FC Porto, mesmo sem espectadores, carimba passagem para a final da Taça; Marega e Chidozie marcaram; Bueno desperdiçou 2 golos cantados; Juventus evita "golpe de teatro" nos penaltis

FC Porto 2-0 Gil Vicente (Chidozie 11' e Marega 80')

O FC Porto, perante menos de 5 mil pessoas, carimbou o bilhete para a final da Taça de Portugal, onde vai defrontar o Sp. Braga, ao levar de vencida o Gil Vicente. Vitória justa mas um jogo pobre e sem grande história. Apesar do golo madrugador de Chidozie (que se estreou a marcar pelos dragões), e do adversário ter optado por dar minutos a elementos pouco utilizados, o conjunto de Peseiro actuou quase sempre num ritmo lento, sem grande dinâmica ofensiva, e elementos que podiam ter aproveitado para ganhar pontos, como Aboubakar (apesar da assistência), Marega (que marcou um golo de encostar) ou Bueno (desperdiçou 2 golos cantados), também pouco acrescentaram.

Quanto ao encontro, desde cedo deu a ideia que os dragões podiam "resolver" o jogo com facilidade. Aboubakar falhou as duas primeiras oportunidades, mas não demorou até surgir o primeiro golo. Canto de Sérgio Oliveira e Chidozie estreia-se a marcar pelos azuis-e-brancos. Evandro também esteve perto de marcar, mas atirou ao lado depois de um passe tenso de Victor García. O jogo no entanto estava lento e o Gil começou a dar um ar da sua graça, tendo Yartey atirado ao lado depois de um cruzamento. Peseiro lançou Bueno para o lugar de Evandro ainda antes do intervalo e os dragões ainda viriam a enviar uma bola ao poste, cortesia de Aboubakar. No segundo tempo a toada manteve-se, Bueno logo a abrir tem dois falhanços clamorosos, mas a equipa da Invicta foi abrandando cada vez mais o ritmo, o que proporcionou bons minutos dos gilistas, que com Yartey e Vágner em foco, tiveram uma excelente oportunidade para empatar. Até final, Marega a passe de Aboubakar ainda ampliou, eles que se fartaram de desperdiçar lances ofensivos de maneira até caricata.

Destaques

FC Porto - Os dragões, que já tinham o lugar na final praticamente assegurado, abusaram do desperdício, num encontro em que falharam meia dúzia de oportunidades escandalosas. Aboubakar, neste particular, sentou-se no trono do desperdício, com duas bolas nos ferros. Bueno quando entrou também não tardou a fazer o mais difícil, falhar em frente à baliza. Marega também abusou neste particular (e voltou a denotar lacunas técnicas), mas estreou-se a marcar pelos azuis... tal como Chidozie, que abriu terreno à vitória. De resto, Peseiro aproveitou para dar minutos a segundas linhas, ficando no ar a ideia que Suk poderá ser o 9 eleito para jogar em Braga.

Gil Vicente - Jogo para cumprir calendário, já que à partida a eliminação era um dado adquirido. Iván na baliza ainda somou um bom par de intervenções, Yartey e Vágner deram algum trabalho à defensiva contrária, mas o resto da equipa passou ao lado do jogo, permitindo veleidades ao FC Porto, que com outra eficácia (ou até mais jeito), podiam ter ditado um resultado mais dilatado do que o da 1.ª mão. No entanto é de realçar a presença de uma equipa do 2.º escalão nas meias-finais da Taça. Uma formação que não se resume a assumir o autocarro e que conta com um jovem treinador com um discurso que vale a pena ouvir.

Allegri deixou de fora do 11 nomes como Buffon, Barzagli, Dybala, Khedira ou Pogba e teve de ir até às grandes penalidades para passar, mas nessa fase a experiência e categoria dos seus jogadores foi decisiva - A Juventus está na final da Taça de Itália, tendo eliminado o Inter nos penaltis, mas o impensável esteve quase a acontecer.  Depois de uma vitória por 3-0 em Turim na 1.ª mão, a Vecchia Signora perdeu por 3-0 em Milão, tendo apenas garantido o encontro com o Milan em Roma nas grandes penalidades. O primeiro golo do Inter chegou aos 17’, quando Medel recupera a bola à entrada da área e passa para Brozovic, que abre o marcador. Os Nerazzurri começaram a acreditar no milagre aos 49’, com Perisic a dar sequência a um cruzamento de Éder, tendo Brozovic, numa grande penalidade aos 82’, levado o jogo para Prolongamento. No tempo extra, a grande oportunidade foi da Juve, que mesmo no fim dispôs de uma soberana chance por Morata, mas Carrizo correspondeu e levou o jogo para a decisão por pontapés da marca de grande penalidade. Aí, Palácio rematou à barra, nenhum jogador da Juve falhou e o conjunto de Allegri respirou de alívio.

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