Juventus responde a recital do Bayern e mantém tudo em aberto

Juventus 2-2 Bayern Munique (Dybala 63', Sturaro 76'; Muller 43', Robben 55')

Tudo por decidir na Baviera, após Juventus e Bayern em Turim terem empatado a 2 golos. Num grande jogo de futebol, os Alemães foram superiores durante a primeira hora de jogo, empurrando os Italianos para perto da sua área, com uma excelente circulação e uma pressão asfixiante, fazendo com que a Vecchia Signora raras vezes chegasse perto da baliza de Neuer. O 0-2 chegou com naturalidade, mas após substituições acertadas de Allegri (o critério com bola de Hernanes, a presença no meio-campo de Sturaro e a capacidade física de Morata na frente mudaram o jogo) os locais melhoraram muito e conseguiram chegar ao empate.

O jogo começou com um domínio claro do Bayern, com os visitantes a terem sempre a bola no meio-campo adversário, o qual ia esperando atrás pelo erro dos Bávaros. Vidal, aos 3', foi o primeiro a testar Buffon, sendo que na primeira vez que a Juve passou o meio-campo criou perigo: mau passe de Vidal, com a bola a chegar a Dybala que faz um excelente cruzamento para Mandzukic, mas o Croata em boa posição atira por cima. Na resposta, os homens de Guardiola dispuseram de uma soberana oportunidade, com Lahm, em posição interior, a encontrar Lewandowski, com este a oferecer o golo a Muller que, a 5 metros da baliza, se desequilibra e não consegue marcar. O filme do jogo foi-se mantendo sempre semelhante, com 21 jogadores (à excepção de Neuer) a passar a maior parte do tempo no meio-campo da Vecchia Signora, que foi vendo como Buffon tirou o golo a Bernat (num tiro de pé direito) e segurou um cabeceamento de Lewandowski (o Polaco em boa posição podia ter colocado mais o disparo). Até que depois de tanto ataque (contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que os locais passaram do meio-campo no primeiro tempo) os visitantes chegaram à vantagem aos 43', altura em que um cruzamento largo da direita encontra Douglas Costa que ao segundo poste coloca no centro da área, tendo a bola desviado em Barzagli e sobrado para Muller, que desta feita não desperdiçou e fez o 1-0. Ao intervalo, Allegri trocou Marchisio por Hernanes, mas a Juve continuou subjugada à supremacia Alemã, mas curiosamente o segundo jogo chegaria numa transição, com Thiago a sair primorosamente com a bola jogável e a jogar em Lewandowski, que soltou em Robben, tendo o Holandês, no seu movimento clássico da direita para o meio, batido Buffon pela segunda vez. A eliminatória começava a encaminhar-se para o lado do Bayern, mas aos 62' Mandzukic aproveita um erro de Kimmich para assistir Dybala, que no duelo com Neuer consegue reduzir a desvantagem. O Juventus Stadium entusiasmou-se com o golo e aos 67' Mandzukic ganha uma série de ressaltos e solta em Cuadrado, que no entanto remata com pouca colocação e permite a defesa a Neuer. Logo a seguir, é Pogba quem procura o ângulo da baliza Bávara, mas a bola saiu um pouco desviada. A Juventus acreditava, Allegri colocou Morata para jogar em cunha com Mandzukic e, num lance de futebol directo, Mandzukic dá para Morata, que de cabeça coloca no meio da área onde surge Sturaro a fazer o empate. Até final, a Juventus tentou o terceiro golo (Pogba de cabeça esteve perto), sendo que o Bayern também teve algumas aproximações perigosas, mas o marcador não se alterou.

Juventus - Antes quebrar que torcer. O finalista da Champions foi vergado durante uma hora mas com uma grande meia-hora final (intensidade incrível do líder da Série A) não só empatou como forçou Guardiola a reforçar o sector defensivo. Cuadrado foi a unidade mais no 1.º tempo, mas na 2.ª parte a entrada de Hernanes a juntar a um Pogba mais solto mudou por completo o rumo do jogo, tendo Mandzukic com o seu poderio físico feito igualmente a diferença.

Bayern - Ficou a ideia que os bávaros podiam ter resolvido a eliminatória nesta 1.ª mão, o domínio na 1.ª parte foi absurdo (mais de 70% de posse de bola), um autêntico recital, e só uma prestação pouco positiva da dupla Lewandowski-Muller, que estiveram trapalhões nos momentos com bola, impediu um resultado mais expressivo nesta fase, depois, as fragilidades defensivas, a juntar à insuficiência física, equilibraram o jogo. A nível individual, Douglas Costa nos primeiros 45 minutos fartou-se de espalhar magia; Lahm (sempre a procurar as zonas interiores) ia desequilibrado com o seu poder de decisão, Thiago e Vidal também encheram o campo, mas no 2.º tempo foram notórias as dificuldades de Kimmich, e de todo o bloco defensivo do Bayern, principalmente ao nível físico.

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