Benfica caiu de pé; Jiménez e Talisca marcaram, o mexicano ainda falhou o 2-0, mas Vidal fez de carrasco e terminou com o sonho das águias; Thiago espalhou magia; Salvio pouco acrescentou na ausência de Jonas, Mitroglou e Gaitán

Benfica 2-2 Bayern (Jiménez 29' e Talisca 76'; Vidal 37' e Muller 52')

O Benfica caiu de pé. Os encarnados vão ficar pelos quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas a oposição que ofereceram a uma das melhores equipas do mundo vai ficar como um dos momentos da temporada. A equipa de Rui Vitória, apesar das ausências de Jonas, Gaitán e Mitroglou, contou com Jiménez inspirado (cada vez mais um homem de grandes momentos) e um Talisca em "modo Roberto Carlos" para fazer os alemães suar até ao fim. A força do público também ajudou a criar uma pressão forte em muitos momentos, mas o adormecimento defensivo em dois lances permitiram os golos de Vidal e Muller. 

A primeira meia hora foi de domínio total do Bayern. Os alemães entraram com uma posse de bola serena e deixaram o Benfica remetido a tarefas defensivas. Douglas Costa encontrou espaço do lado direito, mas sem criar grande perigo. Sem que nada o fizesse prever, o Benfica igualou a eliminatória. Eliseu encontra espaço e cruza para a cabeça de Jiménez levar a Luz à loucura. Neuer ficou mal na fotografia. Nos minutos seguintes o Bayern ainda tremeu (Jiménez teve oportunidade para fazer o 2-0), mas por pouco tempo. Vidal, na recarga a uma defesa de Ederson, fez o 1-1. Na segunda parte, a equipa de Guardiola pôs um ponto final na eliminatória, com Muller a aparecer isolado na sequência de um canto para o 2-1. Mas o Benfica ainda não estava morto. Talisca, saído do banco, marcou um golaço de livre directo e ainda fez sonhar. A equipa pressionou alto, Rui Vitória lançou Jovic, mas já era tarde de mais para fazer cair o Bayern.

Benfica - A exibição possível tendo em conta as ausências e o poderio do adversário. Rui Vitória apostou em Jiménez e Pizzi no apoio, mantendo as duas linhas de 4 em organização defensiva. A equipa conseguiu impedir que o Bayern criasse perigo, mas faltou capacidade para sair para o ataque. A eficácia do costume valeu o empate na eliminatória, mas um erro de posicionamento de Renato Sanches (estava fora da jogada quando devia ter protegido a entrada da área) praticamente acabou com a eliminatória. No início da segunda parte a equipa pareceu adormecida, provavelmente não acreditando na reviravolta, mas acabou por recuperar o ânimo e partiu para um bom final. Talisca foi realmente uma arma secreta, sendo que Jovic e Guedes acabaram por ser curtos. Jiménez demonstrou uma vontade incrível e ganhou muitas bolas à defesa do Bayern, para além de ter marcado o golo. Pizzi, até pelas características naturais, acabou por ser mais médio do que avançado, deixando o mexicano muito isolado. Carcela ainda mexeu nalguns lances, mas Salvio continua à procura da melhor forma (falta-lhe a explosão). Fejsa demonstrou mais uma vez que é uma peça fundamental à frente da defesa, ao passo que Renato complicou em demasia na tentativa de levar a equipa para a frente (muito tempo para soltar). Em termos defensivos, para além de Ederson, a dupla de centrais voltou a corresponder. Já nas laterais, André Almeida teve algumas dificuldades (abordou mal alguns lances) e Eliseu ficou ligado ao lance do golo.

Bayern - Uma exibição melhor do que na primeira mão. A equipa alemã teve maior controlo do jogo e a opção de Guardiola ao deixar Lewandowski no banco para lançar mais um médio foi importante para o conseguir. Com o golo a equipa tremeu, mas o golo de Vidal voltou a devolver a serenidade à equipa. O chileno acabou por ser decisivo na eliminatória, não só pela capacidade no meio campo mas também pela facilidade de aparecer a finalizar. Thiago também esteve muito esclarecido, acrescentando a classe que se lhe reconhece. Douglas esteve muito activo mas nem sempre decidiu bem, tal como Ribéry do outro lado. Robben fez falta, claramente. Quem também continua a ter dificuldades é o sector defensivo. Javi deu maior capacidade nos duelos, mas a equipa alemã continua a errar em demasia (Alaba fez uma eliminatória pouco conseguida).

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