FC Porto nem ofereceu resistência ao Dortmund

FC Porto 0-1 Dortmund (Casillas 23' p.b.)

Um FC Porto demasiado conformado voltou a perder com o Dortmund, ficando assim fora da Liga Europa. Os dragões, até tiveram 4 boas oportunidades para chegar ao golo, por intermédio de Evandro, Varela, Aboubakar e Brahimi, mas desde o 1.º minuto que demonstraram que já pouco acreditavam na passagem, tendo apresentado um futebol resignado, sem chama, com o próprio Peseiro a ter opções, em relação ao 11 e maneira como cedo tirou Aboubakar, que evidenciaram alguma descrença em relação a esta 2.ª mão. Danilo, com mais uma super-exibição, voltou a ser a excepção, num 11 que teve novamente Layún a central, e contou com Neves e Evandro no meio campo e Varela e Marega a fazer companhia a Aboubakar na frente; No Borussia, que com a apatia do jogo até poupou alguns elementos e praticamente fez um treino na 2.ª parte, tal foi a maneira descansada como tudo se desenrolou, Mkhitaryan, à semelhança da 1.ª mão, fez novamente a diferença, com várias acções de grande nível, sendo que uma delas resultou no golo.

Quando à partida, ambos os conjuntos entraram a pressionar alto, embora com o Borussia a ter mais posse de bola, mas numa 1.ª fase os lances perto da baliza foram escassos. No entanto, aos 23’ surge o golo da formação germânica, após uma transição rápida (o ponto forte e o ponto fraco dos dois conjuntos, respectivamente). Gundogan abre na direita em Mkhitaryan, que cruza para uma remate de primeira de Reus, com Casillas a fazer uma grande defesa, mas Aubameyang (em fora-de-jogo) a marcar na recarga em conjunto com a barra e o guardião espanhol (o golo foi-lhe mesmo atribuído). Os dragões sentiram o golo, passando o Borussia a estar mais confortável no jogo e controlando os acontecimentos. A reacção dos azuis e brancos surgiu já perto do intervalo e logo em duas ocasiões: primeiro foi Evandro, após excelente jogada individual, a rematar perto do poste e depois foi Varela (com o ombro) a obrigar Burki a uma enorme defesa. O segundo tempo começou com um ritmo morno, com um Borussia já em gestão, mas foi o Porto a estar perto do golo, com Aboubakar a rematar de calcanhar à figura de Burki. Foi a última intervenção do camaronês no desafio, que foi substituído pouco depois por Suk, tendo Peseiro posteriormente lançado Brahimi e Herrera para os lugares de Varela e Evandro. Burki volou a brilhar ao fazer uma bela mancha perante Suk (que aproveitou um erro defensivo dos visitantes), enquanto que do outro lado Casillas defendeu com os pés (belos reflexos) um cruzamento que sofreu um desvio. Mas apesar destes lances, que foram quase um oásis num 2.º tempo sem grande história, a eliminatória já estava resolvida e a equipa alemã jogava em ritmo de passeio e só perto do fim surgiram duas das grandes oportunidades em todo o jogo. Primeiro foi Brahimi, dentro da área e após jogada de insistência de Suk, a rematar à barra e depois foi Mkhitaryan a disparar ao poste, depois de uma grande iniciativa individual de Aubameyang. No entanto o resultado não se alterou e o Borussia Dortmund confirmou a vitória e o apuramento.

FC Porto - Postura resignada. Os dragões até entraram bem, apostados em recuperar a bola em zona alta, mas o golo de Dortmund depressa acabou com o jogo, de tal maneira que o conjunto azul e branco passou a permitir longas trocas de bola do Dortmund, até no próprio meio campo (a pressão foi nula). Danilo Pereira foi a única nota positiva do encontro, sempre ligado à corrente, inclusive ganhando duelos em velocidade a Aubameyang. Na defesa, a dupla de centrais deu conta do recado, mas os laterais evidenciaram debilidades. Maxi está esgotado nesta fase da época, já Ángel sofreu com Mkhitaryan e acrescentou pouco ofensivamente. Rúben Neves também continua em má fase, assim como Marega que voltou a fazer tudo mal. Aboubakar foi presa fácil para a defensiva germânica (Suk deu outra dinâmica quando entrou) e Varela foi pouco influente, tal como Brahimi, que apenas entrou aos 66’.

Borussia Dortmund - Aquela que é muito provavelmente a equipa mais forte em prova (veremos se Tuchel se foca a 100% nesta Liga Europa, pois tem aqui uma bela oportunidade para alcançar um título) teve quase um Jogo-treino no Dragão, sendo que até a meio gás criou várias oportunidades de golo. A circulação de bola voltou a roçar o perfeito (dedo do treinador), e a objectividade no último terço facilmente criou o caos na defensiva azul-e-branca. Mkhitaryan voltou a estar um nível acima de todos os outros em campo, apresentando inteligência na forma como serviu Reus no primeiro golo, qualidade técnica sempre que fazia movimentos interiores e até predisposição para ajudar no momento defensivo. Weigl mandou a meio campo, sempre sereno com bola e com um posicionamento excecional, assim como Bender que limpou tudo na defesa. De resto nota para Bürki que mostrou novamente a sua qualidade, principalmente numa parada fantástica a um cabeceamento de Silvestre Varela.

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