sporting não desiste; Leões apresentaram um futebol pobre mas Slimani garantiu os 3 pontos

Moreirense 0-1 Sporting (Slimani 16')

O Sporting cumpriu em Moreira de Cónegos e com a vitória frente ao Moreirense colocou pressão no Benfica ao assumir a liderança à condição. Os leões dominaram o encontro mas apresentaram um futebol pobre, abusando dos maus passes e más decisões. Elementos como João Mário e Ruiz estiveram particularmente mal nesses capítulos. Valeu ao conjunto de Jesus mais um golo de Slimani numa partida em que o Moreirense, à excepção de alguns lances de bola parada, pouco criou ofensivamente.

No que diz respeito à partida, o Moreirense entrou a discuti-la e até foi a primeira equipa a criar perigo, com André Micael a cabecear para fora num canto. A partir daí, o Sporting assumiu as despesas do jogo, tendo mais bola, e Ruiz deu o primeiro aviso ao testar Stefanovic num livre frontal. Os leões viriam mesmo a chegar à vantagem, com Téo Gutiérrez a fazer um excelente passe para Schelotto, que cruzou de primeira e Slimani só teve de encostar (o Moreirense ficou a reclamar fora de jogo). O jogo continuou na mesma toada, mas foram os locais a estar perto do empate, com Fábio Espinho a fazer a bola passar perto do poste na cobrança de um livre. Mesmo tendo mais bola, os verde e brancos iam tendo dificuldades para circulá-la e criar desequilíbrios, com o Moreirense a equilibrar mesmo a contenda (conquistando vários cantos e livres perto da área). Nildo pôs à prova Rui Patrício em mais uma bola parada, tendo na resposta Téo Gutiérrez chegado atrasado a um cruzamento de João Mário. O mesmo João Mário podia ter definido melhor um lance de contra-ataque (finalizou muito mal), mas o intervalo chegou mesmo com 0-1 no marcador. Na segunda parte o Moreirense voltou a entrar destemido (sempre na procura de Rafael Martins), com o Sporting a não conseguir assentar o seu jogo. O encontro ia-se desenrolando sem oportunidades de golo (Téo Gutiérrez teve um cabeceamento com algum perigo) e com a luta a meio campo a imperar. Jorge Jesus foi o primeiro a mexer, trocando de lateral esquerdo (Zeegelaar, amarelado, deu lugar a Bruno César), enquanto que Miguel Leal respondeu com a entrada de Boateng para o lugar de Ernest. O encontro prosseguiu no mesmo ritmo e o técnico sportinguista voltou a mexer, lançando Gelson Martins para o lugar de Bryan Ruiz, tentando dar maior velocidade e imprevisibilidade ao ataque leonino. Já depois de Jorge Jesus ter recebido ordem de expulsão, Gelson Martins teve nos pés a melhor ocasião do segundo tempo, mas o seu remate saiu ao lado. Até ao fim os únicos motivos de interesse foram mesmo as substituições, com o Sporting a segurar a vantagem e a garantir os três pontos.

Destaques:

Sporting - Vitória essencial para continuar a sonhar com o título, voltando a colocar pressão no Benfica, mas, apesar dos 3 pontos, a exibição não foi satisfatória. A equipa não apresentou a dinâmica ofensiva dos últimos jogos, tendo mais dificuldades em ligar o jogo, muito por culpa de demasiados passes falhados e inúmeras perdas de bola que impediam a fluidez do futebol leonino. Ainda assim, defensivamente a resposta foi boa (o Moreirense praticamente não criou perigo) e o mais importante foi conseguido. Individualmente, Rui Patrício pouco testado foi mas respondeu bem quando foi solicitado, enquanto que na defesa Zeegelaar protagonizou uma má exibição (muito faltoso e sem acrescentar o que se pede com bola) ao passo que Schelotto foi dos melhores, protagonizando a assistência para o golo. O meio-campo não conseguiu mandar na partida, com João Mário e Bryan Ruiz a não conseguirem desequilibrar, com pouca objectividade e pragmatismo na tomada de decisão. Na frente, Teo teve bons minutos no primeiro tempo, conseguindo conectar o jogo e servindo de forma primorosa Schelotto no lance do golo, sendo que Slimani, uma vez mais, decidiu a partida.

Moreirense - A equipa de Miguel Leal, que continua sem garantir a manutenção (e se a Académica vencer fica somente com 3 pontos de vantagem sobre a zona de descida), fez um jogo aquém do que já mostrou (as ausências de nomes como Sagna, Palhinha, Vítor Gomes ou Iuri foram sentidas), sem capacidade de gerar jogo ofensivo de qualidade, praticamente não tendo criado ocasiões de golo, ainda que defensivamente a exibição tenha sido marcada pelo rigor e pela concentração. No plano individual, Stefanovic teve uma noite bem mais tranquila do que esperaria, ao passo que André Micael lidou bem com os avançados leoninos. Mais à frente, Fábio Espinho não acrescentou a qualidade com bola de que é capaz e Rafael Martins fartou-se de lutar, incomodando muito os centrais do Sporting, mas sem aparecer ao nível da finalização.

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