Jiménez mantém o Benfica no 1.º lugar; Encarnados só derrotaram a Académica perto do fim

Académica 1-2 Benfica (Pedro Nuno 18'; Mitroglou 39' e Jiménez 85')

O Benfica voltou a sofrer frente a um candidato à descida mas, tal como tinha acontecido no Bessa, garantiu o triunfo perto do fim, resultado que permite segurar o 1.º lugar. Raul Jiménez saiu do banco para ser o herói numa partida em que as águias jogaram quase sempre no meio campo da Académica. Rui Vitória, apesar do embate que se aproxima frente ao Bayern, praticamente não poupou (Fejsa foi o único a sair do 11), os encarnados até estiveram a perder mas mesmo num dia em que Jonas ficou em branco apareceram as alternativas, Mitroglou e Jiménez, para resolver.

Quanto ao encontro, começou com o Benfica a dominar, tendo mais bola e instalando-se no meio-campo contrário, mas uma Académica bem organizada e junta atrás ia fechando os caminhos para a sua baliza. A primeira aproximação perigosa dos encarnados foi à passagem dos 15', mas Mitroglou, servido por Gaitán, acabou por rematar por cima. Na resposta, a Briosa chegou ao golo: cruzamento de Rafa da esquerda, Eliseu corta de forma defeituosa para os pés de Pedro Nuno, que à entrada da área remata colocado para o 1-0. O golo não alterou em nada as bases do jogo, que ia seguindo sempre a mesma linha, com o Benfica permanentemente a atacar e a Académica a defender-se com solidez. Perto do intervalo, as oportunidades começaram a aparecer, e já depois de Mitroglou, de cabeça, ter ficado muito perto de marcar, o grego fez mesmo o empate, aos 39', respondendo bem a um cruzamento de Pizzi. As águias aproveitaram a embalagem e logo a seguir Jonas assiste Pizzi que passa por Trigueira mas acaba por atrapalhar-se e rematar contra a muralha defensiva da Académica. Antes do intervalo Jardel também esteve perto do golo, mas a partida foi mesmo empatada para o descanso. Na segunda parte, Gaitán começou por testar Trigueira de livre, mas os Bicampeões não mantiveram a dinâmica do final do primeiro tempo, apresentando uma circulação mais lenta e gerando menos problemas para o último reduto dos Estudantes. A segunda chance de golo das Águias no segundo tempo deu-se aos 66', com Jonas, na sequência de um lançamento, a obrigar Trigueira a bela defesa. Rui Vitória foi mexendo na equipa (entraram Carcela, Talisca e Jiménez) mas a acumulação de unidades do adversário num curto espaço de terreno dificultava a criação de oportunidades. No entanto, as Águias tanto insistiram que acabaram por chegar ao golo aos 85', com Almeida a cruzar para Raúl Jiménez, que recebe, roda e com um bom remate segurou a liderança. Até final, pouco se jogou, com Académica sem capacidade para incomodar Ederson, e o Benfica levou para casa 3 importantíssimos pontos.

Académica - Uma das piores equipas da nossa liga que nem numa situação de vantagem conseguiu impedir o adversário de criar constantemente desequilíbrios, partindo muito o jogo e, consequentemente, facilitando a vida aos encarnados em algumas transições. A equipa de Gouveia tentou tardar ao máximo o golo, mas os erros individuais, começando desde logo pela baliza, não permitiram maior segurança e o momento do 1-2 parecia inevitável face ao caudal ofensivo que vinha sofrendo. Individualmente, destaque negativo para quase todos os elementos com Trigueira a revelar imensas fragilidades (foram raras as vezes em que segurou uma bola, estando directamente ligado ao golo de Jiménez depois de uma saída despropositada), sendo as excepções os jovens Rafa Soares e Pedro Nuno. O primeiro é um dos laterais esquerdos, a nível técnico, mais fortes da liga, enquanto que o ex-Benfica apontou um golo e mostrou mais critério que os seus companheiros.

Benfica - Segunda vitória fora consecutiva tirada a ferros fora de casa, primeiro no Bessa, agora em Coimbra, apesar de os contornos do jogo terem sido manifestamente distintos. A partida de hoje foi de sentido único, ao contrário do que se passou mais a norte, com os encarnados a conseguirem dar a volta a um jogo que começou da pior maneira. As dinâmicas da equipa mudaram por completo com as entradas de Carcela, Jimenez e Talisca, com o primeiro a conseguir explorar muito o flanco direito, partindo constantemente para cima do adversário e dando uma largura que Pizzi não conseguiu dar. Para além do Marroquino, destaque para o baiano que com as suas conhecidas meia-distância e capacidade de passe longo conseguiu atrair a si maiores cuidado no bloco da Académica, forçando sempre a saída à bola e cuidados redobrados e, pelo golo, o mexicano que consegue ter um papel decisivo vindo do banco (já o havia tido em São Petersburgo). Para além dos homens vindos do banco, a exibição da equipa de Rui Vitória fica marcada por mais um tento de Mitroglou (o 22.º nesta temporada) e pela agressividade e facilidade de transporte de Renato Sanches que, hoje, ao lado de Samaris conseguiu dominar o meio-campo. Pela negativa as performances de Gaitán (muitas más decisões e uma atitude face ao jogo abaixo daquela que mostra nas competições europeias) e André Almeida (pedia-se outro tipo de lateral num jogo com um pendor tão ofensivo e onde a sua capacidade defensiva não é tão exigida. Ainda assim está na origem do golo da vitória).

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