Sporting eliminado, Portimonense faz história na Taça da Liga; Zeegelaar marcou, Jug cumpriu na estreia a titular, Esgaio jogou a médio defensivo, Mané e Schelotto agitaram o 2.º tempo depois de uma primeira parte muito pobre

O Portimonense fez história na Taça da Liga, tornando-se na primeira equipa da segunda divisão a chegar às meias-finais. E de forma inteiramente justa, diga-se, pois os algarvios conseguiram vencer os três adversários da primeiro escalão. Um feito incrível de José Augusto e seus pupilos, muitos deles com talento para mais. Em Arouca, o triunfo do Sporting por 1-0, com um golo de Marvin já na parte final, foi insuficiente para os leões seguirem em frente. Com Esgaio a actuar como médio defensivo e Azbe Jug a dar uma boa resposta na baliza, foi a irreverência de Mané e a profundidade dada por Schelotto na segunda parte que deram os 3 pontos pouco saborosos à turma verde e branca, depois de uma primeira parte paupérrima. Já na Mata Real, o Portimonense, que até esteve a perder por 2-0, deu uma demonstração de força e conseguiu a reviravolta, vencendo por 3-2 e fazendo o pleno no grupo. 

Não vai ficar guardado este encontro entre Arouca e Sporting. Num relvado em mau estado e com as equipas praticamente afastadas da prova, assistiu-se a um péssimo espectáculo na primeira parte. O Sporting, a jogar com uma equipa B, nunca mostrou entendimento do meio campo para a frente e teve um Paulo Oliveira muito trapalhão no sector defensivo, oferecendo ao conjunto da casa a única ocasião relevante do primeiro tempo (Jug reagiu bem). Para a segunda metade, as alterações de Jesus fizeram a equipa subir de rendimento, com Gelson e Mané, sobretudo este último, a agitarem a partida. Com Schelotto também mais participativo no ataque, os leões criaram vários lances de perigo, tanto de bola corrida como de bola parada, e justificaram o golo que marcariam mais tarde. Um livre exemplar de Montero obrigou Rui Sacramento a uma grande intervenção, mas Marvin fez o 1-0 na recarga.

Destaques: 

Sporting - Já se sabia que o apuramento era difícil e Jesus optou por rodar toda a equipa, deixando apenas o castigado Paulo Oliveira. E o central leva uma nota muito negativa, cometendo erros pouco aceitáveis e mostrando as habituais limitações com bola (tantos pontapés longos para a zona de ninguém). Os laterais também tiveram algumas dificuldades no controlo da profundidade, sobretudo Schelotto, que compensou ofensivamente, bem como Marvin, que se estreou a marcar. As grandes novidades do 11 foram Azbe Jug, que deixou boas indicações (tranquilo, rápido a sair da baliza e mostrou reflexos quando foi preciso), embora o jogo não fosse de grande exigência, e o posicionamento de Ricardo Esgaio, como médio mais recuado. O jovem formado nos leões esteve bom plano, especialmente se tivermos em conta o nível da partida, pautando a sua exibição pela simplicidade e inteligência na maioria das suas acções. Montero e Tanaka passaram completamente ao lado do encontro, mas o colombiano ainda foi a tempo de ter participação decisiva no único golo do jogo. Destaque para Mané, que ofereceu capacidade de aparecer entre linhas e mudar de velocidade, e para Podence, o único da equipa B que foi a jogo.

Arouca - Com nada a perder, a equipa de Lito Vidigal mostrou vontade de vencer o jogo durante a primeira parte, mas perdeu capacidade de chegar ao ataque na segunda metade e acabou por ser derrotada. O meio campo fez um trabalho exemplar, com Adilson e Karl muito competentes, e os extremos Nildo e Mateus exploraram bem as costas dos laterais adversários nas poucas vezes em que o Arouca ameaçou. De destacar também as boas exibições do guarda-redes Rui Sacramento e do central Gegé, muito forte na antecipação.

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