FC Porto em desvantagem; Dragões só se limitaram a tentar não dar espaço ao Dortmund mas 2 erros defensivos deitaram tudo a perder; Peseiro colocou Layún a central e Varela a lateral, Oliveira foi titular no meio campo; Suk desperdiçou o 1-2 perto dos 90

Dortmund 2-0 FC Porto (Piszczek 6' e Reus 71')

Um FC Porto muito remendado na defesa perdeu em Dortmund (2-0), resultado que complica as possibilidades de passagem à próxima fase da Liga Europa. Sem Marcano, Maxi e Danilo o treinador portista teve de colocar Varela a lateral direito, Layún a central, Angél na esquerda e Sérgio Oliveira no meio campo, e para complicar ainda mais os dragões entraram no jogo praticamente a perder, com Piszczek a aproveitar a apatia dos portugueses num lance de bola parada. Mesmo assim a estratégia de Peseiro (os portistas quase não atacaram), em não dar espaço ao conjunto alemão, resultou durante 70 minutos, fase em que novo erro defensivo, agravou a desvantagem na eliminatória. Casillas, na estreia, nesta espécie de II Liga europeia, voltou a realizar uma excelente exibição; Na defesa, Layún e Indi cumpriram, mas o ataque nunca conseguiu ter bola; No Dortmund, que não apresentou o caudal ofensivo que se previa (também não teve espaço para isso), Mkhitaryan, com duas assistências, fez a diferença.

O encontro até começou com o FC Porto a conquistar um canto no 1.º minuto, mas desde cedo o Borussia assumiu o controlo. A formação germânica chegou à vantagem na sequência de um canto curto (desatenção da defesa portista), com Casillas a anular a primeira tentativa de Piszczek, mas impotente perante a recarga do polaco. A equipa da casa ia tendo o domínio do jogo, explorando o corredor esquerdo (aproveitando a adaptação de Varela na lateral, com Marega muitas vezes a desleixar-se no apoio), enquanto que os dragões tinham dificuldades em sair do seu meio campo (o primeiro passe da transição raramente saiu). Kagawa esteve perto de marcar, mas o seu remate em zona frontal saiu ao lado, enquanto que na resposta Sérgio Oliveira concluiu o melhor lance do Porto no primeiro tempo com um remate à figura de Bürki. Até ao descanso, o jogo continuou na mesma senda, embora o Borussia não tenha conseguido criar oportunidades de golo, com mérito para os azuis e brancos, que se mantiveram organizados e conseguindo evitar que os germânicos conseguissem acelerar o ritmo de jogo. O segundo tempo trouxe a mesma toada, com o BVB a ter mais bola e iniciativa. Peseiro foi o primeiro a mexer, lançando André André para o lugar de Brahimi, tentando dar mais coesão ao meio campo. Os homens da casa voltaram a criar perigo numa bela jogada, onde Kagawa e Reus finalizaram muito mal. Quando o encontro parecia estar seguro para o lado dos azuis e brancos, eis que surge o 2-0. Jogada rápida entre Kagawa e Mkhitaryan, com este a servir Reus para rematar para o fundo das redes (a bola ainda desviou em Martins Indi). A pressão dos alemães intensificou-se um pouco mais e estiveram perto do terceiro em duas ocasiões: primeiro foi Kagawa a testar Casillas e depois foi Mkhitaryan, que com um cabeceamenteo fantástico levou a bola a bater no poste. Já no minuto 89, a melhor oportunidade dos portistas em toda a partida, com Suk, após um lance algo confuso, a ganhar espaço na área para rematar, mas a não conseguir ultrapassar Bürki, que se opôs com uma bela mancha. No entanto, o 2-0 não se alterou, resultado esse que espelha bem o que se passou durante os 90 minutos.

Dortmund - Partida totalmente dominada pelo conjunto de Tuche. Os germânicos controlaram a circulação de bola como quiseram, não se inibindo no entanto de levar perigo à baliza de Casillas sempre que aceleravam. Para isso apareciam Mkhitaryan e Kagawa, sempre objetivos e perigosos, que foram os mais inconformados da equipa. Reus marcou, mas não fez um grande jogo, tal como Aubameyang que não esteve nos seus dias. Já a defesa dominou a sua zona de ação e ainda deu cartas na frente (a equipa esteve várias vezes instalada no meio campo azul-e-branco). Por fim, destaque para a exibição de Weigl, que raramente falhou um passe e ainda demonstrou serenidade na condição de bola.

FC Porto - Exibição cinzenta do conjunto portista que preocupou-se exclusivamente em não se descompensar defensivamente abdicando por completo de atacar (como mostra o pobre registo de apenas 2 remates efetuados) e que complica a eliminatória, apesar de, considerando o contexto, o resultado não ser totalmente negativo, sendo certo que no Dragão os azuis e brancos vão ter de dar mais espaço para a perigosa transição do Dortmund. Peseiro promoveu muitas alterações no 11 em virtude da lesão de Marcano e dos castigos de Maxi e Danilo, mas não se deu bem com a superioridade clara do conjunto germânico, que podia ter vencido por mais. Ainda assim, Varela acabou por dar uma boa resposta jogando a lateral direito, assim como Sérgio Oliveira que tentou oferecer alguma verticalidade ao jogo do FC Porto de quando em vez. Brahimi quase não conseguiu ter bola. Herrera também passou ao lado do encontro, na frente Marega foi quase sempre trapalhão e Aboubakar raramente ganhou no duelo com os centrais.

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