Super-Jonas deixa tudo na mesma; Benfica (de longe o melhor ataque da Liga) confirma melhor fase da época; Nacional em crise; Carcela, Jiménez e Almeida destacaram-se nas assistências; Mitroglou facturou; Sanches evidenciou-se nas perdas de bola; Soares e Zainadine foram os melhores dos insulares

Nacional 1-4 Benfica (Soares 50'; Jonas 23', 57', 63' e Mitroglou 89')

Nona vitória do Benfica nos últimos 10 jogos para a Liga. As águias, com um super-Jonas, já leva 18 golos no campeonato, superiorizaram-se ao Nacional e deixaram tudo na mesma no topo da tabela. Numa partida, que teve de ser disputada em 2 dias devido ao nevoeiro, o campeão nacional com uma entrada forte adiantou-se cedo no marcador e reagiu da melhor maneira ao golo do empate, tendo Jonas nos espaço de 6 minutos consumado o hattrick e resolvido o jogo; Já o Nacional, que somou o 6.º encontro sem vencer e vai terminar a 1.ª volta num modesto 14.º lugar, foi acumulando erros na defesa e no ataque acabou por ser ineficaz. Soares deu muita luta, marcou 1 golo caricato, mas também desperdiçou duas excelentes oportunidades; Nos encarnados, Carcela voltou a marcar pontos com várias acções de bom nível e uma assistência; Jiménez e André Almeida também participaram nos golos, Mitroglou entrou e marcou; Já Renato Sanches teve uma partida para esquecer, com várias perdas de bola, tanto ao nível no passe como nas acções individuais.

No que diz respeito ao encontro, Rui Vitória apostou no mesmo 11 da jornada anterior e a primeira parte teve duas fases diferentes, com os primeiros 7 minutos e meio disputados ontem e sob forte nevoeiro a terem poucos ou nenhuns motivos de interesse. No entanto, o reatamento foi feito a todo o gás e, após o canto em que o jogo foi interrompido, o Benfica dispôs de uma grande oportunidade para marcar, mas Carcela, servido por Pizzi, permitiu a defesa a Rui Silva quando seguia isolado. Os encarnados entraram fortes, explorando o corredor esquerdo, e iam acumulado oportunidades de golo. Lisandro cabeceou à figura do guardião da casa quando estava em boa posição e depois foi Jonas a falhar à boca da baliza após bela jogada de Renato Sanches. No entanto, o golo viria mesmo a surgir pouco depois. Óptimo cruzamento de Carcela (mais uma vez do lado esquerdo) e desta vez Jonas a cabecear fora do alcance de Rui Silva, num belo gesto técnico. O Nacional reagiu ao tento sofrido e por duas vezes esteve perto de igualar o marcador. Soares, num remate fora da área, pôs à prova Júlio César e na sequência do canto, de novo o avançado brasileiro desta vez a cabecear por cima quando estava livre de marcação. O jogo estava vivo e disputado (embora o relvado não ajudasse em nada a tarefa dos jogadores), mas até ao final do primeiro tempo não houve mais ocasiões de golo. A segunda parte começou com o mesmo ritmo e intensidade, e com os homens da casa a chegarem ao empate. Erro incrível da dupla de centrais do Benfica, que não conseguiram tirar a bola da zona de perigo, e Soares a rematar enrolado e Júlio César a não conseguir evitar o golo (a bola ultrapassou a linha de baliza). No entanto, a igualdade foi sol de pouca dura, com os encarnados a chegarem novamente à vantagem minutos depois. Mais um lance pela esquerda numa desatenção da defesa insular, com Raúl Jiménez a cruzar para Jonas, que de primeira não perdoou. No minuto 63, a estocada final, com Jonas a completar o hat-trick, num bom golpe de cabeça após cruzamento de André Almeida. Esse golo colocou uma “pedra” sobre a questão do vencedor da partida, até porque Soares ficou inferiorizado fisicamente (Manuel Machado já tinha realizado as 3 substituições e o avançado foi obrigado a ficar em campo lesionado), que até ao momento tinha sido o melhor da equipa. Fejsa ainda foi a tempo de estragar a sua excelente exibição oferecendo a bola a Soares, mas a verdade é que o brasileiro finalizou muito mal (claramente prejudicado pela lesão). Quem voltou a marcar foram os visitantes, já perto do final, com Mitroglou a finalizar uma jogada rápida com um remate cruzado e a fechar o resultado.

Nacional - O conjunto insular entrou a dormir - muito apatia nos primeiros 25 minutos - ainda conseguiu reagir no principio da 2.ª parte, mas as fragilidades defensivas acabaram por ser fatais. Zainadine, dos melhores centrais da Liga, ainda foi uma espécie de bombeiro na defesa, Soares deu muita luta na frente, mas houve sempre muita inércia perante um adversário que foi claramente superior. Manuel Machado também não foi feliz no 11 (desprotegeu demasiado o flanco direito) e nas substituições, esgotou as mesmas ainda antes dos 60 minutos e depois foi forçado a terminar a partida com 10,5 jogadores devido à lesão de Soares.

Benfica - Melhor fase da época (9 vitórias e 1 empate nos últimos 10 jogos), melhor ataque do campeonato (45 golos, contra 36 do FC Porto e 35 do Sporting) e a sensação que a equipa, além de estar mais confiante (reage melhor às adversidades), está a conseguir superiorizar-se com mais facilidade, como acontecia no passado. Neste capítulo, a capacidade de desequilibrio de Carcela e a maneira como Fejsa se está a impor no meio campo (muitas recuperações de bola, apesar de por pouco não ter estragado a pintura com um mau passe perto do fim) tem sido importante. Mas este triunfo resume-se essencialmente à qualidade de Jonas, que consolidou o estatuto de melhor marcador da Liga com um hattrick, num jogo em que até falhou um golo cantado mas voltou a fazer a diferença, não só pelos golos, mas igualmente pela sua qualidade técnica e movimentações; Do outro lado da balança, esteve Renato Sanches, que realizou um jogo para esquecer, com uma quantidade absurda de perdas de bola e a dupla de centrais encarnada, que teve muitas dificuldades frente a Soares e praticamente ofereceu o golo ao brasileiro.

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