Imparável Ronaldo sossega o Real depois da Roma ter assustado por 5 vezes; Salah esteve endiabrado; Navas continua sem sofrer; Wolfsburgo também cumpre

Ronaldo a bater recordes: o português marcou um golo que lhe permite alargar a vantagem no topo da tabela dos goleadores da prova (já leva 13) e, sobretudo, chegar aos 40 golos numa temporada pela sexta vez consecutiva. Para além disso, tornou-se no jogador com mais partidas a eliminar disputadas na Liga dos Campeões (57), fugindo a Xavi (Messi tem 51). A qualidade individual voltou a resolver o que podia ter corrido mal ao Real, não fosse a tremenda falta de eficácia da Roma, que desperdiçou 5 oportunidades antes do primeiro golo merengue. E por incrível que pareça, tendo em conta as debilidades defensivas da turma de Zidane, Navas ainda não consentiu qualquer golo nos 6 jogos que tem nesta Liga dos Campeões. 

Tudo parecia estar resolvido, mas o jogo provou que não eram favas contadas para o Real. A vitória por 2-0, com golos de Ronaldo e James, não transparece as dificuldades inesperadas que a equipa de Zidane sentiu perante uma Roma muito atrevida e que se apresentou com uma atitude bem diferente da primeira mão. A passagem aos quartos-de-final podia ter ficado em risco antes de os merengues terem fechado a eliminatória, já que os italianos tiveram várias oportunidades flagrantes. Salah, que voltou a ser o principal desequilibrador, esteve terrível no capítulo da finalização e Dzeko também não esteve melhor, hipotecando as esperanças do conjunto romano. Ronaldo não esteve melhor mas, à 10ª tentativa, concretizou um cruzamento de Lucas Vázquez (excelente entrada) e depois ainda teve tempo de assistir para o golo de James. 

A postura de contenção da Roma na primeira mão acabou por custar a possibilidade de discutir a eliminatória. Ainda assim, o 11 montado por Spalletti (desta vez com Dzeko) mostrou desde logo que os italianos não queriam baixar os braços e a disposição no terreno provou isso mesmo. Com um bloco relativamente subido e Salah a esticar o jogo sempre que possível, foram dos romanos as melhores chances para marcar na primeira parte. Quando não foi Navas a evitar o golo, foi a falta de pontaria dos avançados giallorossi a impedir o golo. O Real ia mostrando pouca capacidade de pressão no meio campo, apesar da inclusão de Casemiro no 11. Modric ia sendo o único recuperador e, como se não bastasse, ainda transportava a equipa para a frente. Sem uma referência ofensiva no 11, foi Ronaldo a fazer de "falso 9", sendo certo que baixava para procurar jogo e deixava o espaço central muitas vezes sem ninguém. O português teve uma excelente oportunidade, a passe de Bale, mas, para além desse lance, testou várias vezes o guardião da Roma de fora da área (procurou invariavelmente o remate neste jogo).

Na segunda parte, a Roma continuou a desperdiçar. Salah falhou novamente de forma incrível e depois foi Manolas a ver Navas agigantar-se. Quem não marca, sofre, dita a velha máxima do futebol. E assim foi. Ronaldo cumpriu o objectivo de marcar, numa jogada com muito mérito do recém-entrado Lucas Vázquez, a trabalhar bem sobre a direita e a colocar a bola para a entrada do português. Logo a seguir, o papel de assistente coube a Ronaldo, que viu James fazer o 2-0 por entre as pernas de Szczesny. O melhor momento do colombiano, bem longe dos tempos áureos. A partir daqui, com tudo resolvido, o jogo perdeu interesse e arrastou-se até final. Navas voltou a não sofrer golos, cumprindo a sexta partida nesta Liga dos Campeões com a baliza inviolada. Pepe, talvez o melhor do sector defensivo, e Ronaldo, em boa forma, foram outros destaques do encontro. Mas o momento mais simbólico da noite foi a despedida de Francesco Totti. O Bernabéu aplaudiu a lenda da Roma, que aos 39 anos provavelmente disse adeus aos grandes palcos.

Não houve surpresa; Wolfsburgo vai ser a "pêra doce" da próxima fase; Schürrle a dar um ar de sua graça - Depois de ter feito um hat-trick na jornada da Bundesliga, André Schürrle decidiu a passagem do Wolfsburgo aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, dando o triunfo por 1-0 já na segunda parte. A vitória na Bélgica dava uma margem confortável aos alemães, que voltaram a ser superiores a um Gent que nunca demonstrou argumentos suficientes para inverter a eliminatória. Vieirinha foi suplente utilizado e contribuiu para este apuramento histórico dos Lobos. 

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