Benfica em vantagem; Jonas desbloqueou autocarro do Zenit nos descontos; Lindelof em bom plano nas águias; Conjunto de Villas-Boas praticamente não atacou; Almeida e Jardel falham 2.ª mão

Benfica 1-0 Zenit (Jonas 90'+1)

Melhor era quase impossível. O Benfica garantiu vantagem na 1.ª mão dos oitavos-de-final da Champions ao bater o Zenit com um golo de Jonas já nos descontos. Um resultado extremamente positivo, ainda para mais depois de um encontro em que as águias, apesar de terem tido quase sempre a iniciativa, pouco conseguiram desequilibrar (a 1.ª e melhor oportunidade só apareceu no minuto 69) perante um conjunto de Villas-Boas que só se limitou a defender. Pela negativa, os amarelos a Jardel e André Almeida, que impede os 2 defesas de marcar presença no encontro de São Petersburgo.

No que diz respeito à partida, teve um início morno (ambos os conjuntos algo receosos), com o Benfica a jogar mais em ataque organizado e o Zenit a tentar explorar as situações de contra-ataque (aproveitando as falhas de posicionamento e as perdas de bola dos encarnados). Teve que se esperar até ao minuto 18 para aparecer a primeira jogada de perigo, mas Pizzi, depois de uma bela jogada das águias, fez um autêntico passe a Lodygin, quando se encontrava em excelente posição. O jogo continuou na mesma toada, com o Benfica a ter mais iniciativa e mais bola, mas, à excepção de um remate de fora da área ao lado de Jonas (ainda desviou num defesa) e uma bomba de Hulk ao lado (na cobrança de um livre), nenhuma das formações conseguiu criar reais chances de golo e o nulo manteve-se até ao intervalo. O segundo tempo trouxe mais do mesmo, mas até foram os visitantes os primeiros a criar perigo, com Witsel (ninguém se opôs) a obrigar Júlio César a uma defesa difícil. Perante essa melhoria do Zenit, Rui Vitória lançou Raúl Jiménez na partida (para o lugar de Mitroglou), tentando dar mais mobilidade ao ataque encarnado e a verdade é que o mexicano mexeu com o jogo. No minuto 69 surgiu a grande oportunidade até à altura, com Jonas a amortecer para Gaitán que, depois de tirar um adversário do caminho, disparou para grande parada de Lodygin. Carcela entrou para o lugar de Pizzi e pouco depois nova ocasião para a formação portuguesa, com Lindelof a ganhar nas alturas e a Jardel a rematar ao lado (estava muito pressionado). Até ao fim, o Benfica carregou e conseguiu mesmo ser feliz já no minuto 90. Livre de Gaitán (Criscito foi expulso no lance) e Jonas a cabecear para o fundo das redes. Já perto do fim, Samaris ainda testou Lodygin com um remate de fora da área, mas o resultado ficou mesmo em 1-0.

Benfica - Os 2 objectivos foram alcançados: vitória e não sofrer golos; O futebol não foi o melhor - alguma inércia no momento ofensivo, com Gaitán e Pizzi a denotarem algumas dificuldades em desequilibrar - apesar de só o conjunto encarnado ter tentado chegar ao triunfo, mas a equipa esteve à altura defensivamente (boa resposta na transição), e conseguiu dar uma boa resposta à exigência táctica da partida. Jonas acabou por ser decisivo neste capítulo, pela maneira como se esforçou no momento defensivo, tentando sempre equilibrar a equipa no meio campo, tendo tido o prémio no fim, ao marcar o golo da vitória. Renato Sanches também voltou a dar uma grande resposta, tendo impressionado pela maior maturidade na reacção aos momentos de jogo; Tal como o central Lindelof, que ganhou todos os duelos em que participou e ainda se envolveu no ataque; Os laterais Eliseu e Almeida, também cumpriram defensivamente; Já Samaris pareceu novamente desligado do jogo, falhando tecnicamente em vários lances; Na frente Mitroglou voltou a acrescentar pouco quando é solicitado fora da área.

Zenit - Postura esperada, com a equipa a demonstrar sempre uma preocupação em não se desequilibrar defensivamente, tendo sempre a maior parte das unidades atrás da linha da bola, mas desta vez as transições ofensivas não resultaram, o que se pode explicar pela falta de ritmo competitivo. O campeão russo pouco ou nada atacou, Hulk, que costuma ser uma "besta negra" para as águias, esteve lento, algo preso, e apenas Danny a espaços, conseguiu criar algumas situações de desequilibrio, sendo certo que quando as criou o efeito foi nulo já que a linha de passe que tinha estava quase em cima de Lodygin, tal foi a estratégia defensiva de Villas-Boas. Mas é certo que o Zenit, que também não poderá contar com Criscito e Javi Garcia, vai ser mais forte na 2.ª mão. Pela necessidade de ter de vencer e principalmente pelo ritmo que irá adquirir até Março.

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