Contra 10 ficou mais fácil; Suárez dá vantagem mas 11 contra 11 o Atlético foi superior

Equipas com mais jogadores adversários expulsos na Liga dos Campeões:

30 - Barcelona 
20 - Bayern Munique 
18 - Arsenal 
16 - Real Madrid e PSV
14 - Manchester United, FC Porto, Lyon e Galatasaray

O Barcelona ganhou vantagem na 1º mão dos quartos-de-final ao derrotar, em casa, o Atlético de Madrid por 2-1. Fernando Torres colocou os visitantes na frente mas na 2ª parte, contra 10, Suárez, com um bis, deu a volta ao marcador. Simeone surpreender ao apostar num onze com Carrasco, Griezmann e Torres simultaneamente em campo, e a opção do argentino surtiu efeito, já que nos primeiros 35 minutos os Colchoneros marcaram um golo (e podiam ter feito outro) e criaram imensas dificuldades aos Culés. No entanto, a expulsão de Torres, logo aos 35', acabou  por ser decisiva e "inclinar" as coisas para o lado dos locais. Ainda assim, está tudo em aberto para o desafio no Vicente Calderón.

Quanto ao encontro, começou com o Atlético com uma excelente atitude no Camp Nou, pressionando de forma agressiva a saída de bola do Barça e tentando encontrar os seus homens da frente para que estes dessem profundidade. Isto incomodava os Culés, que estavam algo imprecisos na circulação. Nos primeiros minutos não existiram muitas chances de perigo, sendo que a primeira surgiu aos 21', com Neymar a aparecer a cabecear por cima da baliza de Oblak. No entanto, os Colchoneros responderam da forma mais efectiva possível, já que aos 25' Koke isola Torres e o avançado finaliza com qualidade para colocar os visitantes na frente. E seis minutos depois a formação da capital poderia ter feito o segundo, com Torres a servir Griezmann que ganha a frente a Jordi Alba e remata colocado, mas Ter Stegen faz uma grande defesa e evita o segundo. Mas aos 35' o conjunto de Simeone sofreu um enorme revés, já que Torres viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Atlético com 10. No recomeço, o Barça entrou muito forte, asfixiando os Rojiblancos, que tentavam, da forma como podiam, ir defendido a sua baliza face ao assedio Catalão, que gerava inúmeras ocasiões. Com efeito, nos primeiros 15' do segundo tempo, Messi (primeiro de bicicleta e depois forçando Oblak a uma excelente defesa) e Neymar (que rematou à barra e teve ainda outro disparo muito perigoso) estiveram certíssimo do empate, mas foi o outro membro do tridente a fazer o empate, já que aos 63', com o Atlético praticamente metido na sua área, Alves cruza na direita, a bola chega a Alba que coloca no coração da área onde aparece Suárez para empatar. Nos minutos seguintes o Barça abrandou um pouco o ritmo, não se verificando o brutal assédio dos primeiros 20' da segunda parte, mas ainda assim a superioridade Culé era clara e aos 74' Alvez cruza e Suarez, de cabeça, estabelece a reviravolta no marcador. Até final, não houve lances de grande relevo junto das balizas (ainda que o resultado parecesse agradar mais aos homens de Simeone que aos de Luís Enrique) e o marcador leva um resultado de 2-1 para a próxima semana, em Madrid.

Destaques: 

Barcelona - Os Culés conseguem ir para a segunda mão com vantagem, mas não saem do desafio com boas sensações. Enquanto foi 11 contra 11, os actuais detentores do título foram claramente inferiores, mostrando dificuldades em ataque organizado, fruto de uma circulação lenta e pouco dinâmica, e defensivamente concederam veleidades a Torres e companhia. No entanto, com a expulsão, tudo se facilitou, e um início de segundo tempo fulgurante permitiu a reviravolta no encontro, sendo que o marcador até saberá a pouco, dado que "deixa vivo" um conjunto que jogou cerca de uma hora com menos um. Individualmente, Ter Stegen acaba por ser fundamental, com uma defesa crucial quando a equipa estava a perder, sendo que Dani Alves e Jordi Alba acabam por estar nos dois golos, fazendo cada um uma assistência, ao passo que Piqué e Mascherano sofreram com Torres. No meio-campo, Iniesta, com o seu critério, técnica e visão de jogo, foi chave no assédio do segundo tempo, ao passo que na frente Messi esteve algo perdulário mas também foi importante no período de domínio, Neymar deu-se ao jogo mas teve alguma infelicidade e Suárez, uma vez mais, foi o herói num dia decisivo.

Atlético de Madrid - Um plano condicionado demasiado cedo pela expulsão de Torres. A ideia de Simeone era mesclar momentos de organização defensiva, com as linhas muito juntas atrás, com outros de pressão alta na frente, tentando depois aproveitar momentos de transição e ataque rápido para ferir o adversário. E a verdade é que até aos 35' o plano surtiu efeito, com o Barça com muitas dificuldades para criar perigo e os Colchoneros a conseguirem fazer um golo (que até poderiam ter sido dois). A partir do momento em que a equipa ficou em inferioridade numérica, tudo o que fosse levar o resultado em aberto para Madrid era positivo, e a verdade é que isso foi conseguido. Individualmente, Oblak teve um conjunto de intervenções decisivas, ao passo que na defesa Juanfran e Godin, dois nomes que já estão inscritos na história do clube, fizeram grandes jogos (o defesa Espanhol em certos momentos conseguiu mesmo, pelo transporte, permitir à equipa respirar um pouco). No meio-campo, Gabi foi fundamental com o seu sentido táctico e precisão com bola e Koke assistiu muito bem para o primeiro golo. Mas o homem do jogo, e por diversas razões, é Torres: grande exibição enquanto esteve em campo, marcando um golo, dando outro a marcar a Griezmann e conseguindo colocar sempre em sentido a defesa Blaugrana, mas 2 amarelos muito rigorosos num curto espaço de tempo deitaram tudo a perder.

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