Jogo do Ano! Liverpool elimina o Dortmund de maneira épica

Imagem: Daily Mail
Que hino ao futebol. Era difícil pedir melhor a Dortmund e Liverpool, a Tuchel e Klopp. As duas equipas mereciam passar esta verdadeira final antecipada, mas os ingleses, com uma reviravolta épica, seguem em frente e afastam o principal favorito. Os reds pareceram mortos com um 2-0 e depois um 3-1, mas com muita alma conseguiram um feito incrível. Coutinho esteve endiabrado na segunda metade, mas foram os centrais a decidir. 

O Liverpool, no melhor jogo do ano, venceu o Dortmund por 4-3 e está nas meias-finais da Liga Europa. Que coração da equipa de Klopp. A recuperação de 1-3 para 4-3 vai ficar guardada como uma das mais épicas do futebol europeu.

Os alemães entraram em Anfield com vontade de corrigir o mau resultado e chegaram ao 2-0 com facilidade. A qualidade nas transições, desaparecida na primeira mão, voltou a aparecer e permitiu a Mkhitaryan e Aubameyang (após uma grande jogada individual de Reus) marcarem golo. Faltou capacidade de pressão aos reds, que não puderam contar com Henderson e tiveram Firmino no 11. A equipa de Klopp tentou reerguer-se e foi crescendo no jogo (com Origi bastante activo), mas a eficácia não foi a mesma. Até ao intervalo, as oportunidades sucederam-se sem que a eliminatória reabrisse, algo que viria a acontecer no início da segunda parte. Origi voltou a ganhar espaço nas costas da defesa do Dortmund e desta feita fez mesmo o 2-1 após uma bela jogada de entendimento. Os alemães voltaram a pôr uma pedra na eliminatória, ou pelo menos foi isso que a maioria terá pensado. Hummels, que se destacou no momento ofensivo, ofereceu o golo a Reus. Com 3-1 no marcador, parecia impossível a missão dos reds. Mas não há impossíveis no futebol. O Dortmund perdeu estranhamente o controlo do jogo e foi sufocado pelos ingleses. Primeiro foi Coutinho, com um grande remate de fora da área, a reduzir para 3-2, antes de Sakho fazer o empate de cabeça. O Liverpool parecia sem capacidade de completar a reviravolta, mas Lovren, o outro central, já nos descontos, levaria Anfield à loucura. Como há muito não se via.

Klopp arriscou e lançou Firmino no 11, ao invés de jogar pelo seguro e incluir Joe Allen. A opção não correu propriamente bem, com a equipa a perder capacidade de pressão e a dar demasiado espaço para as transições do Dortmund, algo que não tinha acontecido na primeira mão. Reus esteve a um nível soberbo, Aubameyang também melhorou em comparação com a primeira mão e a entrada de Kagawa deu maior criatividade ao ataque alemão. Weigl também demonstrou uma facilidade enorme em sair das zonas de pressão. Klopp desequilibrou a equipa e o 2-0 no marcador parecia decidir tudo. Ofensivamente, ainda assim, os reds contaram com a inspiração de Coutinho e Origi foi uma peça chave na exploração da profundidade, criando muitos desequilíbrios. A entrada de Allen veio dar maior equilíbrio à equipa, que, com muito coração à mistura, pôde fazer o assalto final à baliza do Dortmund. Os alemães perderam o controlo do jogo na última meia hora (Tuchel demorou a mexer e quando o fez meteu marcha atrás, trocando Ginter por Kagawa) e as bolas paradas fizeram a diferença. Sakho e Lovren, apesar das dificuldades a defender, foram decisivos. 

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