Gil Vicente acertou duas vezes na barra mas é o FC Porto que está com pé e meio no Jamor; Neves desbloqueou, Suk estreou-se a marcar; Oliveira entrou e meteu a bola no ângulo; Brahimi jogou a 10

Gil Vicente 0-3 FC Porto (Rúben Neves 45'+2, Suk 59' e Sérgio Oliveira 69')

A dúvida é perceber quem é que acompanha os Dragões. O FC Porto, que este ano nem se tem dado bem frente a equipas da II Liga, carimbou praticamente o bilhete para o Jamor ao vencer em Barcelos, por 3-0, na 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. O Gil Vicente dividiu o jogo na 1.ª parte, acertou duas vezes na barra, e dispôs de algumas situações de finalização, quase sempre por Simy, mas bastou uma exibição q.b. dos dragões para que esta eliminatória correspondesse à teoria. Neves desbloqueou em cima do intervalo, Suk ampliou, aproveitando mais uma grande assistência de Layún, tendo Sérgio Oliveira, com um belo livre, na 1.ª vez que tocou na bola (tinha acabado de substituir Brahimi) fechado o marcador, num encontro em que Peseiro poupou elementos como Aboubakar, André, Herrera e Corona, tendo promovido a estreia a titular de Marega.

A partida teve um início morno e equilibrado, com o FC Porto a tentar assumir o domínio e o Gil a tentar explorar o contra-ataque, especialmente através de Vágner. Os portistas iam denotando dificuldades para criar ocasiões de golo, não conseguindo imprimir dinâmica e velocidade. No entanto, a primeira jogada de perigo pertenceu a Suk, que não conseguiu corresponder a um cruzamento de Maxi Pereira, mas a primeira verdadeira oportunidade pertenceu aos gilistas, com Vítor Gonçalves a acertar na barra após um grande remate. Esse lance acordou os dragões, que finalmente conseguiram acercar-se da área do Gil e estiveram perto do golo em 4 ocasiões. Primeiro foi Marega a cabecear por cima (podia ter feito um pouco melhor), tendo minutos depois ninguém aparecido para finalizar uma boa jogada de Varela. Suk pôs à prova Serginho na resposta a um canto e depois foi novamente Marega a não aproveitar uma bola perdida na pequena área (Cadú opôs-se bem). Pelo meio Simy também esteve perto de marcar. No entanto, o golo viria mesmo a surgir em cima do intervalo. Canto do lado esquerdo, com a bola a sobrar para a entrada da área e Rúben Neves a disparar para o fundo das redes. A segunda parte começou com uma grande oportunidade para os homens da casa, com Renan a cabecear e a bola ainda a bater na trave. Simy também esteve perto de marcar. No entanto, foram os dragões a chegar novamente ao golo, com Layún a cruzar (é provavelmente o jogador do nosso campeonato mais forte neste capítulo) e Suk a não perdoar. O golo sentenciou a partida, com os azuis e brancos a assumirem o controlo total do encontro. Varela testou Serginho, mas foi no minuto 70 que surgiu um dos momentos do encontro, com Sérgio Oliveira (que tinha acabado de entrar) a fazer um golaço na cobrança de um livre (Bruno Silva foi expulso no lance). Até ao final, destaque para as lesões de Layún e Suk, assim como para mais duas belas intervenções de Serginho, a remates de Marega e Sérgio Oliveira.

Gil Vicente - Excelente 1.ª parte, o conjunto de Nandinho foi competente na pressão e perigoso nas transições, tendo tido em Simy sempre uma boa referência no momento em que a equipa tinha bola. Faltou nesta fase um melhor aproveitamento dos lances ofensivos - Simy não aproveitou o que criou, e a barra também não ajudou. Depois com o golo de Neves, em cima do intervalo, tudo mudou. Os gilistas, com naturalidade, em inferioridade no marcador e depois ao nível numérico, acabaram por vacilar perante a superioridade do adversário. A nível individual, Simy foi sempre uma dor de cabeça para a defesa portista, mas depois a técnica não ajudou; Os extremos Avto e Vagner estiveram igualmente em destaque no 1.º tempo.

FC Porto - Peseiro promoveu algumas alterações no 11, pela 1.ª vez teve só 2 médios de origem - Danilo e Neves - com Brahimi (que não esteve particularmente bem) a assumir uma função de 10, tendo renovado igualmente o ataque ao apostar em Marega, Varela e Suk, e os portistas mesmo sem deslumbrar cumpriram e até podem utilizar a 2.ª mão para rodar a equipa. Num daqueles jogos para marcar pontos, devido à presença de vários elementos que por norma não são titulares, nota para a boa exibição de Neves, claramente acima do que tem feito nos últimos tempos; Marega, na estreia, foi o mais interventivo no ataque, apesar de não ter estado particularmente feliz na definição; e Varela somou alguns bons lances; mas voltaram a ser os assíduos os principais destaques, com Danilo a encher o campo e Layún a fazer a diferença no momento ofensivo.

Etiquetas: , ,