Marítimo novamente na final da Taça da Liga; Portimonense entrou melhor, contribuiu para o espectáculo, mas permitiu a reviravolta; Dyego Sousa e Edgar Costa estiveram em destaque

Marítimo 3-1 Portimonense (Edgar Costa 17', Bessa 31' e Baba 90'+4; Pires 4')

O Marítimo vai marcar presença pelo 2.º ano consecutivo na final da Taça da Liga, depois de bater o Portimonense, por 3-1. Os insulares, a jogar em casa, até começaram a meia-final praticamente a perder - excelente remate do veterano Pires - , mas consumaram a reviravolta (golos de Edgar Costa e Éder Bessa) ainda na 1.ª parte e ficam agora à espera do vencedor do duelo entre o Benfica e o Sp. Braga.

Duelo entre duas equipas que valorizaram a prova, com um belo espectáculo, recheado de oportunidades de golo. O Portimonense começou melhor, numa transição fez o 1-0 com um remate de Pires fora da área, mas o Marítimo, quase sempre pelo lado direito (João Diogo, adaptado a extremo esteve em evidência), foi explorando as debilidades defensivas dos algarvios e num curto espaço de tempo consumou a reviravolta, primeiro por Edgar Costa, que aproveitou uma falha de marcação de Pessoa e depois por Éder Bessa, que só teve de encostar, aproveitando uma assistência de Dyego Sousa. O Marítimo teve mais oportunidades no 1.º tempo mas o resultado não se alterou. Nos segundos 45 minutos, o Portimonense, principalmente na recta final, tentou de todas as maneiras chegar ao empate, mas foi o Marítimo, numa transição, já nos descontos, a ampliar, com Baba a só ter de encostar depois de um passe de Edgar Costa.

Marítimo - Não foi fácil, mas os insulares acabaram por confirmar o favoritismo, até pela diferença de escalão, e voltam a marcar presença na final, o que para o clube é uma meta importante, isto numa fase em que o elenco tem vindo a perder qualidade. Hoje os problemas e virtudes foram os habituais. A defesa, apesar da presença de Maurício, sofreu em demasia com o ataque do Portimonense, mas no ataque a intensidade de Edgar Costa a juntar à qualidade que Dyego Sousa oferece no centro - o brasileiro com a sua técnica individual, e maneira como liberta e joga bem com os apoios - é sempre a referência no momento com bola, fizeram a diferença; Sendo que na 1.ª parte Patrick e João Diogo, no corredor direito, criaram várias acções de desequilibrio. 

Portimonense - Os algarvios fizeram a proeza de se apurarem num grupo que contava com Sporting, Paços de Ferreira e Arouca, mas, apesar de se terem adiantado no marcador, cedo se percebeu que seria difícil continuar em prova. José Augusto, que não podia contar com Ewerton (expulso contra o Sporting B), acabou por apostar numa equipa extremamente ofensiva (Ryuki, Kanazaki, Fabrício, Pires e Fidelis) e deu-se mal, até porque a defesa não demonstra a estabilidade necessária para salvaguardar este risco. Ricardo Pessoa fica ligado ao primeiro golo do Marítimo, Jadson ao segundo, sendo que, por outro lado, Lumor, Marcel e Fabrício acabaram por ser as melhores unidades do conjunto visitante.

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