À atenção do Sp. Braga: Sion

Se há clube português que é favorito neste mata-mata das competições europeias é o Sp. Braga. Os gverreiros, única equipa nacional ainda em todas as frentes, são mais fortes a todos os níveis, colectivo, individual, e tem pela frente um opositor que neste momento é apenas o 6.º classificado do campeonato suíço e que nos últimos 2 meses só realizou 1 jogo oficial. Mesmo assim não se pode ignorar que este Sion vem de uma fase de grupos da Liga Europa muito positiva, como comprova o 2.º lugar apenas a 1 ponto do Liverpool e à frente de equipas como o Bordéus e Rubin Kazan, sendo que o conjunto de Didier Tholot cometeu a proeza de não perder frente ao Liverpool nos 2 jogos que efectuou.

11 base: Vannis; Zverotic, Lacroix, Ziegler, Modou; Salatic, Edimilson Fernandes, Kouassi; Assifuah, Carlitos e Konate.
Sistema tático: 4-2-3-1. Ou variantes do mesmo. Em processo defensivo, é recorrente que extremos recuem para linhas próximas dos médios formando uma espécie de 4-1-4-1, apenas com um pivot defensivo à frente da defesa. Em organização ofensiva, um dos médios (Edi Fernandes) chega bem à área formando uma linha ofensiva com os extremos, género 4-2-3-1. No entanto, o mais normal é a formação de um triângulo 1+2 a meio campo, com Salatic claramente como médio mais recuado.


Ponto forte: Organização defensiva. Bons registos defensivos na Liga suíça e na Liga Europa, que não são resultado do acaso. A boa compreensão dos extremos que estão sempre prontos para juntar aos médios fortalecendo o miolo e o comportamento dos defesas (seja em linha de 4 ou de 3 quando um lateral sai à zona da bola e o outro fecha mais dentro) são algumas das razões para esse sucesso.



Ponto fraco: Falta de apoios ofensivos. É recorrente que o avançado se encontre quase numa ilha, com vários adversários para ultrapassar. Os médios também pouco apoio dão, apesar de Edi Fernandes até chegar com facilidade à área, geralmente por ações de transporte de bola.



Jogador sensação: Moussa Konate. Avançado que não sendo muito alto (1,81m) nem muito forte fisicamente (pouco mais de 70kg) é fortíssimo a receber e finalizar bolas longas. Contra si tem o facto de não ser forte quando visto em posse ou o facto de não ser uma forte ameaça no jogo aéreo. Carlitos é outro dos bons nomes desta equipa, sendo, de longe, o principal dinamizador, e porventura, o maior responsável pelo apuramento da turma suíça.


video

Modelo de jogo: Forçar o desequilíbrio pelas alas. A saída de bola, fora as vezes em que o médio da posição 6 vem buscar bola, é sempre direcionada para as alas, mesmo quando essa não é a melhor solução. Em organização ofensiva é recorrente vermos lateral e extremo bem abertos, fermentando a capacidade de ganhar a linha, ou a qualquer momento recorrer a movimentos interior.



Em suma, uma equipa que tem pouca bola - quase só vê jogar - mas que nas situações de transição, com o português Carlitos em destaque, tenta desequilibrar e que até ao momento tem tido um excelente aproveitamento das oportunidades que cria.

Fábio Teixeira

Etiquetas: