Postiga ainda mexeu mas já foi tarde de mais; Sp. Braga, que foi superior, está de regresso ao Jamor; Bayern escorrega em casa e fica com o Dortmund a 5 pontos

Rio Ave 0-0 Sp. Braga

O Sp. Braga é o primeiro finalista da Taça de Portugal, chegando à segunda final consecutiva. Os minhotos confirmaram a superioridade no Estádio dos Arcos (com uma bela assistência, pena que não seja sempre assim), apesar do nulo, e estão à espera do desfecho antecipado entre o FC Porto e o Gil Vicente. Não fosse o desperdício de Stojilijkovic e a equipa de Paulo Fonseca teria confirmado mais cedo a passagem à final, mas teve de aguentar a pressão do Rio Ave na segunda metade. A turma de Pedro Martins tentou tudo, especialmente após a entrada de Postiga, mas não teve arte para superar a defensiva bracarense.

O Rio Ave conseguiu adiar a decisão para o Estádio dos Arcos, mas na primeira parte não teve capacidade para assumir a iniciativa do jogo. Foi o Braga, com Pedro Santos e Stojilijkovic em destaque, que teve as melhores ocasiões, com o português a acertar no poste e o sérvio a atirar ligeiramente ao lado. A equipa de Pedro Martins cometeu vários erros defensivos e nem em transição conseguia incomodar, apesar das tentativas de Kayembe e de Yazalde, que ganhou algumas bolas. Na segunda parte, tudo foi diferente. O Braga deu alguma posse de bola consentida aos vilacondenses, mas o Rio Ave só conseguiu circular em zonas recuadas do terreno e raramente criou perigo. A entrada de Hélder Postiga deu novo alento, com o internacional português a demonstrar que ainda é uma clara mais-valia, mas, à excepção de lances de bola parada e de uma oportunidade no último suspiro, Matheus raramente foi testado. Os minhotos, pelo que fizeram na primeira mão e por terem tido sempre o controlo desta partida, são os justos vencedores da eliminatória.

Destaques: 

Sp. Braga - Grande jogo dos minhotos. A vantagem poderia ser curta, mas a passagem à final quase nunca esteve em risco, muito por culpa da excelente estratégia montada por Paulo Fonseca. Os minhotos tentaram matar a eliminatória (Stojilijkovic e Pedro Santos tiveram várias oportunidades), mas não conseguiram e acabaram por recuar, dando a iniciativa de jogo a um Rio Ave sem capacidade para o assumir. Correu tudo na perfeição. O grande jogo da dupla composta por André Pinto e Ricardo Ferreira ajudou, bem como o trabalho incansável dos médios Luiz Carlos e Vukcevic, impecáveis nos processos defensivos. No ataque, Pedro Santos foi um dos principais desequilibradores, ao contrário de Rafa, que esteve mais apagado. Já Stojilijkovic foi muito importante a segurar, demonstrando também grande capacidade de desmarcação. Só faltou outro acerto na finalização. Hassan, contra o antigo clube, passou um pouco ao lado do jogo.

Rio Ave - Nem em transição, nem em organização. Os vilacondenses, mesmo precisando de marcar, nunca conseguiram incomodar a defensiva do Braga e assim era impossível chegar à final. A equipa teve felicidade por o nulo se ter mantido (Marcelo e Roderick tiveram muitas dificuldades perante Stojilijkovic). Faltou outra projecção dos laterais e um dos médios a soltar-se mais para o ataque. Postiga entrou muito bem, mostrando qualidade técnica e dando outra presença, mas já era tarde de mais para os comandados de Pedro Martins.

E, de repente, a Bundesliga pode dar uma volta gigante; há Dortmund-Bayern na próxima jornada; Leverkusen humilhado e em queda; Hoffenheim com nova vida - E os rivais estão a apenas 5 pontos de distância. A equipa de Guardiola foi surpreendida em casa pelo Mainz, naquela que foi a segunda derrota da época, e permitiu a aproximação do conjunto de Tuchel. No Allianz Arena, apesar do domínio bávaro, o sensacional Mainz foi mais eficaz (marcaram Jairo e Córdoba, contra o golo solitário de Robben) e venceu por 2-1 num dos campos mais difíceis do mundo. Em Darmstadt, num jogo que marcou a estreia a titular de Passlack na Bundesliga, o Dortmund não teve problemas em bater o clube da casa por 2-0, com golos de Ramos e Durm. Numa jornada de muitos golos, destaque para mais um triunfo do Hertha, que mantém o terceiro lugar (2-0 ao Frankfurt), para uma derrota surpresa do Leverkusen, que foi goleado em casa pelo Bremen (4-1, com hat-trick de Pizarro) e para o Hoffenheim, que ganhou nova vida com o novo treinador e venceu novamente, desta feita o Augsburgo (2-1). Nota ainda para o Schalke 3-2 Hamburgo e para a goleada de 4-0 do Gladbach ao Estugarda. 

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