Bayern teve 70% de posse de bola mas o que fica é o golaço de Saúl

Imagem: Daily Mail
Atl. Madrid 1-0 Bayern (Saúl 11')

O Atlético de Madrid ganhou vantagem na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, vencendo no Vicente Calderón o Bayern Munique por 1-0. A equipa de Guardiola dominou a partida, teve muito mais posse (70%), dispôs de várias oportunidades no segundo tempo (no entanto a barra e Oblak foram obstáculos intransponíveis), mas o único a conseguir marcar foi Saúl Ñíguez, num golo monumental. Quanto ao encontro, começou com o Atlético melhor, pressionando muito bem a circulação do Bayern, que não conseguia sair com qualidade e, com bola, trocando-a com precisão e aproximando-se à baliza de Neuer. E este bom arranque dos colchoneros foi premiado logo aos 11', com Saul a pegar na bola e a fintar vários adversários até entrar na área e rematar sem hipóteses para Neuer, fazendo o 1-0.  Com o passar dos minutos, os bávaros foram assentando o seu jogo, começando a circular com mais clarividência e mais perto de Oblak, mas ainda assim sem conseguir penetrar no bloco da casa. E foram mesmo os homens de Simeone a estarem muito perto do 2-0, quando, aos 29', Griezmann isola-se mas não consegue bater Neuer, chegando o jogo ao descanso pela margem mínima. O segundo tempo começou com  um monólogo dos alemães, que se instalaram no meio-campo do Atlético, que era incapaz de sair para o ataque. O domínio do Bayern resultou em diversas chances, primeiro com Alaba a rematar do meio da rua e a levar o esférico a bater com estrondo na barra, logo a seguir, aos 56', na sequência de um canto da esquerda, Javi Martinez cabeceia em boa posição mas Oblak defende e, já com Ribery e Muller em campo, Vidal dispara para nova defesa do guardião ex-Benfica. Mas, apesar da superioridade bávara, os da casa também estiveram perto de marcar, já na entrada para os últimos 15 minutos, num contra-ataque em que Griezmann serve Torres e este tira do caminho Alaba e remata ao poste. Até final, os alemães dispuseram ainda de mais algumas oportunidades, com Vidal sempre em destaque, mas não conseguiram marcar e terão de dar a volta ao resultado em casa.

Atlético de Madrid - Nova noite para a história no Calderón. Uma vitória que para Simeone deve saber a goleada, já que permite ir ao Allianz em vantagem e ter sempre aberta a possibilidade de marcar um golo fora e aproximar-se ainda mais da final. O plano de jogo foi semelhante a outros duelos semelhantes nos últimos anos, com um início pressionante, tentando incomodar Neuer, e depois um recuo de linhas (mas desta feita durante grande parte do jogo e não só em certas fases), conseguindo os colchoneros, apesar de defenderem “em cima” de Oblak, manter a baliza inviolada (no entanto foram deixados espaços, sobretudo à entrada da área, que não devem ter agradado a Simeone). No plano individual, Oblak provou que que é um dos 5 melhores do mundo, não só por defesas vistosas mas também por uma segurança incrível, não largando nunca para a frente uma bola. Na defesa, Juanfran e Felipe Luís ganharam claramente o duelo aos extremos do Bayern e a linha média esteve a um nível muito alto: Augusto (está a fazer esquecer Tiago) fartou-se de robar bolas e de passar com precisão e critério e Saúl, que cada dia é mais jogador, para lá de tudo o que trabalhou decidiu o jogo com um golo de museu. Na frente, Griezmann e Torres não tiveram muitas oportunidades para brilhar, mas ainda assim estiveram por 2 vezes perto de marcar: o francês perdeu o duelo com Neuer e o espanhol conseguiu desviar a bola do alemão mas encontrou-se com o poste.

Bayern - Um resultado que, a este nível, é bastante adverso. Os bávaros dominaram, "golearam" em termos de posse mas saem de Madrid sem marcar e obrigados a um jogo perfeito em casa para estarem na final de Milão. Faltou um melhor aproveitamento dos espaços que, sobretudo na segunda parte, se foram gerando (por vezes os lances eram mal definidos ou havia alguma pressa para finalizar), mas fica a sensação que o conjunto de Guardiola conta com argumentos suficientes para passar. Individualmente, Neuer não teve culpas no golo e ainda evitou outro quando Griezmann estava isolada, ao passo que na defesa Alaba, que passou por dificuldades frente a Torres ou Saul, esteve quase a "responder" ao golaço do Atlético (remate portentosa à barra), Lahm, com a sua inteligência, capacidade de jogar a um toque e excelente tomada de decisão, foi muito importante na fase de maior sufoco aos locas, tendo Bernat estado a baixo do exigível. No meio-campo, Xabi sem bola foi muito macio (sem capacidade de robar e facilmente ultrapassado) e Vidal esteve sempre "ligado à corrente", sendo responsável por muitos dos lances de perigo da equipa graças à sua capacidade de chegada à área e de penetração desde a segunda linha. Já no ataque, os extremos Douglas, Coman e Ribery não desequilibraram e Lewandowski foi quase sempre "engolido" pela defesa adversária, sem conseguir posicionar-se para finalizar. 

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