Exibição medíocre deixa o Sporting quase fora da Liga Europa; Eliminatória só não ficou sentenciada devido à ineficácia do Leverkusen; Leões nem incomodaram Leno; Meio campo também não existiu; Defesa cometeu muitos erros; Aquilani e Téo nada acrescentaram; João Mário esteve desastrado; Jesus sentou Adrien e Slimani

Sporting 0-1 Leverkusen (Bellarabi 26')

Mais do mesmo; Sporting, incapaz de fazer duas boas exibições de maneira consecutiva, voltou a jogar mal em Alvalade e ao perder frente ao Leverkusen precisa agora de uma vitória histórica na Alemanha para continuar na Liga Europa. E se a eliminatória ainda pode ter alguma história muito se deve à ineficácia do conjunto alemão, que teve oportunidades mais do que suficientes para conseguir um resultado expressivo perante um leão medíocre, desastrado a quase todos os níveis, que nem conseguiu criar um lance de perigo. Jesus, apesar do clube leonino estar mais descansado por já estar fora das Taças, optou por sentar as duas unidades mais importantes esta época, Adrien e Slimani (só jogaram os últimos 30 minutos), e a estratégia falhou por completo, já que os substitutos, Aquilani e Téo, nada produziram, sendo certo que elementos como João Mário, William e Ruiz estiveram igualmente desastrados. Numa 1.ª mão em que os verde e brancos sofreram um golo num lance em que Coates e Patrício ficaram mal na fotografia, destaque para a expulsão de Semedo a 15 minutos do fim.

Em relação ao jogo, o Bayer Leverkusen desde cedo tomou conta da partida, tendo Toprak, numa bola parada, sido o primeiro a estar perto do golo (cabeceamento por cima). O Sporting tentava reagir, mas a pressão intensa dos alemães não permitia aos criativos leoninos terem espaço para desenvolverem o seu futebol. No entanto,  Jefferson testou a atenção de Leno, no único remate leonino em todo o jogo. Pouco depois, golo do Bellarabi. A defensiva leonina demora a afastar o perigo e, após Kiessling desmarcar Jedvaj pela direita, o croata cruzou e o alemão não desperdiçou, num lance com culpas repartidas entre Coates e Patrício. Esperava-se uma reacção leonina, mas os pupilos de Jorge Jesus nunca conseguiram lidar com o adversário, errando muitos passes e não definindo da melhor maneira a maioria dos lances. Na 2.ª parte, mais do mesmo, sendo que o Leverkusen esteve perto do golo por diversas ocasiões, nomeadamente em lances de bola parada, onde Papadopoulos ganhou preponderância. Mehmedi também testou a atenção de Rui Patrício, num lance onde bate facilmente João Pereira, enquanto que Bellarabi esteve perto de bisar num tiraço de fora da área. Do lado leonino, Jesus ainda lançou Adrien e Slimani no decorrer no encontro, mas os acontecimentos não sofreram qualquer alteração, sendo que, após esgotar as alterações (Coates saiu com problemas físicos e entrou Ewerton), Rúben Semedo, numa entrada imprudente, viu o segundo amarelo e complicou ainda mais a missão dos leões, que não teriam qualquer remate no 2.º tempo.

Sporting - Complicam as contas do apuramento num jogo em que fica a ideia que a poupança de Slimani e Adrien foi despropositada e prejudicial para o desenrolar da partida. Os leões foram quase sempre subjugados pela pressão do adversário, evidenciando as fragilidades individuais dos elementos da linha avançada que mostraram dificuldades em decidir em menos espaço e tempo. Os problemas continuam a ser os mesmos, com o sub-rendimento de vários elementos, em particular de William, Teo e, hoje, João Mário e Aquilani que a somar ao poderio do adversário tornou a tarefa da equipa de Jesus impossível. Ao contrário destes, o jogo de hoje foi demonstrativo da maturidade de Rúben Semedo (excelente exibição, apenas manchada pela expulsão, mostrando muita concentração e disponibilidade para o jogo, completando o que de bom tem) que continua a cimentar a sua posição no centro da defesa. Nas laterais, Jefferson voltou à competição na toada habitual (hoje nem na frente fez a diferença), João Pereira actuou a bom nível na 1.º parte e, por fim, na baliza Rui Patrício não fica isento de culpas no golo e, pese embora algumas boas intervenções, não foi um jogo feliz para o titular da selecção nacional. Como nota do mau jogo do Sporting fica a ausência de oportunidades de perigo criadas na baliza adversária que teve como consequência uma exibição tranquila de Leno.

Bayer - Os farmacêuticos nem precisaram de se transcender para derrotar os Portugueses. Os alemães fizeram valer a enorme - e orientada - capacidade de pressão, utilizando muito bem as referências de zona para orientar o Sporting para os flancos, obrigando o adversário a utilizar os corredores laterais onde obviamente é mais fácil de anular (ainda por cima sem um extremo desequilibrador). A equipa que já havia demonstrado credenciais neste campo contra o Bayern não teve, desta vez, um oponente à altura, capaz de superiorizar a primeira fase de pressão (onde os alemães colocam muitos homens) onde os comandados de Schmidt, caso sejam batidos, ficam desprotegidos na transição defensiva. A título individual, destaque para Bellarabi que foi decisivo com um golo e várias incursões ofensivas (ainda perto do fim podia ter dilatado a vantagem), Kramer que jogou praticamente sem oposição e Tah que não teve dificuldades em primeiro anular Teo e, mais tarde, Slimani. Certo é que a exibição foi um autêntico passeio em Alvalade (não concederam uma única situação de golo ao Sporting) deixando a eliminatória praticamente resolvida.

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