Benfica pressiona rivais; Encarnados foram eficazes num jogo pouco conseguido; Mitroglou marcou pelo 7.º jogo consecutivo; Jonas também facturou; Jota apontou um golaço mas o Paços pouco atacou

Paços de Ferreira 1-3 Benfica (Jota 23'; Mitroglou 13', Jonas 45'+ 1 g.p. e Lindelof 57')

O Benfica cumpriu na Capital do Móvel e ao bater o Paços (3-1) colocou pressão nos rivais. Um resultado claramente melhor que a exibição (o jogo foi pobre) com os encarnados, apesar do domínio, a serem felizes na maneira como chegaram aos golos e sem nunca terem apresentado um caudal ofensivo que colocasse dificuldade à desfalcada equipa pacense. Mitroglou, com muita sorte à mistura (pela assistência sem querer de Carcela e maneira como finalizou), marcou pelo 7.º jogo consecutivo; Jonas juntou mais um tento (já leva 24 golos) na corrida pela Bota de Ouro, enquanto Lindelof se estreou a facturar pela equipa principal das águias, numa partida em que Eliseu aproveitou para levar um amarelo de maneira a limpar frente ao União; No Paços, Diogo Jota brilhou com um golaço, mas o timing do 2.º golo aniquilou as esperanças do 6.º classificado da I Liga.

Quanto ao encontro, os primeiros minutos mostraram um Benfica com mais bola e iniciativa, mas sem conseguir chegar com perigo ao último terço do Paços, que se preocupava em estar organizado atrás. Até que quando nenhum dos guardiões havia sido sequer chamado a intervir, aos 13' minutos Carcela solicita Jonas, com o Brasileiro a dar de calcanhar para o internacional Marroquino que, já em boa posição dentro da área, parece tentar o remate, mas o mesmo sai desviado e a bola vai parar aos pés de Mitroglou, com a bola a bater num defesa dos Locais e a fazer o primeiro golo com desafio. Depois de se colocarem em vantagem as Águias mantiveram-se por cima do jogo, com Renato Sanches a obrigar Defendi a uma bela defesa aos 21', mas na resposta Diogo Jota, num momento de inspiração, consegue o empate: o jovem pega na bola, finta Lindelof e Eliseu e, à entrada da área, aproveita o adiantamento de Júlio César para, com uma finalização de qualidade, estabelecer o 1-1. A partir da igualdade, o Paços melhorou na partida, passando a ter mais bola e a jogar mais perto da baliza de Júlio César, e numa transição Bruno Moreira (que acaba a pedir grande penalidade) podia ter criado perigo. O Benfica tinha dificuldades para incomodar os locais, e quando o jogo parecia encaminhar-se para o intervalo num empate, o árbitro entende que há falta sobre Jonas dentro da área e o Brasileiro não desperdiça o castigo máximo, voltando a dar a vantagem aos Encarnados. No segundo tempo a toada manteve-se, com os forasteiros a terem mais iniciativa e mais bola. No minuto 57, surge o golo que sentenciou o encontro. Livre lateral de Pizzi, Jardel ganha nas alturas e a bola chega a Lindelof que se estreou a marcar pelas águias. Logo de seguida, nova oportunidade, com Jonas a picar por cima dos centrais pacences e Mitroglou, de primeira, a rematar ao lado. O Benfica passou a gerir o encontro (e os cartões, tendo Eliseu aproveitado para ver um amarelo de maneira a limpar), com Rui Vitória a dar minutos a Salvio e Nélson Semedo. O extremo argentino esteve perto de marcar (o seu remate saiu ao lado), mas até ao fim foi o Paços a ter duas oportunidades: a primeira num lance de Hélder Lopez em que Júlio César saiu bem aos seus pés e depois num remate de Diogo Jota de fora da área, com o guardião brasileiro a responder da melhor maneira. No entanto o resultado não se alterou e confirmou-se o regresso do Benfica às vitórias.

Paços de Ferreira - Sem Pelé, Fábio Cardoso, Ricardo e Christian (ausências que são mais notórias numa equipa com menos recursos do que num grande), os castores passaram por vários momentos dentro do jogo, desde um início pouco prometedor onde pareciam estar destinados à derrota, ao momento em que Jota apontou o golo e reequilibrou a partida até final da 1.º parte, até ao penalty de Jonas que parece ter derrubado as aspirações da equipa. Na segunda parte mal incomodaram a baliza de Júlio César e o resultado acabou por ser um desfecho previsível e demonstrativo da incapacidade das equipas do meio da tabela para fazerem face à superioridade individual do Benfica (que esteve longe de fazer uma grande exibição). A título individual, destaque total para Diogo Jota que continua a aumentar a sua cotação, apontando um belo golo depois de uma iniciativa individual onde bateu Eliseu e Lindelof, apesar de ter baixado de rendimento no 2.º tempo, juntamente com a equipa; Bruno Moreira, o melhor marcador Português da liga, passou ao lado do jogo e nas poucas iniciativas que teve procurou forçar o penalty ao invés do golo; Andrézinho e os restantes elementos ofensivos não conseguiram incomodar. Certo é que Jorge Simão, com esta derrota, prolonga para oito o número de jogos consecutivos sem vencer.

Benfica - Regresso às vitórias no campeonato, mas sem convencer. Rui Vitória voltou a apostar em André Almeida, lançou Carcela no lugar do indisponível Gaitán e foi exactamente pelo Marroquino que se deu o primeiro golo. Num lance pela esquerda, em que aparentemente o ex-Standard queria rematar, assistiu Mitroglou, que de uma forma feliz, apontou o golo inaugural que parecia encaminhar os encarnados para mais uma vitória tranquila. Ainda assim, o golo de Jota mudou o cenário da partida, mas o penalty de Jonas sentenciou um jogo que pouca história tem para contar. Contra um conjunto desprotegido no meio, a equipa conseguiu furar várias vezes o bloco adversário - hoje até os centrais podiam conduzir sem oposição e oferecer passes verticais - e encontrar a baliza adversária com facilidade, algo que facilitou em muito a tarefa do Benfica. Individualmente, continua a afirmação de Lindelof que se estreou a marcar na I liga e deu continuidade à boa exibição na liga dos campeões, Mitroglou e Jonas resolvem muitos dos problemas em jogos deste cariz e, pela negativa, Júlio César não esteve ao nível habitual, não ficando isento de culpas no golo do Paços (muito adiantado no seu posicionamento).

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