Sporting quebra jejum frente ao Benfica; Démare vence Milão - Sanremo

Desde 2014 que o Sporting não ganhava ao Benfica em 40 minutos. Esta também foi a primeira vez que Nuno Dias bateu Joel Rocha e, apesar de não ser um encontro decisivo, é sempre importante vencer a fase regular e os leões ficam em excelente posição para o conseguir. Curiosamente, venceram o rival num jogo em que não foram superiores e em que Juanjo, ao contrário de encontros anteriores, não assumiu um papel decisivo. Fortino, que não jogou na Luz, acabou por decidir o encontro e fazer a diferença ofensiva.

O Sporting venceu o Benfica por 2-1 e ultrapassou os encarnados na liderança da fase regular. As duas equipas têm 55 pontos, mas os leões têm menos um jogo e terão vantagem em caso de igualdade devido ao facto de terem mais 14 golos marcados, diferença difícil de anular nos jogos que faltam. O derby de Odivelas teve pouco em comum com os últimos dérbis, que tinham pendido quase sempre para os encarnados. As oportunidades dividiram-se e os períodos de ascendente também, com os leões a estarem por cima na primeira parte (mais segurança na posse de bola) e o conjunto de Joel Rocha a superiorizar-se na segunda metade, criando oportunidades suficientes para sair com o empate. Os golos de ambas as equipas surgiram após transições ofensivas bem desenhadas. O Sporting marcou primeiro, por intermédio de Cavinato, saindo em vantagem para o intervalo. Já na segunda metade, Henmi, num lance algo semelhante ao do golo leonino, restabeleceu a igualdade, que seria desfeita de forma brilhante por Rodolfo Fortino, com um cabeceamento colocadíssimo. Até final, o Benfica carregou e lançou o 5x4, mas a expulsão de Jefferson, que viu o segundo amarelo, complicou a missão. Juanjo, que tinha brilhado nos últimos duelos entre os rivais, hoje não foi o herói da partida, com esse papel a caber a Rodolfo Fortino (muito forte, ganhou a maioria dos lances) e ao próprio Marcão, decisivo na segunda parte. Do lado do Benfica, Chaguinha, Henmi e Ré bem tentaram, mas a eficácia não foi a melhor e a fase regular pode ter fugido.

Ainda não foi desta que Sagan conquistou um monumento; Prova marcada por algumas quedas, que por exemplo afastaram Thomas e Matthews da discussão; Gaviria caiu a poucos metros da meta quando parecia estar bem colocado para fazer história e condicionou o sprint de Sagane e Cancellara (que nem conseguiram fechar no top 10) - Arnaud Démare venceu a Milão - Sanremo, 1.º monumento da época, ao bater ao sprint Ben Swift e Jurgen Roelandts. O promissor francês, da FDJ, que já tinha vencido uma etapa no Paris-Nice, consegue assim a vitória mais importante na carreira depois de um final dramático, com o Poggio a não fazer grandes diferenças (só Kwiatkowski abanou), o que permitiu a que um grupo numeroso discutisse o triunfo. Já no último km, com Sagan bem colocado Gaviria cai de maneira caricata o que deixou Bouhanni, Van Avermaet, Roelandts, Demare e Swift com condições para discutirem a vitória, tendo o jovem da FDJ feito a diferença. Kristoff, uma das desilusões, foi apenas 6.º, Haussler 7.º, Pozzato 8.º, Colbrelli 9.º e Trentin 10.º.

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