Sérgio Oliveira justifica aposta de Peseiro

Vit. Setúbal 0-1 FC Porto (Sérgio Oliveira 45')

O FC Porto venceu na deslocação a Setúbal por 1-0 e, tal como o Sporting, coloca pressão sobre o Benfica antes da deslocação dos Encarnados ao Bessa. O único golo da partida foi apontado por Sérgio Oliveira, que voltou a merecer a confiança de José Peseiro, isto num desafio que fica também marcado pelo facto de os Dragões, 7 jogos depois, não terem sofridos golos para a Liga. Os Sadinos, apesar de terem tido mais iniciativa no segundo tempo, raras vezes incomodaram a baliza de Iker Casillas, aumentado para 4 a série de jogos sem marcar e, com apenas uma vitória nos últimos 13 jogos, correm o sério risco de continuarem a aproximar-se da zona de descida.

Em relação ao jogo, o FC Porto deixou logo o aviso desde muito cedo, tendo Brahimi (excelente rotação sobre William Alves) e Sérgio Oliveira (remate muito forte) obrigado Raeder a mostrar serviço nos minutos iniciais. Do outro lado, Makuszewski ainda assustou Casillas, mas era o FC Porto que continuava na procura do golo, mas Maxi, num lance onde se atrapalhou com Corona, e Aboubakar (não aproveitou uma oferta de Raeder) não foram felizes na finalização. Pouco depois, Brahimi trabalhou bem na esquerda, mas rematou frouxo, mas, antes do final do primeiro tempo, Sérgio Oliveira, aproveitando um ressalto na sequência de um remate de Brahimi, disparou um míssil que só parou no fundo da baliza da formação da casa. Estava aberto o activo no Bonfim ao cair do pano da primeira parte. Na 2.ª parte, o conjunto de Quim Machado procurou reagir, mas foram os visitantes a desperdiçar as primeiras ocasiões. Aboubakar foi lento na grande área, não conseguindo finalizar da melhor maneira e Corona, após quebrar Ruca com a sua capacidade de drible, rematou pouco ao lado do poste esquerdo, dando inclusive origem a uma sensação de golo. Quim Machado tentava inverter a ordem das coisas, lançando Hassan e Costinha na partida, sendo que o avançado, aproveitando a sua velocidade, assustou a defensiva azul e branca logo na primeira vez que tocou na bola (não apareceu ninguém ao 2.º poste para receber a sua assistência). Do outro lado, Peseiro respondia com Marega e Suk, no regresso do sul-coreano ao Bonfim. Ainda assim, quem voltaria a estar em foco seriam Brahimi e Sérgio Oliveira, com o português a cruzar de pé esquerdo para a cabeça do argelino, que não aproveitou da melhor maneira, cabeceando fraco para as mãos de Raeder. O mesmo Brahimi permitiria nova defesa do alemão dois minutos depois, mas os dragões apanhariam ainda um susto, tendo Casillas, com os pés, negado o golo a Hassan. Até final, Herrera tentou um golo de bandeira, mas não conseguiu introduzir a bola no fundo das redes, enquanto que, no último lance de perigo do encontro, Fábio Pacheco, num lance em que Casillas alivia para a frente, disparou para a bancada em excelente posição.

Destaques:

FC Porto - Vitória importante para continuar a sonhar com o título, colocando os Dragões provisoriamente a 4 pontos do primeiro lugar e à espera do que fará o Benfica no Bessa. A equipa de Peseiro esteve longe de ser brilhante mas, frente a um adversário que neste momento é uma das equipas mais frágeis da I Liga, foi competente e até faltou maior acerto na finalização para arrumar com a questão do resultado mais cedo. Individualmente, Maxi esteve muito participativo no ataque, dinamizando bem o flanco e estando em diversas jogadas de qualidade, ao passo que Layun esteve menos interventivo do que noutras ocasiões. A dupla Chidozie - Indi, com maior ou menor dificuldade, foi dando resposta aos (poucos) problemas que lhe eram colocados, só passando por apuros mesmo sobre o final. No meio-campo, Sérgio Oliveira (que foi titular em dois jogos consecutivos pela primeira vez esta época) esteve em bom plano, sobretudo pela forma como chegou às imediações da área para disparar e, já depois de ter ameaçado, conseguiu mesmo chegar ao tento que decidiu o encontro. Na frente, Brahimi definiu mal alguns lances nos quais outra objectividade teria dado outros frutos, Corona apareceu na segunda parte mas pecou na finalização, tal como Aboubakar, que voltou a desperdiçar uma ocasião flagrante.

Vitória de Setúbal - A situação começa a complicar-se. Novo desaire, nova partida sem conseguir marcar golos e o risco de terminar a jornada ainda mais perto da zona vermelha na tabela (neste momento são 5 pontos de vantagem para a Académica, que joga amanhã. A somar a isto, o conjunto de Quim Machado é muito frágil sem bola, concedendo demasiadas oportunidades e no plano ofensivo a saída de Suk provocou um problema enorme, tendo os Sadinos tremendas dificuldades para criarem perigo. Individualmente, Raeder fez algumas boas defesas, ao passo que os centrais Miguel Lourenço e Venâncio raras vezes conseguiram parar as investidas rivais de forma eficaz. Mais à frente, Arnold nunca consegue aliar às suas capacidades físicas uma boa tomada de decisão e André Claro foi presa fácil para os Dragões.

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