Barça esmaga Getafe; Recital de Messi e Neymar; Benfica vence Sporting nos juniores; Bournemouth dá passo de gigante rumo à manutenção; Zakarin dá demonstração de qualidade e vence no Paris-Nice

Parece fácil. Com Messi e Neymar a este nível e a equipa em pior forma da liga espanhola do outro lado (o Getafe perdeu 6 dos últimos 7 jogos e está a arriscar a descida), o resultado só podia ser mais uma goleada que peca por escassa. É uma questão de tempo até a equipa de Luis Enrique carimbar mais um título e este tipo de exibições servem para abrilhantar a conquista. Messi até falhou um penalty, mas esteve em modo melhor do mundo e fez um golo e três assistências. 

Mais um recital do Barcelona na liga espanhola, que resultou num triunfo claro sobre o Getafe, por 6-0. Ao intervalo o jogo já estava nos 5-0, tal o caudal ofensivo da equipa de Luis Enrique, que teve Messi a um nível estratosférico. Ainda assim, o argentino começou por falhar um penalty, para depois abrir o livro e oferecer o golo a Munir e Neymar, antes de o próprio também marcar. Na segunda parte, Arda também fez o gosto ao pé e fechou as contas nos 6-0, um resultado que pode deixar o Getafe em zona de despromoção no final da jornada.

Uma equipa muito diferente daquela que jogou para a Youth League, mas que conseguiu uma vitória importante para entrar na luta - Na 4.º jornada da fase de apuramento de campeão de Júniores, o Benfica recebeu e venceu o Sporting por 3-1, com golos apontados por Alfa Esteves (14'), Diogo Mendes (36') e Pedro Amaral (88') nos encarnados e Bruno Paz (71') nos leões. Numa partida mais decisiva para a equipa de João Tralhão, a abordagem foi algo similar à praticada em Madrid, com o recuar de linhas e o aproveitar da transição, algo que desta vez foi mais eficaz, com o Benfica a apontar 2 golos contra a corrente. Quem se pode lamentar é Tiago Fernandes, já que a sua equipa mostrou quase sempre mais vontade em assumir o controlo das operações, criando mais oportunidades no 1.º tempo, mas que após se ver em desvantagem perdeu a tranquilidade e procurou ataques mais directos e não tão organizados como seria desejável. Até final da partida, e com o resultado ainda em 2-0, os leões ficaram reduzidos a 10 após entrada imprudente do capitão Bubacar Djaló, mas ainda assim conseguiram reduzir para 2-1 depois de uma grande penalidade convertida por Bruno Paz. Desde então a partida entrou numa fase menos jogável, com mais quezílias e provocações do que espetáculo, tendo o Benfica aproveitado para dilatar a vantagem e selar os 3 pontos, fruto de um excelente pontapé do meio da rua de Pedro Amaral. Com esta vitória os sub19 dos rivais de Lisboa ficam igualados em pontos, estando a luta pelo título totalmente em aberto.

Benfica - É inevitável falar desta equipa sem esquecer as ausências motivadas por diferentes motivos, quer selecção quer política desportiva. São, na sua totalidade, 10 atletas que poderiam ter actuado: Francisco Ferreira, Rúben Dias, Yuri Ribeiro, Pedro Rodrigues, João Carvalho, Renato Sanches, João Filipe, José Gomes, Diogo Gonçalves, Sarkic ou até outros elementos que foram recrutados mais tarde e que eram elegíveis para esta equipa. Ainda assim, a equipa mostrou-se competitiva e acabou por aproveitar os momentos a que se propôs, como os esquemas tácticos e as transições ofensivas. Destaque para Guga - o motor da equipa, a servir de referência para os momentos de pressão e para a circulação de bola -, Diogo Mendes (decisivo na forma como se posicionou e nas recuperações) e Alfa Esteves que, apesar das suas limitações técnicas, fez um golo e foi importante no trabalho que deu à dupla de centrais leonina.

Sporting - Um resultado algo injusto e que não reflecte o que as equipas mostraram em campo. Um Sporting a entrar personalizado, agressivo, mandão mas que foi traído da mesma forma que traiu o Porto em Alcochete: transições, esquemas tácticos e muita organização defensiva. A derrota permite a aproximação do Benfica, mas reforça uma tendência que este campeonato tem vindo a mostrar, com um equilíbrio notório onde todos os jogos são competitivos, com a possibilidade de haver uma surpresa vinda de equipas teoricamente inferiores a qualquer momento (este ano os três grandes têm tido dificuldades em praticamente todos os jogos). A título individual, esta partida mostrou um Pedro Silva algo inseguro (não fica bem na fotografia do 2.º golo), com Pedro Ferreira a não conseguir ligar a equipa e Ronaldo Tavares a desperdiçar uma bola de golo, para além da incapacidade em ter impacto no jogo aéreo (a sua principal valência).

Trabalho fantástico de Eddie Howe; Southampton ultrapassa Stoke - Só uma conjugação de resultados muito estranha colocará o Bournemouth no Championship. Os cherries, com a vitória de hoje sobre o Swansea, por 3-2, ficam com 13 pontos de segurança sobre a linha de água e estão muito perto de conseguir a manutenção. Num jogo de parada e resposta frente a um adversário que também ainda não está a salvo, Gradel, King e Cook deram o triunfo à equipa da casa, tendo Barrow e Sigurdsson marcado para os visitantes. Na outra partida disputada, o Stoke foi derrotado em casa pelo Southampton, por 2-1 (Pellè bisou, Arnautovic reduziu), e permitiu a ultrapassagem na classificação.

Zakarin surpreende os melhores; Geraint Thomas aguentou Contador com a ajuda de Henao e é o novo líder; Rui Costa fez 7º e ascendeu ao 11º lugar - Grande vitória de Ilnur Zakarin na 6ª etapa do Paris-Nice, que terminou com chegada em alto. O russo da Katusha, que tem tudo para ser uma das figuras da nova geração, geriu muito bem o seu próprio ritmo, conseguiu acompanhar Contador, Thomas, Porte e Henao e foi o mais forte na recta final, batendo Geraint Thomas. O britânico da Sky é o novo líder da classificação geral, tendo aproveitado o trabalho fantástico de Sergio Henao para nunca deixar fugir Contador. El Pistolero tentou várias vezes cavar diferenças, inicialmente com a ajuda de Majka, mas nunca conseguiu deixar os adversários para trás e está a 15 segundos de Thomas. Richie Porte também esteve bem e está na quarta posição a 21 segundos da liderança. Rui Costa fez uma excelente etapa, com momentos de sacrifício mas também de algum fulgor, tendo mesmo chegado a atacar numa fase da subida. O português está agora às portas do top-10. 

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