Benfica segura liderança; Jiménez voltou a ser o herói, Ederson não fez uma defesa; Fejsa e Jardel estiveram novamente em destaque

Rio Ave 0-1 Benfica (Jiménez 73')

Não foi fácil mas o Benfica cumpriu em Vila do Conde e ao derrotar o Rio Ave vai entrar nas últimas 3 jornadas da Liga com mais 2 pontos que o Sporting. Raúl Jiménez, tal como tinha acontecido em Coimbra, voltou a ser o herói das águias, num encontro em que o líder apresentou duas faces, com uma 1.ª parte pouco conseguida em termos ofensivos mas um 2.º tempo de domínio claro, perante um conjunto vilacondense que nunca conseguiu incomodar Ederson. Jardel voltou a estar imperial na defesa; Fejsa também controlou o meio campo, sendo que Rui Vitória teve igualmente mérito ao lançar Jiménez no lugar do apagado Mitroglou; O Rio Ave, por sua vez, vai ficar a lamentar o erro de Vilas Boas, que com uma má abordagem acabou por contribuir para o único golo da partida.

Quanto ao encontro, a primeira parte teve pouco futebol, poucas oportunidades e, sendo assim, poucos motivos de interesse. O Benfica entrou disposto a marcar cedo, com Jardel a ficar pertdo do 1-0 na sequência de um canto, no entanto, Pedrinho cortou em cima da linha. A partir daí, os momentos de destaque foram escassos/nulos, sendo apenas de salientar uma semi-oportunidade de Gaitán a disparar perto do poste e um lance para o Rio Ave onde Villas Boas aproveitou mal o espaço que dispôs na sequência de um livre pela direita.  No segundo tempo, o jogo mudou com o Benfica a dominar e a somar boas oportunidades para abrir o marcador. Em apenas 3 minutos, dos 53’ aos 56’, Gaitán (atirou frouxo) e Jonas testaram Cássio e Mitroglou atirou a rasar o poste. Rui Vitória não estava contente com o que via e lançou Salvio (por Pizzi) e Jiménez (por Mitroglou). E passados 6 minutos, o mexicano (quem mais?) aproveita um corte defeituoso de André Villas Boas que foi de encontro à trave, para na recarga cabecear para a baliza deserta. Até final, o Rio Ave ainda tentou chegar perto da baliza de Ederson, que no entanto acabou o jogo sem uma defesa, sendo o único ponto de destaque a expulsão de André Villas Boas já nos descontos, numa noite para esquecer do experiente central/médio defensivo natural de Vila do Conde, que voltou aos relvados 2 meses depois de se ter lesionado.

Rio Ave - Desfecho inglório para a equipa de Pedro Martins que, embora não tenha criado problemas a Ederson, conseguiu cumprir a sua missão - fechar os caminhos para a sua baliza, explorar as transições rápidas e jogar com a impaciência do adversário. Em organização ofensiva há pouco a apontar ao Rio Ave: muita proximidade entre-linhas, povoação do corredor central com Wakaso em grande plano, forçando sempre o Benfica a jogar por fora e a explorar cruzamentos para zonas em que os Vilacondenses tinham superioridade numérica. No cumprimento desse plano, destaque para as exibições de Marcelo (Mitroglou teve imensas dificuldades no jogo aéreo), Kuca (talvez a melhor unidade na linha da frente, mas que com o passar dos minutos foi perdendo forças) e Guedes que, perante a forte oposição de Jardel e Lindelof, teve mérito na conquista de algumas faltas perto da área encarnada. Como ponto negativo, fica a incapacidade para criar perigo no 2.º tempo - sempre muito distantes da baliza, com a referência do Rio Ave a posicionar-se já dentro do seu meio-campo, juntamente com os extremos acantonados nos últimos 30 metros -, para além de ceder no posicionamento defensivo em face do aumento da presença de elementos para finalizar na sua área.

Benfica - Já vem sido hábito nos últimos jogos e, nesta ocasião, não foi excepção. Os encarnados têm dificuldades nas partidas fora do seu reduto, raramente resolvem os jogos com a rapidez demonstrada na luz, mas, com o desenrolar da partida, acabam por conseguir o golo num período de maior coração que razão, em particular quando Jiménez está em campo. Rui Vitória abordou a partida dos arcos com o seu 11 de gala, sentiu novamente dificuldades no momento de substituir Pizzi (Salvio está visivelmente longe do nível de outrora), mas, acima de tudo, não consegue dentro das soluções colectivas, a criação de oportunidades (na partida de hoje só surgiram verdadeiramente nos segundos 45 minutos). A nível individual, destaque para Jiménez (veremos se não fica com o rótulo de homem do título, não fosse ele ter resolvido imensos jogos em timings decisivos), Sanches (completamente entregue ao jogo, tenta aparecer em todo o lado, no passe, no transporte, perto da área), Jardel (decisivo a controlar os vários metros nas suas costas, tanto ao seu "homem" como nas coberturas aos movimentos dos alas contrários) e o óbvio Fejsa que atira os encarnados para outra dimensão quando está em campo. Por outro lado, Pizzi prolonga o mau momento de forma, ao lado de Almeida (despeja frequentemente na área sem critério, bloqueia algumas iniciativas prometedoras) e Gaitán que continua bastante longe do destaque individual de outros jogos.



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