As tardes de Domingo voltam a ter mais interesse

As tardes de Domingo durante muitos anos foram sinónimo de F1, primeiro a assistir aos duelos Senna-Prost, depois a ver os irmãos Schumacher, Barrichelo, Häkkinen, Villeneuve Coulthard, Montoya, e tantos outros pilotos que permanecem no nosso imaginário. Contudo, estes gloriosos tempos podem estar de volta. Não que a Formula 1 tivesse desaparecido da televisão, mas a sua saída do canal público fez com que, em Portugal, se fosse perdendo o interesse. E, como tal, a passagem das transmissões televisivas para a Eurosport (mais ao alcance das massas que uma SportTV) pode reavivar o apetite nacional pela mais mediática competição do desporto motorizado.

Desde 2010, que a Formula 1 tem sido previsível, e decidida prematuramente. Após esse disputadíssimo mundial, que culminou com a vitória de Sebastian Vettel, dando início ao seu tetra campeonato, entrámos em anos de monotonia, com o campeão a ficar decidido demasiado cedo. Exceção feita ao campeonato de 2012, em que Vettel ganhou (claro), mas teve de suar, um pouco mais, para o conseguir.

Nos últimos dois anos, a história alterou-se, no que ao vencedor diz respeito, porém, a monotonia manteve-se. Houve, desta feita, um domínio da Mercedes, concretizado com dois títulos para Lewis Hamilton, e dois segundos lugares para o companheiro, Nico Rosberg.

Numa competição que tem sido construída por Eras: Senna, Schumacher, Vettel, etc. A pergunta que se coloca é: será esta a consagração da Era Hamilton? O Britânico é, seguramente, o principal candidato. Não só por ser o campeão em título, mas por ter aprendido a lidar com a pressão e ser de uma admirável regularidade (pelo menos nos últimos dois anos). Encontra, no entanto, um forte opositor no colega de equipa, Rosberg. A motivação ganha por 3 vitórias, nos 3 últimos grandes prémios da temporada anterior, e a vontade de mostrar que é o melhor piloto da equipa, fazem deste Alemão, um sério candidato.

Continuando em terra Germânicas, encontramos outro rival de peso: Sebastian Vettel. O nome diz tudo. Se a época de 2014 foi para esquecer, a de 2015 trouxe esperança aos fãs, fazendo acreditar que o tetra campeão está, enfim, habituado ao seu Ferrari.

E, assim, está feita a lista dos possíveis vencedores. Ainda que haja alguns pilotos que podem agitar as corridas e a classificação geral.

Um dos possíveis candidatos está na equipa de Vettel. Falamos do Ice-man, Kimi Räikkönen. Longe das suas temporadas gloriosas, mas sempre à espreita, frio e calculista. Kimi é um dos campeões ainda no ativo, e mais do que isso, é dos mais experientes em pista.

Também na Williams-Mercedes, moram dois homens importantes nas contas do título. O Brasileiro Felipe Massa e o Finlandês Valtteri Bottas, são pilotos que podem facilmente ascender ao pódio e baralhar a pontuação geral.

Já a McLaren- Honda, à semelhança da Ferrari, contará, mais uma vez, com dois campeões do mundo. Fernando Alonso está longe de ser o mesmo que há 10 anos atrás conseguia o Bicampeonato, e Jenson Button continua a dar razão aos críticos, que o apontavam como um dos pilotos mais fracos de sempre a sagrar-se campeão mundial. Mas, ainda que em fase descente das suas carreiras, não podem ser completamente esquecidos.

Por último, uma menção à equipa da Redbull. Longe dos tempos de Vettel e Webber, a escuderia Austríaca apostou na juventude, preparando o futuro. Daniel Ricciardo, terceiro classificado em 2014, é o mais experiente da equipa, e tem como companheiro, a jovem promessa Russa, Daniil Kvyat, que cumprirá a sua terceira época. Poderá ser já em 2016 que ouvimos falar mais sobre estes jovens.

Estão assim lançados os dados para mais uma época que promete aquecer o asfalto. No país dos Kangurus, será agitada a primeira bandeira de Xadrez deste mundial, que contará com vinte e uma provas. Os destaques vão para a inclusão das pistas de Baku, no Azerbeijão, e o regresso do circuito de Hockenheim, na Alemanha. E agora que há menos desculpas para não acompanhar a competição, de falta de adrenalina não nos poderemos queixar.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Gil Novo

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