Super-De Gea ainda tentou, mas este Liverpool é superior; Sevilha empata, Lazio também; Villarreal derrota Leverkusen; Shakhtar também consegue boa vantagem; Valencia perde em Bilbao

Imagem: Daily Mail
Ferguson deve chorar a ver isto. Domínio esmagador de um Liverpool que foi superior a todos os níveis a um Man United apático e inofensivo (mesmo com Mata, Martial, Depay e Rashford não teve oportunidades para marcar). Não fosse um super De Gea, como já é habitual, e a equipa de Van Gaal já estaria sem hipóteses nesta eliminatória. A dinâmica ofensiva do conjunto de Klopp fez estragos e castigou a péssima exibição defensiva dos red devils. Coutinho esteve imparável, Lallana e Firmino também estiveram a um excelente nível. 

O Clássico inglês na Liga Europa teve um vencedor incontestado. O 2-0 do Liverpool sobre o Man United ainda deixa tudo em aberto para a segunda mão, mas os red devils bem podem agradecer a De Gea a possibilidade de discutirem a eliminatória. A equipa de Klopp mostrou desde cedo quais eram os seus intentos, aplicando uma forte pressão inicial. Com Coutinho a deambular da esquerda para o meio e Firmino e Lallana sempre à procura de explorar o espaço entre linhas, a turma de Klopp carregou desde cedo e criou várias oportunidades de golo. O nulo seria desfeito apenas de grande penalidade, depois de Memphis (péssimo ano de estreia, com muitos momentos negativos) carregar Firmino sobre a linha da área. Sturridge não tremeu perante De Gea e fez o 1-0. O ritmo dos reds não abrandou e fez a defensiva do United tremer por todos os lados. Só um super De Gea, com duas defesas monstruosas (uma delas em cima da linha), evitou que o marcador se avolumasse. O Liverpool estava com um domínio esmagador na posse de bola - acima dos 70% -, aproveitando as facilidades concedidas pelo conjunto de Van Gaal. Na segunda parte, o técnico holandês reforçou o meio campo com a entrada de Carrick, e as melhorias foram claras. Contudo, não ao ponto de estagnar o ímpeto ofensivo da equipa da casa, que continuava a estar perto da baliza de De Gea. A superioridade viria a resultar em novo golo. Lallana, que se destacou pelo acerto no passe, construiu a jogada e assistiu Firmino, que coroou mais uma bela exibição com um golo que dá uma vantagem confortável aos reds para a segunda mão. O ataque do Man United foi inofensivo (Rashford, hoje sobre a direita, não conseguiu desequilibrar, Memphis e Martial também foram bem anulados) e terá de melhorar muito se ainda quiser passar a perna ao rival.

Villarreal dá mais uma lição de bem defender; Sevilha tem o "inferno do Sánchez Pizjuan" para resolver; Shakhtar confirma favoritismo; Bilbao e Lazio em boa posição - É seguramente uma das equipas na Europa que melhor defende, e hoje anulou um ataque poderoso como o do Bayer Leverkusen. O Villarreal ganhou uma vantagem importante na primeira mão, ao derrotar os alemães por 2-0 no El Madrigal. Bakambu foi o homem do jogo com um bis (o segundo com uma arrancada fantástica, aproveitando um desequilíbrio total na turma de Schmidt). Kramer não tem sorte nenhuma e saiu lesionado após ser atingido por uma bola pontapeada por Rukavina. Em Basileia, no estádio da final, os suíços empataram com o Sevilha sem golos, um resultado que deixa tudo em aberto para a segunda mão, sendo certo que os andaluzes, campeões em título, não costumam perdoar no seu terreno. O Shakhtar está em boa posição para chegar aos quartos-de-final, após vencer o Anderlecht por 3-1. Acheampong deu esperanças aos belgas, mas os golos de Taison, Kucher e Eduardo podem ser suficientes. No duelo espanhol, o Bilbao fez valer o factor casa e derrotou o Valência por 1-0. Raul Garcia fez o único golo de um jogo que não teve portugueses no 11 che (André Gomes foi utilizado, Vezo e Cancelo não saíram do banco). Finalmente, em Praga a equipa da casa chegou cedo à vantagem por intermédio de Frydek, mas um golo de Parolo deu o 1-1 à Lazio, que até merecia sair da República Checa com a vitória. Ainda assim, os italianos estão na frente da eliminatória. 

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