Atlético nem contra 10; City verga Kiev apesar da boa entrada de Veloso; Yaya deu justiça ao resultado com um golaço

Atlético deixou tudo para resolver no Calderón, mas um 0-0 é sempre perigoso. A equipa de Simeone na primeira parte nunca assumiu o jogo (mais por estratégia do que por incapacidade) e só depois da expulsão de Pereiro, já na segunda parte, é que conseguiu superiorizar-se e encostar o PSV, embora tenham ficado patentes as debilidades na organização ofensiva. Os holandeses deram boa réplica no meio campo, mas só chegaram com perigo à baliza de Oblak numa ocasião (as melhores oportunidades foram dos espanhóis). No final, o resultado aceita-se e premeia o espírito de sacrifício e a organização colectiva do conjunto da casa.

Foi competitivo mas pouco espectacular o encontro da primeira mão entre PSV Eindhoven e Atlético de Madrid. Tudo vai ser decidido no Calderón, e não podia ser de outra forma, já que este jogo teve poucas oportunidades de parte a parte. Os espanhóis entraram bem e quase marcaram após uma boa desmarcação de Vietto (Bruma evitou quase em cima da linha de golo), mas os minutos seguintes trouxeram uma excelente reacção da equipa da casa. Sem a sua principal referência ofensiva, Luuk de Jong, Cocu apostou na mobilidade de Locadia e o avançado deu trabalho à defensiva contrária. As subidas de Árias e Willems e os movimentos de Pröpper permitiram colocar o Atlético em sentido, e foi mesmo o médio a ter uma grande oportunidade nos pés. No entanto, Oblak evitou o golo. Na resposta, Griezmann ganhou espaço e, em boa posição, atirou para uma excelente mancha de Zoet. O início de segundo tempo foi algo atabalhoado, sem que nenhum conjunto assumisse as rédeas. Mas uma infantilidade de Gastón Pereiro, que viu dois amarelos em poucos minutos, inferiorizou o PSV e facilitou a procura do golo ao Atlético. Com Koke e Gabi mais dispostos para missões ofensivas e Filipe Luís a dar maior profundidade pela esquerda, os colchoneros rondaram até final a área holandesa, mas sem conseguir criar nenhuma oportunidade claríssima. Mesmo com Óliver, Griezmann e Correa em campo, a equipa limitou-se a circular a bola por fora do bloco contrário e faltaram soluções para conseguir outro resultado. Já o emblema de Eindhoven, que teve em Bruma uma das melhores exibições, acaba por sair satisfeito da partida e com esperanças de superar a eliminatória.

Os Citizens, que dominaram por completo a 1.ª parte, até podiam ter conseguido um resultado mais expressivo; Campeão ucraniano, além da menor qualidade, acusou a falta de competição devido à paragem no campeonato, mesmo assim equilibrou no 2.º tempo, muito por culpa de Veloso, que entrou aos 30 para o lugar de Garmash - Eliminatória praticamente resolvida. O Man City, que vinha de 3 derrotas consecutivas, foi a Kiev bater o Dynamo por 3-1 e está com pé e meio nos quartos-de-final. Os ingleses chegaram à vantagem aos 15' por intermédio de Aguero, que na sequência de um canto, aproveitou uma assistência de Yaya para fuzilar Shovkovskiy. E em cima do intervalo, numa excelente jogada, ampliaram por Silva. O Kiev ainda conseguiu reduzir por Buyalskiy, mas em cima dos 90, depois do City ter desperdiçado algumas oportunidades, Yaya, com um remate incrível de pé esquerdo fez o resultado final. Nota para a excelente pressão do City na 1.ª parte, que sufocou quase por completo os anfitriões; Num jogo em que a nível individual teve um Fernandinho em grande (o brasileiro encheu o campo). Yaya e Aguero também conseguiram fazer a diferença, mas Silva continua demasiado apático (sem a intensidade de jogo de Kevin de Bruyne, e com uma reacção quase nula ao momento sem bola); Fernando no meio campo também foi decisivo na boa pressão dos Citizens. Na equipa da casa, Yarmolenko foi quase sempre precipitado nas suas acções, melhor esteve Miguel Veloso, que acrescentou o critério com bola que faltava ao futebol do Kiev e esteve nos melhores lances do conjunto de Rebrov (mesmo defensivamente foi competente), sendo que a sua entrada permitiu dar outro equilíbrio à partida. 

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