«Gostava de regressar ao campeonato português»

Possível? Apesar dos 33 anos ainda continua a ser um dos 10 melhores centrais do Mundo.

Pepe, que em Portugal representou o Marítimo e FC Porto, admite regressar ao futebol português. O central, do Real Madrid numa entrevista à revista FPF 360, valorizou a nossa Liga e até diz que é das mais exigentes da actualidade.

Ainda pensa jogar em Portugal?
"Gostava, gostava. Muita gente pensa que o futebol português é menos competitivo, porque só tem três clubes a lutar pelo título, mas digo por experiência própria que quem jogar em Portugal e tem a sorte de triunfar lá, pode triunfar em qualquer liga do mundo. Em Portugal a exigência é muito grande, seja para os grandes ou para os outros, com os respetivos objetivos. É uma competição dura, num país pequeno com um futebol muito forte, de muito contacto e intensidade. Tem de se estar bem a cada jogo, não se pode chegar um dia e pensar que só se vai dar 80 por cento. Tem de ser sempre 100, 100, 100".

E em que clube?
"Nunca se sabe e nunca fecharia qualquer porta, mas claro que tenho um carinho muito grande quer pelo Porto quer pelo Marítimo".

A selecção tem sido bastante renovada. Como vê esta passagem de testemunho entre as gerações?
"Já levo muito de selecção e neste último ano e meio foi a altura em que melhor consegui ver que Portugal tem muitos jogadores com muita qualidade. Hoje em dia podemos substituir qualquer jogador. Exceptuando o caso do Cristiano, que é à parte de qualquer outro e dificilmente poderá alguma vir a ser substituído ao mesmo nível, na selecção há novos jogadores para todas as posições, do guarda-redes aos avançados".

Melhor central com quem fez dupla até hoje?
"Van der Gaag, no Marítimo. Aprendi muito com ele".

Com que treinador mais aprendeu?
"Nelo Vingada".

Sporting?
"Passei lá um período à experiência de um mês. As coisas estavam acordadas para ficar e o Boloni tinha pedido a minha contratação, até já estava no ponto de procurar casa em Lisboa, mas à tarde o presidente do Marítimo ligou e disse-me que não tinham chegado a acordo".

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