Sporting apresenta 18,2 ME de prejuízo; FC Porto de 17,6 ME; Benfica soma lucro de 4,6 ME

É a chamada gestão de rigor. Mas a maior parte dos adeptos não quer saber se o seu clube dá lucro ou prejuízo, e se fazem orçamentos acima das possibilidades, ou até mesmo camuflados com encaixes de vendas fictícios, que permitiram dar lucro nos outros semestres, principalmente quando a bola continuar a entrar. Quando bate no poste, em algumas situações, como se verificou ainda recentemente, para as campanhas, o caso muda, já que serve de arma de arremesso. E não explicando tudo, há um dado interessante nos relatórios apresentados pelos "grandes": os gastos com pessoal das três SAD. O Benfica baixou os custos em três milhões (menos 10,2%), passando de 29,5 para 26,5 milhões. Já o Sporting subiu consideravelmente a massa salarial, que passou de 12,1 milhões de euros no primeiro semestre da época passada para 23,5 milhões de euros nos primeiros seis meses desta temporada. O FC Porto é, dos três, o que mais gasta: os custos com pessoal atingiram os 36,8 milhões de euros.

A SAD do Sporting teve o maior prejuízo dos três grandes no último semestre de 2015: 18 milhões de euros. No primeiro semestre da época 2015-16, o Benfica somou lucros de 4,6 milhões de euros, ao contrário de FC Porto e Sporting. A SAD portista fechou os primeiros seis meses da temporada com um prejuízo de 17,6 milhões de euros, enquanto a SAD “leonina” encerrou o semestre com perdas de 18,2 milhões de euros.

O Benfica apresenta lucros pelo segundo semestre seguido, ancorado nos prémios da UEFA (que atingiram os 20,5 milhões de euros) e na venda de jogadores como Ivan Cavaleiro e Lima (o rendimento desta transferências atingiu os 23,5 milhões). As receitas operacionais dos “encarnados” foram de 57,1 milhões, enquanto os gastos operacionais totalizaram 45,3 milhões. “O passivo consolidado sofreu uma ligeira diminuição de 0,1% face a 30 de Junho de 2015, tendo mantido um valor similar no decorrer dos últimos 12 meses”, realça ainda o relatório benfiquista. “O capital próprio consolidado a 31 de Dezembro de 2015 superou os 5,6 milhões de euros, continuando a apresentar uma evolução positiva face a 30 de Junho de 2015, a qual ascendeu a cinco milhões de euros, essencialmente justificada pelo resultado líquido obtido neste semestre.”

Leões justificam com a sentença desfavorável no Caso Doyen e, por outro, a eliminação no play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões - O Sporting fechou o semestre com um prejuízo de 18,2 milhões de euros. Sem a provisão de 14,2 milhões – que o clube leonino teve de pôr de lado para o caso de a justiça confirmar que tem de pagar uma indemnização ao fundo com quem partilhava o passe do argentino Marcos Rojo, transferido para o Manchester United –, a SAD leonina diz que teria um prejuízo de apenas 3,9 milhões. O Sporting adianta ainda que as vendas dos passes de Fredy Montero e Valentin Viola renderam 4,6 milhões de euros, mas só serão contabilizadas nas contas do terceiro trimestre. As receitas operacionais dos “leões” somaram 37,5 milhões, enquanto os gastos totalizaram 38,1 milhões. O passivo da SAD do Sporting subiu de 228,5 milhões para 255 milhões, com os capitais próprios a voltarem a ser negativos (11,2 milhões).

Estes resultados não incluem a venda do passe do Imbula para o Stoke City, por 24 milhões, que entrará nas contas apenas no terceiro trimestre da época - O FC Porto agravou os prejuízos, fechando o semestre com perdas de 17,6 milhões, o que o clube atribui principalmente “à diminuição dos proveitos operacionais”. Estas receitas operacionais caíram de 51,3 milhões de euros no primeiro semestre da época passada para os 42,8 milhões entre Julho e Dezembro de 2015. Já os custos operacionais subiram de 59,9 para 62,4 milhões de euros. O passivo da SAD do FC Porto subiu de 276,1 milhões para 287,3 milhões, com os capitais próprios a descerem para 66,2 milhões de euros.

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