As contas das Ligas Europeias: La Liga

A Primavera aproxima-se a passos largos, e com ela chegamos à fase decisiva dos campeonatos do Velho Continente, com as jornadas finais a prometerem, como sempre, emoção na luta pelos diversos objectos em disputa (sejam eles o título, a chegada a lugares europeus ou a manutenção). 

Na La Liga a questão do título está praticamente arrumada, sobretudo pela raridade que é o Barcelona perder pontos. Mais abaixo, os lugares Europeus estão igualmente mais ou menos definidos (falta perceber se a luta pelo quarto lugar será até ao fim), residindo a grande incógnita na luta pela manutenção, com uma série de equipas a enfrentarem as últimas jornadas com o espectro da descida à Liga Adelante bem presente. Assim estão as contas no campeonato do país vizinho: 

Título - Dificilmente o Bicampeonato escapa ao Barcelona. Os Culés estão a fazer uma liga espectacular, sobretudo desde a derrota em Sevilha, a partir da qual obtiveram 17 vitórias e 3 empates em 20 jogos disputados, incluindo vitórias sobre os mais directos perseguidores, o Real e o Atlético. Assim, com 8 pontos de vantagem para Colchoneros e 12 para Merengues, o sétimo campeonato nos últimos 11 deve ser uma realidade.

Europa - A La Liga garante qualificação directa para a Champions aos 3 primeiros classificados, e dificilmente os lugares do pódio não irão ficar entregues a Barça, Atlético e Real, faltando apenas definir qual das equipas de Madrid ocupa segundo posto. Depois do Derby da capital, o Villarreal chegou a ameaçar lutar pelo terceiro lugar (ficou a 2 pontos), mas um empate e uma derrota nos 2 últimos jogos tiraram esse sonho ao Submarino Amarelo. Quanto ao quarto lugar, no próximo Domingo realiza-se um Sevilha-Villarreal, e tudo o que não seja uma vitória dos Andaluzes praticamente garante aos comandados de Marcelino a presença no Playoff de qualificação para a Liga Milionária. Quanto à Liga Europa, para lá do já referido Sevilha, também Athletic Bilbau (que tem subido muito de forma e ainda pode sonhar também com o quarto lugar) e Celta de Vigo (que beneficia do facto dos finalistas da Taça do Rei - Sevilha e Barcelona - irem à Europa "via Liga", abrindo-se assim uma vaga europeia no campeonato) estão com boa margem para jogarem na segunda competição de clubes da UEFA (os perseguidores são demasiado irregulares, bastando verificar que a equipa que está mais próxima, o Eibar, perdeu os últimos 4 desafios), isto não esquecendo que destes 4 clubes só o Celta não está em competição na Liga Europa, o que significa que Villarreal, Athletic e Sevilha ainda aspiram à entrada directa na Champions que a vitória na prova assegura. 

Manutenção - Muita confusão na fuga à descida. Basta uma equipa vencer 2 jogos seguidos para ganhar algum conforto pontual (como acaba de acontecer com o Betis), o que baralha um pouco as contas. O último, o Levante, enfrenta já uma situação bastante delicada, com as 10 derrotas nos últimos 14 jogos a dificultarem bastante as coisas para os Granotas, que estão já a 5 pontos da salvação (o que está longe de ser pouco para um conjunto que venceu 5 desafios em 28). Ligeiramente acima na tabela, o equilíbrio reina, com 3 pontos a separarem o penúltimo do décimo sexto. Sporting de Gijón (2 vitórias nos últimos 14 encontros)  e Getafe (7 derrotas nas últimas 8 jornadas) são as equipas com uma dinâmica recente mais negativa, tendo o Granada de Miguel Lopes e Ricardo Costa conseguido 2 cruciais vitórias nos últimos 3 jogos que permitem aos Andaluzes sonhar, ao passo que  o Rayo de Bebé e Zé Castro, depois de 7 jogos sem perder, foi derrotado nas 2 últimas jornadas e terá ainda de sofrer bastante. O Las Palmas (equipa que, tal como o Rayo de Paco Jémez, prima por um futebol altamente positivo) venceu nas últimas 3 jornadas e ganhou alguma margem, tal como o Espanhol (3 vitórias nos últimos 4 encontros)  sendo que apesar da terrível forma recente de Deportivo (ainda não venceu em 2016) e Málaga (2 vitórias nos últimos 10 jogos) quer Galegos quer Andaluzes, apesar de não estarem em condições de se descuidarem muito mais, não devem passar por grandes sofrimentos até final. 

Pedro Barata

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