Man City conquista Taça da Liga nos penaltis; Caballero foi o herói com 3 defesas; Liverpool, que foi claramente inferior, aumenta o jejum (apenas um título nos últimos 9 anos)

Os Reds nos últimos 9 anos só venceram um título, a Taça da Liga em 2011-12; Pellegrini deixa o City com o 3.º troféu em 3 anos e ainda pode vencer o campeonato e Champions; Conjunto de Klopp, que agora vai ter de apostar tudo na Liga Europa para salvar a época, fruto de ter o goleado o rival por 4-1 para a PL até tinha algum ascendente, mas durante os 90 minutos testou Caballero no lance do golo; Caballero (com 3 defesas) nos penaltis deu alguma justiça ao resultado, depois dos Citizens terem sido claramente superiores (não fosse o desperdício de Sterling e o prolongamento teria sido evitado); Meio campo, com Fernando, Yaya e Fernandinho, superiorizou-se. Na frente Aguero demonstrou que está num nível acima da concorrência. 

Custou mas foi. O Manchester City venceu a Taça da Liga Inglesa, após vencer no desempate por grandes penalidades o Liverpool na sequência de um empate a 1 no tempo regulamentar e no prolongamento. Os homens de Pellegrini foram claramente superiores, desperdiçaram muitas oportunidades, sobretudo após o primeiro golo, da autoria de Fernandinho, mas na primeira oportunidade de golo para os Reds Coutinho, já perto dos 90', conseguiu fazer o empate. Nas grandes penalidades, Caballero foi o herói, com 3 defesas aos disparos de Coutinho, Lucas e Lallana, levando a taça para o Etihad.


Quanto ao encontro, a fase inicial foi de equilíbrio e sem lances de perigo, com a primeira oportunidade de golo (e única clara do primeiro tempo) a surgir aos 22’, com Silva a solicitar Aguero, tendo o Argentino tirado do caminho os centrais do Liverpool e disparado à baliza em excelente posição mas Mignolet conseguiu desviar para o poste. Logo a seguir, Sakho teve de sair lesionado, entrando Kolo Toure para o seu lugar. No resto da primeira a toada de equilíbrio manteve-se, sem ocasiões para abrir o marcador. O segundo tempo começou praticamente com o golo do City, quando aos 48’ Aguero faz uma recepção fantástica a um passe longo de Silva, temporiza e serve Fernandinho que remata forte, tendo Mignolet sido mal batido. Os Citizens estavam por cima e pouco depois do golo Silva cruza para Sterling que, na cara do golo, atira para fora, tendo também Silva, de livre, estado muito perto de aumentar a vantagem. O Liverpool parecia incapaz de reagir, Sterling voltou a falhar uma chance clara (grande arrancada de Aguero) mas, quando nada o fazia prever, os homens de Klopp chegaram ao empate aos 83’: Sterling não consegue aliviar e num lance muito confuso a bola chega ao segundo poste onde Lallana atira ao ferro, mas o ressalto favoreceu Coutinho que estabeleceu o 1-1. Até final do tempo regulamentar, o City ainda podia ter evitado o prolongamento, mas o desperdício manteve-se (no segundo tempo os homens de Pellegrini podiam ter feito 5 golos), primeiro com Fernando, à boca da baliza, a disparar contra Mignolet e depois num lance atabalhoado Yaya também não consegue bater o Belga, indo o jogo para prolongamento. Na primeira parte do tempo suplementar, as equipas adoptaram uma postura calculista, procurando não conceder perigo ao rival, mas mesmo assim o City dispôs de uma tremenda oportunidade, com Aguero isolado a ver Mignolet defender o seu remate. O Liverpool respondeu aos 108’, com Milner a cruzar para Origi que cabeceia para boa defesa de Caballero. Numa segunda parte do prolongamento mais agitada, Aguero voltou a rondar o golo, mas não conseguiu tirar o melhor partido de uma mau atraso de Milner. A final foi depois decidia nos penaltis, e apesar de Fernandinho até ter sido o primeiro a permitir a defesa do guarda-redes, nos seguintes disparos dos Reds Caballero brilhou, com defesas aos tiros de Lucas, Coutinho e Lallana, decidindo assim o desafio para o lado do Manchester City.

Destaque para a superioridade dos Citizens em todo o encontro, com inúmeras ocasiões de golo (Aguero e Sterling desperdiçaram demais), mostrando que na realidade inglesa Sterling, Silva e Aguero (apesar do desperdício na finalização) estão num nível muito acima da média (o Argentino tem acções verdadeiramente desequilibrantes, uma delas no lance do golo). Fernandinho foi outro elemento com nota positiva, sendo que depois do que se viu em Kiev voltou a estar bem no papel de box-to-box, com chegada à área. Já os Reds foram-se mantendo ligados ao jogo graças a alguma sorte e boas defesas de Mignolet (que esteve horrível no golo), não conseguindo nunca Coutinho, Firmino ou Sturidge aparecer com perigo (a presença simultânea de Fernando e Fernandinho ajudou a equilibrar o conjunto de Pellegrini).

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