Klopp é mesmo o rei de Dortmund; Liverpool consegue vantagem apesar da grande exibição de Weidenfeller; Sevilha vence em Bilbao; Villarreal derrota Sparta

Imagem: Daily Mail
Grande jogo de futebol, com duas equipas a não defraudarem as expectativas. O Liverpool, com uma exibição muito bem conseguida do ponto de vista defensivo, anulou os pontos fortes do Dortmund (Auba pouco se viu) e até comandou no Westfalen em alguns momentos, levando uma vantagem curta mas preciosa para a segunda mão. O conhecimento que Klopp tem da antiga equipa notou-se, com a pressão dos reds a ser feita em momentos chave e a condicionar todo o jogo ofensivo dos alemães. O meio campo, à excepção de Henderson, esteve muito eficaz nas tarefas de pressão e dificultou bastante a criação ofensiva do conjunto de Tuchel, que recorreu muitas vezes ao "extremo" Schmelzer, um dos poucos que foi encontrado espaço para desequilibrar. 

Não desiludiu. O Dortmund e o Liverpool empataram (1-1, golos de Origi e Hummels) no jogo que marcou o regresso de Klopp ao WestfalenStadion. O favoritismo do conjunto alemão não se traduziu em campo, com muito mérito para os ingleses na forma como conseguiram anular a força ofensiva dos schwarzgelben. O jogo teve momentos de domínio repartido, embora a turma de Tuchel tenha sido sempre mais posse de bola. No entanto, a excelente pressão feita pelo Liverpool condicionou e de que maneira a criação do Dortmund, que criou poucas oportunidades de golo no primeiro tempo. Aliás, pertenceram aos reds as ocasiões mais claras para marcar, tendo Weidenfeller sido obrigado a aplicar-se. Do outro lado Mignolet também teve trabalho, mas a segurança defensiva dos homens de Anfield foi uma constante.

Foi muito eficaz a forma como o Liverpool conseguiu controlar a profundidade, algo que limitou bastante as acções de Aubameyang. Reus também não esteve brilhante, tendo sido Mkhitaryan o principal criador de perigo entre os homens da frente. Schmelzer, a fazer de extremo pelo lado esquerdo, como habitualmente, esteve muito activo na exploração do flanco, sendo bastante requisitado pelos passes longos de Weigl, que demonstrou a habitual simplicidade de processos e sai com nota positiva. Já Hummels, apesar de ter sido batido por Milner no lance do golo, voltou a brilhar pela forma como conseguiu construir, tanto através do passe como do transporte, e foi decisivo no empate. Origi foi o marcador do golo dos reds e tem claramente características adequadas para este tipo de embate (rápido, forte na exploração de profundidade e capaz de segurar e esperar pelos apoios), não sendo de estranhar que tenha dado muito trabalho à defensiva adversária. Coutinho foi subindo de rendimento com o decorrer da partida, mas o desgaste nas missões defensivas também impediu que tivesse maior clarividência no ataque. Henderson foi o pior em campo na equipa de Klopp, demonstrando muita lentidão de processos, o que levou a perdas de bola em zona proibida. Allen entrou muito bem ao intervalo, acrescentando a capacidade de pressão que Can já ia revelando. O alemão começou mal, mas cresceu na partida e acabou por fazer muitas recuperações importantes. O sector defensivo, apesar da pressão alta do Dortmund, também conseguiu livrar-se de muitas situações embaraçosas, com Sakho e Lovren a entenderem-se bem e a fecharem os caminhos para a baliza de Mignolet. 

Sevilha continua a ser a equipa da Liga Europa; Villarreal complica com o Sparta - Não há maneira de afastar o Sevilha da "sua" competição. Os andaluzes venceram em Bilbao por 2-1 e estão mais perto de poder repetir pela terceira vez a conquista da prova. Num jogo equilibrado, com ligeiro ascendente para os da casa, os golos só surgiram na segunda parte, com o inevitável Aduriz a adiantar os bascos antes de Kolo e Iborra fazerem a reviravolta. Também em Espanha, o Villarreal bateu o Sparta de Praga por 2-1, um resultado que deixa tudo em aberto para a segunda mão. Bakambu está numa super forma e marcou os dois golos do triunfo do Submarino Amarelo, mas o golo de Brabec dá esperança aos checos. 

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