Atlético só conseguiu ultrapassar PSV nos penaltis; City pela 1.ª vez nos quartos

Tal como na época passada frente ao Leverkusen, os Colchoneros só carimbaram a passagem aos quartos nos penaltis. Numa eliminatória muito fechada, os Holandeses (que dispuseram da melhor oportunidade dos  mais de 210 minutos) defenderam-se bem e os Espanhóis foram deixando os minutos passar, não forçando em busca do golo e, com o aproximar do final, o nervosismo foi pesando o que, a juntar às dificuldades da equipa de Simeone em organização ofensiva, fez com que o nulo se arrastasse e a passagem só se decidisse nos penaltis. Individualmente, vários jogadores do PSV ganham cotação com esta Champions: Zoet fez uma bela eliminatória (muito seguro e com defesas providenciais), Bruma hoje foi um muro e Guardado, na sua nova versão como médio interior/organizador, também se destacou.

Com mais dificuldades do que o esperado, mas o principal foi cumprido. O Atlético de Madrid atingiu os quartos-de-final da Liga dos Campeões pela terceira época consecutiva, ao bater o PSV nas grandes penalidades depois das equipas não terem conseguido sair do 0-0 em toda a eliminatória. Num jogo de muitos nervos, os homens da casa tiveram imensas dificuldades para criar perigo e os forasteiros, que também pouco incomodaram Oblak, acabaram por dispor da melhor chance do jogo, mas o poste, Oblak e Felipe Luís impediram o golo, o que levou a decisão para penaltis, altura em que o falhanço de Narsingh condenou o PSV . Quanto ao encontro, a primeira parte mostrou um PSV com qualidade no Calderón, com os primeiros 35 minutos a serem bastante repartidos. A equipa de Cocu, com 3 centrais, Arias e Willems a fazerem todo o corredor e Guardado a gerir a posse apresentava-se com personalidade, conseguindo ter bola no meio-campo adversário, mas só por uma vez (aos 27', com um cruzamento rasteiro de Van Ginkel que Oblak desviou) criou real perigo. Por seu turno, os Colchoneros, que não entraram muito bem no desafio (algum nervosismo que levou a demasiadas perdas de bola, não estando a pressão a funcionar na perfeição) só estiveram realmente perto do golo aos 15', com Griezmann, isolado, a permitir a defesa de Zoet. Nos últimos 10 minutos, a equipa de Simeone conseguiu melhorar a circulação e reacção à perda, encostando os Holandeses à sua baliza, mas sem chances de perigo. Os locais entraram na segunda parte com a intenção de continuar a mandar na partida, mas a dificuldade em penetrar na defesa do PSV era evidente e, já com Torres em campo (Simeone arriscou e tirou Augusto), pouco antes da hora de jogo a equipa de Cocu esteve pertíssimo do do golo, com Locadia a rematar cruzado na esquerda e Oblak a desviar para o poste, sendo que o ressalto foi parar à cabeça de De Jong mas o remate do avançado foi travado por Felipe Luís. Na resposta, o Brasileiro, de pé direito, testou Zoet, que defendeu para a frente mas Carrasco não aproveitou e atirou por cima. O filme do segundo tempo foi sempre o mesmo, com o Atlético com mais iniciativa mas sem criar muito perigo (o medo a sofrer um golo pesava muito), surgindo as melhores ocasiões dos pés de Torres, que entrou com muita vontade e agitou o jogo, tendo mesmo forçado Zoet a desviar um disparo seu para o poste, já perto do fim. Mas nenhuma das equipas conseguiu fazer funcionar o marcador e a eliminatória foi para o prolongamento. No tempo extra, o calculismo reinou e o desafio foi para grandes penalidades, altura em que as equipa mostraram um grande acerto, com ambas os conjuntos a não desperdiçaram nenhum dos 7 primeiros lançamentos, mas na oitava ronda Narsingh atirou à barra e Juanfran não desperdiçou, colocando o Atlético de Madrid, novamente, entre as 8 melhores equipas da Europa.

Os Citizens chegam pela primeira vez aos quartos da prova, numa partida com pouca história, já que a eliminatória estava decidida e o jogo teve pouca emoção, sendo quase sempre morno e sem intensidade. Veremos a gravidade das lesões de Kompany e Otamendi - O Manchester City juntou-se ao Top 8 da Europa ao empatar a 0 com o Dynamo Kiev, depois de ter vencido na 1.ª mão por 3-1.  Com Miguel Veloso e Antunes o tempo inteiro em campo, a partida começou praticamente com uma dupla contrariedade para os locais, já que aos 24' ambos os centrais já tinham saído lesionados, com Otamendi e Kompany a serem substituídos por Mangala e Demichelis. Estes infortúnios foram o principal destaque do primeiro tempo, em que as equipas mal chegaram à baliza rival, cenário que pouco se alterou no segundo tempo, com excepção de uma boa chance para cada lado, primeiro com Jesus Navas a disparar ao poste e depois com Yarmolenko a forçar Hart a uma boa defesa, mas o jogo foi muito pobre e o 0-0 um desfecho natural.

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