Portugal goleia em apenas 24 minutos; Semedo e Tobias marcaram; Paciência também facturou mas esteve perdulário; Rafa e Rony destacaram-se; Mané actuou a lateral direito

Duas realidades completamente distintas. Portugal goleou o Liechtenstein por 4-0 (resultado construído em 25 minutos) e manteve o registo 100% vitorioso nesta fase de qualificação para o Euro sub-21, tendo chegado aos 23 golos em 6 jogos.

Já se sabia que seria um jogo de sentido único e que o motivo de dúvida seria apenas o número de golos que Portugal marcaria, sendo que a equipa de Rui Jorge não defraudou as expectativas e aos 24 minutos já goleava por 4-0, mantendo 9 pontos de vantagem sobre a Albânia, segunda classificada do grupo. 

Quanto à partida, só custou entrar o primeiro. Rúben Semedo, na sequência de um canto, fez o 1-0 à passagem dos 10 minutos, desbloqueando o jogo para Portugal. Até ao intervalo, houve tempo para os golos de Tobias, também de bola parada, de Gonçalo Paciência, que marcou de fora da área, e ainda de Bruma que, depois de falhar duas oportunidades, lá conseguiu bater o guardião do Liechtenstein, tudo isto até aos 24 minutos. Na segunda parte, Rui Jorge promoveu algumas alterações e o ritmo do jogo tornou-se ainda mais lento, com Portugal a "desiludir" e a não marcar nenhum golo na segunda parte.  

Portugal - Um jogo que não serve para tirar grandes ilações, mas que permite manter um registo imaculado nesta fase de qualificação. A única novidade esteve no lado direito da defesa, com Rui Jorge a recorrer a Mané na ausência de Cancelo, tendo o jogador do Sporting cumprido o objectivo de dar profundidade, embora não com tanta eficácia como Rafa, talvez o melhor em campo. Frente a um adversário tão fraco, a equipa de Rui Jorge só teve de atacar (e a certa altura perdeu a vontade de o fazer) e os centrais também puderam brilhar no ataque. Rúben Semedo e Tobias Figueiredo contribuíram para a goleada, que só não teve outros contornos porque Portugal abrandou o ritmo de jogo, limitando-se a gerir a posse de bola. Do meio campo para a frente, Francisco Ramos acabou por ser o mais apagado, mas é impossível dar nota negativa a algum jogador. Bruma esteve perdulário mas a sua velocidade fez a diferença, Iuri esteve muito activo, tal como Rony, e Paciência só pecou na finalização. Na segunda parte Rui Jorge testou um sistema com dois avançados, lançando André Silva, mas num jogo tão pouco competitivo não deu para ver o que podem oferecer juntos. Quanto ao estreante Leandro Silva, entrou numa fase em que a equipa já estava em ritmo de treino e não teve oportunidade de mostrar serviço, apesar de ainda ter tido o lance mais perigoso da segunda parte.

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