Miúdo do momento derruba o Arsenal; Conjunto de Wenger nem frente a uma equipa remendada do Man Utd; E o Tottenham aproveita

Imagem: Daily Mail
Decorem este nome: Marcus Rashford, o jovem de 18 anos que, depois de ter bisado frente ao Midtjylland, vergou os Gunners com 2 golos e uma assistência. Mas desta vez foi mesmo Van Genius. Incrível como o holandês derruba o Arsenal com De Gea; Varela, Carrick, Blind, Rojo; Schneiderlin, Herrera; Lingard, Mata, Memphis e  Rashford no 11, e tendo Romero, McNair, Riley, Fosu-Mensah, Weir, Januzaj e A.Pereira no banco. Sendo certo que, perante todas estas fragilidades do rival (2 centrais adaptados, um ataque cheio de reservas, e um banco incompreensível para quem apostou 400 milhões nos últimos 2 anos), é uma enorme derrota para Wenger, com o seu conjunto mais uma vez a revelar uma falta de mentalidade de campeão.

E o Leicester agradece! O Arsenal perdeu em Old Trafford, por 3-2, frente a uma equipa remendada do Man Utd e voltou a atrasar-se na corrida pelo título (está agora a 3 pontos do Tottenham e 5 do 1.º lugar). Marcus Rashford, o miúdo do momento (veremos se faz melhor que Macheda), foi a figura do jogo, ao estar nos 3 golos dos Red Devils. Os londrinos até entraram melhor, criando oportunidades que foram negadas por De Gea, mas a turma de Van Gaal foi-se soltando e o jovem de 18 anos não vacilou na altura de finalizar. Primeiro a aproveitar uma sobra na grande área, depois a cabecear sem hipóteses para Cech. Destaque para o envolvimento de Varela em ambos os lances, muito astuto na exploração do flanco direito. Neste momento, o United jogava um futebol simples, ao primeiro toque, mas muito objectivo. No entanto, o Arsenal reentrou no jogo, com Welbeck, que actuou no lugar de Giroud, a marcar novamente de bola parada, à semelhança do que tinha feito contra o Leicester. Na segunda parte, os gunners tiveram maior iniciativa de jogo, como seria de esperar, mas nunca demonstraram ideias para superar a muralha defensiva dos red devils, que voltavam aos dois golos de vantagem. Rashford segurou bem a bola, esperou pelo apoio e assistiu Ander Herrera, que coroava uma boa exibição (muito esclarecido no passe e competente na pressão) com um golo algo feliz, já que a bola desviou num adversário. Wenger lançou Giroud para o lugar de um apagado Walcott, mas seria Özil, que também não esteve bem, a reduzir para 3-2 e a devolver as esperanças. O jogo estava quentinho no terreno de jogo, com Ramsey e Herrera a desentenderem-se, e fora dele, com Van Gaal a representar as simulações dos jogadores do Arsenal e a atirar-se para o chão. No campo, o United acabou por aguentar até final a pressão dos londrinos, que nunca demonstraram armas suficientes para chegar ao empate. As supostas limitações dos red devils, nomeadamente pela juventude de vários jogadores, foram a chave para a vitória, com Rashford, Varela e Lingard a serem dos melhores em campo. 

Que massacre dos spurs, de longe a melhor equipa da Premier League neste momento - Foram precisos 34 remates para dar a volta ao Swansea, mas o Tottenham lá conseguiu e continua a ser o perseguidor mais próximo do Leicester. A melhor defesa do campeonato foi surpreendida e permitiu que os galeses se adiantassem, por intermédio do reforço Paloschi, mas a partir daí só deu Tottenham. Uma demonstração de força impressionante dos londrinos, apesar da falta de eficácia. Só na segunda parte chegaram os golos da vitória, com Chadli a empatar e Rose a dar 3 pontos preciosos na luta pelo título. 

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