Johan Cruijff morre aos 68 anos

O futebol perde uma das suas maiores referências, um homem que marcou profundamente as últimas décadas do jogo. Como jogador não só venceu 3 Ligas dos Campeões com o Ajax e foi vice-campeão pela Holanda no Mundial'74 como também inovou, com uma liberdade posicional e de movimentos única. Depois conseguiu a sempre difícil transição de super-jogador para super-treinador (Maradona, Pelé, Di Stéfano ou Puskas não o conseguiram), com um notável trabalho no Barçaa, mudando a história de um clube que perdia mais do que ganhava, oferecendo a primeira LC da história ao clube, mas sobretudo uma identidade, um estilo, uma cultura muito responsável pelo facto de nos 20 anos seguintes os Culés terem, por tantas vezes, dominado o mundo. Acrescentar ainda a sua atitude de recusa em ir ao Mundial'78, em parte em protesto contra a ditadura argentina, numa atitude de futebolista-ativista que hoje raramente se vê (imagine-se Messi não ir ao Mundial'2018 por ser contra o regime de Putin).

O mundo do futebol está em choque. Johan Cruijff, um dos melhores jogadores da história e um dos homens que mudou o futebol enquanto treinador, faleceu aos 68 anos após perder a batalha contra o cancro.

Barcelona antes e depois de Cruijff

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