Corona evita escândalo; FC Porto, que sofreu golos pela 7.ª jornada consecutiva, só garantiu o triunfo perto dos 90 depois de ter estado a vencer por 2-0; Danilo Dias bisou pelo União

FC Porto 3-2 União (Aboubakar 24', Herrera 51' e Corona 87'; Danilo Dias 62' e 67')

Peseiro voltou a sofrer mas o FC Porto conseguiu conquistar os 3 pontos frente ao União, mantendo assim a distância para o Sporting. Um encontro que deu a ideia de estar resolvido no minuto 51 quando Herrera ampliou para o 2-0, mas os insulares, em apenas 5 minutos, aproveitaram as fragilidades defensivas dos portistas (não é por acaso que sofrem há 7 jornadas consecutivas) para empatar e o Dragão só conseguiu descansar já perto dos 90 com o golo de Corona. Num jogo em que Aboubakar marcou no regresso à titularidade, Herrera acabou por ser o principal destaque dos dragões; No União ficou a ideia que Danilo (que ao bisar por pouco não proporcionou um escândalo) devia ter tido mais minutos.

No que diz respeito à partida, o FC Porto, como era de esperar, entrou a controlar (domínio territorial e mais bola), enquanto que os visitantes procuravam explorar a velocidade dos seus homens da frente. Apesar dos dragões terem conseguido vários remates e por diversas vezes terem chegado perto da baliza contrária, a primeira verdadeira oportunidade de golo só aconteceu no minuto 24 e logo com o golo. Excelente passe de Sérgio Oliveira, Maxi evita que a bola saia de campo (bem ao seu estilo), servindo Aboubakar, que só teve de encostar. Pouco depois da meia hora surgiu o primeiro lance de relevo dos insulares, com Amilton, de fora da área, a obrigar Casillas a boa defesa. Até ao intervalo, os azuis e brancos podiam ter dilatado, mas Aboubakar (quando podia ter feito muito melhor) não conseguiu o chapéu ao guardião visitante e Layún, após lance confuso, não conseguiu ganhar o ressalto que lhe daria o golo. Já muito perto do descanso o União dispôs de excelente oportunidade, mas Miguel Cardoso, quando tinha tudo para marcar (chegou a estar isolado), hesitou e acabou por nem rematar, com o lance a perder-se. A segunda parte começou praticamente com o segundo golo portista, com Herrera a fazer um golaço (belo trabalho e depois remate ao ângulo). No sentido de mudar o rumo dos acontecimentos, Norton de Matos lançou Danilo Dias e Cádiz (Toni Silva passou a jogar numa posição mais central) para dentro de campo e não demorou muito a ter resultados. Boa jogada dos madeirenses, com Cádiz a servir Danilo Dias, que não perdoou e reduziu o marcador. Na resposta o Porto quase chegou ao 3-1, após grande jogada de Herrera, mas que no entanto foi travada por uma grande defesa com os pés de Ricardo Campos. Layún teve um lance igual ao da 1ª parte (na confusão, o guarda-redes visitante agarrou a bola em cima da linha de golo), mas foi o União a marcar novamente e a chegar ao empate. Nova jogada de ataque rápido, a defesa portista, como é habitual a conceder muito espaço, com Cádiz a não conseguir finalizar e a assistir Danilo Dias, que empurrou a bola para o fundo das redes e bisou no encontro. Face ao resultado, Peseiro arriscou, trocando Rúben Neves por Suk, tendo o Porto voltado a pressionar o adversário. Sérgio Oliveira, com uma “bomba” de fora da área, fez a bola passar perto do poste, mas o golo da vitória viria mesmo a surgir no minuto 87. Bela combinação entre Corona e Suk, com o mexicano a disparar para o fundo da baliza (deu a ideia que Ricardo Campos podia ter feito um pouco mais). Até ao final, Brahimi ainda podia ter ampliado o marcador após bela iniciativa individual, mas o guardião da formação madeirense voltou a brilhar e o resultado não se alterou mais.

FC Porto - Mais um jogo a sofrer (até no Dragão esta época tem sido demasiado normal), mais um jogo sofrido e mais uma exibição irregular. Os dragões entraram bem, chegaram de forma natural à vantagem e quando Herrera fez o 2-0 esperava-se um triunfo tranquilo. No entanto, os erros defensivos voltaram a evidenciar-se (uma defesa remendada com Chidozie e Layún a centrais, dificuldades na transição defensiva, perdas de bola em zonas complicadas e pressão descoordenada umas vezes e inexistente noutras) e esteve perto um novo dissabor inesperado, que tornaria o ambiente no Dragão ainda mais complicado. Individualmente, Herrera foi a melhor unidade da turma de José Peseiro, marcando um belo golo e estando praticamente em todo o lado, sabendo aproveitar o espaço criado pelas movimentações dos alas. Além do mexicano, Corona e Brahimi, apesar de nem sempre terem decidido bem, conseguiram desequilibrar e o mexicano, no regresso aos golos, ofereceu um triunfo complicado. Já Maxi voltou a evidenciar a habitual disponibilidade física no apoio ao ataque e juntou a essa capacidade uma assistência. Por outro lado, Sérgio Oliveira começou bem (é nele que se inicia o 1-0), mas foi perdendo qualidade nas suas acções, estando ainda na origem de ambos os golos do União; Chidozie e Ángel continuam sem acrescentar o necessário em termos defensivos e Layún no eixo não é (nem pode ser) o mesmo Layún. Por fim, Aboubakar passou completamente ao lado do encontro, apesar de ter feito o primeiro golo dos azuis e brancos.

União - A julgar pelo 11 inicial apresentado por Norton de Matos, a ambição dos madeirenses neste desafio também não parecia ir além de segurar o nulo, mas a verdade é que o União, fruto das substituições que fez, esteve perto de causar novo escândalo no Dragão. Amilton foi a unidade em maior evidência no primeiro tempo, mas foram as entradas de Danilo Dias (um dos melhores finalizadores da Liga) e Cádiz que deram completamente a volta ao texto, tendo ambos estado envolvidos nos dois golos dos visitantes. Por outro lado, Ricardo Campos fica mal na fotografia no 3-2, os laterais tiveram dificuldades perante os alas adversários (ao contrário dos centrais, que cumpriram em termos gerais) e Shehu e Toni Silva rubricaram igualmente boas exibições.

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