Ibrahimovic diz presente e vinca estatuto do PSG

Zlatan é acusado de falhar nos momentos importantes mas foi a principal figura (seguido de perto por Di María) desta eliminatória ao marcar nos 2 jogos e ainda a contribuir com uma assistência; Chelsea ainda equilibrou enquanto teve Diego Costa mas o PSG demonstrou ser superior, confirmando em Stamford Bridge que é uma das principais equipas da Europa e como tal um forte candidato a vencer esta LC. 

O Paris Saint-Germain mostrou o seu poderio ao ir a Londres bater o Chelsea por 2-1, apurando-se para os Quartos-de-Final da Liga dos Campeões com um total de 4-2 na eliminatória. O conjunto de Blanc entrou bem no jogo, chegou ao golo cedo, mas o golo de Diego Costa (e algumas arrancadas do Hispano-Brasileiro) ainda deram esperanças ao Chelsea, até que em poucos minutos o ex-Atlético de Madrid saiu lesionado e Ibrahimovic (que marcou nos dois encontros de uma eliminatória europeia pela primeira vez na carreira) fez o segundo para os visitantes, acabando com a incerteza sobre quem seria o apurado.

O jogo começou praticamente com uma ocasião para cada lado: primeiro, logo aos 2’ um erro na saída de bola de Rabiot permite a Diego Costa disparar de pé esquerdo para boa defesa de Trapp, e aos 5’ Lucas conduz pela zona central e serve Di María, cujo remate supera Courtois mas Ivanovic faz o corte e evita o pior para os Londrinos. Depois deste início frenético, as coisas não acalmaram, com os visitantes a adiantarem-se no marcador aos 15’: condução de Di María pela zona central, com o argentino a soltar em Zlatan Ibrahimovic que, um pouco descaído para a direita da área, cruza rasteiro para que Rabiot se antecipasse à defesa Inglesa e desse ainda maior vantagem na eliminatória ao PSG. Os homens de Blanc entraram fortes, conseguindo recuperar bem a bola e contando depois com um Di María endiabrado, que em zonas interiores iam brilhando. No entanto, foi o Chelsea que, aos 26’, conseguiu marcar, com Pedro a forçar Thiago Motta a uma perda de bola, com o Espanhol a combinar com Willian e servir Diego Costa, que tira do caminho Thiago Silva e faz o empate. O Chelsea melhorou na parte final do primeiro tempo, com os visitantes a começarem a ter algumas dificuldades na circulação, o que levava a transições perigosas dos Blues, sobretudo uma em cima do intervalo em que Diego Costa remata para defesa de Trapp. O segundo tempo começou sem muitas acções perto das balizas (o Chelsea esperava a melhor oportunidade para uma transição), sendo que o primeiro momento de relevo surgiu à passagem do primeiro quarto de hora, com Diego Costa a ter de sair lesionado (entrou para o seu lugar Traore). Depois de Ibrahimovic ter perdido uma boa oportunidade (afastou-se em demasia da baliza), os Blues estiveram muito perto de empatar a eliminatória aos 64’, quando Willian arranjou espaço na zona central e obrigou Trapp a uma excelente defesa, tendo o Alemão parado também a recarga de Hazard. Quem não marca, sofre, e o conjunto de Blanc sentenciou a eliminatória aos 66’: tremenda abertura de Motta para Di María, que permite ao Argentino ter espaço para oferecer o golo a Ibrahimovic, que não desperdiçou e fez o 2-1. Até final, o ritmo baixou muito, com o conjunto Francês a ir gerindo o tempo e o marcador e o Chelsea impotente, sem conseguir alterar o rumo dos acontecimentos, selando-se a passagem, pelo segundo ano seguido, do PSG em Stamford Brige.

Chelsea - Novo capítulo negro na pior temporada da Era Abramovich. Desde cedo longe dos primeiros lugares da Premier League, a equipa vê-se agora fora da Liga dos Campeões, restando tentar a vencer a FA Cup e dar tudo por tudo na Liga para sonhar com a chegada aos primeiros postos da classificação. Mais preocupante do que a eliminação em si, é a sensação de inferioridade por parte de um conjunto com um investimento pensado para estar na primeira linha do futebol Europeu. Os Blues saíram vivos de Londres muito devido a Courtois, que se fartou de defender, e hoje não fosse Diego Costa e a distância para o apuramento teria sido sempre enorme. A verdade é que Diego ainda conseguiu equilibrar as coisas, lutando na frente, ganhando bolas, galgando metros em condução, assustando a defesa rival e, claro, marcando um excelente golo. A equipa morreu com a sua saída. Além do Avançado, apenas Willian voltou a ter alguns bons pormenores, sendo que Hazard é talvez a grande desilusão desta época no futebol Europeu. A defesa também voltou a comprometer, sofrendo com as acelerações de Di María e os movimentos de Zlatan.

PSG - Um aviso aos concorrentes. Os Franceses há vários anos que vão melhorando a equipa, sendo hoje um bloco coeso, com personalidade, com uma ideia de jogo e jogadores de grande qualidade. A eliminatória foi sempre marcada pela superioridade dos homens de Blanc, que enfrentam agora os Quartos com a expectativa de superar a fase atingida na época passada. Individualmente, Trapp interveio pouco na eliminatória mas quando o fez foi decisivo (grande defesa em Paris a cabeçada de Diego Costa e hoje voltou a ter um par de boas intervenções), ao passo que Thiago Silva acaba por ser batido no lance do golo. No meio-campo, Thiago Motta até esteve mal ao perder a bola na jogada que origina no empate, mas no restante jogo esteve ao nível habitual: imperial, com uma leitura de jogo brilhante e uma capacidade de passe ao nível de poucos, mostrando o que de melhor tem no lance do segundo golo, com uma abertura genial. Rabiot esteve participativo na circulação e chegou bem à área no lance do golo, e na frente Di María mostrou que podem contar com ele para a fase decisiva da época (sempre ligado ao jogo, aparecendo em diversas zonas, e criando perigo quer em demarcação quer em condução), estando em ambos os golos, tal como Zlatan Ibrahimovic, que com o futuro incerto quer deixar a sua marca em Paris nesta Champions e para já está a fazê-lo, com uma assistência plena de inteligência e um golo de matador.

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