Ronaldo destrói muralha da Roma; Jesé sentenciou; Velocidade de Salah ainda incomodou mas a eliminatória está decidida; Draxler também mete o Wolfsburgo com um pé e meio nos quartos-de-final

Imagem: Daily Mail
Ontem, um jornalista questionou Ronaldo sobre o facto de não marcar desde 29 de Novembro do ano passado. Hoje, o português deu a resposta e garantiu uma vantagem preciosa para o Real, que fez um jogo muito pobre em termos ofensivos (não fez nenhum remate à baliza no primeiro tempo, algo que não acontecia desde Maio de 2011). A equipa de Zidane mostrou pouca criatividade e não teve soluções para ultrapassar a muralha defensiva da Roma, mas a turma de Spaletti também se limitou a defender e a ter fé em Salah. 

O Real Madrid venceu por 2-0 no Olímpico de Roma e praticamente garantiu a passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Perante um adversário que se apresentou com um bloco extremamente recuado, a equipa de Zidane teve de contar com a inspiração de Ronaldo, já que o colectivo não mostrou criatividade suficiente para chegar ao golo. O português, que não marcava desde 29 de Novembro num jogo fora de casa, disparou uma bomba após um grande movimento e desbloqueou o encontro (chegou aos 92 golos em competições europeias, contra os 83 de Messi), tendo Jesé, já perto do fim, fechado as contas do encontro.

Os espanhóis tiveram muitas dificuldades para contrariar a organização defensiva da Roma, que se apresentou com um meio campo muito pressionante com a missão de condicionar o ataque do Real. E a verdade é que conseguiu, tendo a única oportunidade sido um remate de Marcelo que passou perto da baliza. Isco esteve apagado e James também não conseguiu desequilibrar, sendo clara a falta de ligação entre o meio campo e o ataque. Os italianos tentaram esticar o jogo através de Salah, mas o egípcio, apesar de algumas arrancadas, nunca conseguiu causar grande perigo, muito por culpa de uma excelente exibição de Varane, que realizou vários cortes providenciais. Na segunda parte, a turma de Spalletti subiu no terreno e acabou por incomodar Navas (El Shaarawy esteve perto do golo, Dzeko, que foi suplente, também quase marcou), mas sofreu as consequências por ter deixado mais espaços para os atacantes contrários e isso acabou por ser fatal.

Gent esteve morto mas renasceu; Wolfsburgo confirmou o favoritismo com uma grande exibição de Draxler - Foi por isto que os Lobos o escolheram como substituto de Kevin de Bruyne. Julian Draxler colocou a sua equipa com um pé e meio nos quartos-de-final, tendo feito 2 dos 3 golos da vitória por 3-2 no terreno do Gent. O médio alemão marcou o primeiro no final da primeira parte (assistência de Vieirinha), carimbando a superioridade do Wolfsburgo. Já na etapa complementar, o jovem marcou mais um belo golo e Max Kruse aumentou a vantagem, finalizando uma excelente jogada de ataque. Se o jogo terminasse com 3-0, o Gent estaria condenado, mas os belgas ainda reagiram na parte final e têm uma ténue esperança de apuramento. Kums reduziu para 3-1 e Coulibaly, em cima dos 90, tornou o resultado menos pesado para a equipa da casa.

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