Só contra 9 o Barcelona sossegou

Em poucos minutos o poderio ofensivo do Barça fez a diferença e pode ter sentenciado a La Liga, mas o Atlético apresentou-se surpreendentemente forte em Camp Nou (foi superior durante a fase inicial e conseguiu criar perigo mesmo em inferioridade) e até com 10 contra 11 equilibrou o jogo.

No duelo entre os líderes da La Liga, levou a melhor o Barcelona, que ao derrotar o Atlético (2-1), ficou mais perto do bicampeonato. O conjunto de Simeone, que acabou o jogo só com 9 jogadores, esteve na frente do marcador, com Koke a marcar aos 10 minutos, mas ainda na 1.ª parte, Messi (30') e Suárez (38') consumaram a reviravolta. Para complicar a missão do Atlético, Filipe Luís foi expulso em cima do intervalo, tendo Godín, numa fase em que a sua equipa, apesar de estar com 10, estava claramente por cima do jogo, também visto o vermelho aos 65 minutos. Com esta vitória os catalães tem agora mais 3 pontos que o emblema de Madrid e menos 1 jogo.

Quanto ao jogo, este começou com os Colchoneros a pressionarem muito a saída de bola Culé, conseguindo recuperar em zonas muito adiantadas e estando mesmo muito perto do golo logo aos 2 minutos, com Saúl a rematar forte e colocado de fora da área e a obrigar Bravo a fazer uma defesa monumental. Os visitantes mantiveram a toada nos minutos seguintes (o preenchimento do meio-campo feito por Simeone, com Koke, Gabi, Augusto e Saúl, ia dando frutos) e aos 10' chegaram mesmo à vantagem, quando Saúl ganhou a linha de fundo e cruzou para a área, onde surgiu Koke, solto de marcação, a inaugurar o marcador. Com o golo, os Catalães melhoraram um pouco, passando a conseguir chegar ao campo rival mais vezes, mas sem criar perigo, tendo sido mesmo o conjunto de Simeone a estar mais perto do segundo tento, numa boa iniciativa de Augusto Fernandéz, que surgiu pelo corredor central e disparou perto do poste direito de Bravo. A primeira grande oportunidade dos locais surgiu aos 29', quando Iniesta desequilibrou pelo centro e assistiu Suárez, que rematou rasteiro para defesa de Oblak. Pela primeira vez o Barça conseguia encostar o adversário às cordas e logo no lance seguinte Neymar passa para Alba e o canhoto tira Giménez da frente e solicita Messi, com o Bola de Ouro a fazer o 1-1. A reviravolta conclui-se 8 minutos depois, com os Culés a revelarem uma enorme eficácia no aproveitamento das situações geradas: Dani Alves lança em profundidade Suárez, que é mais rápido e forte que Giménez e bate Oblak por entre as pernas. As coisas pioraram ainda mais para o Atlético quando em cima do intervalo Filipe Luís é expulso com vermelho directo, por uma entrada dura sobre Messi. No descanso, Simeone tirou Gabi (já amarelado) para meter Gamez para defesa-esquerdo, mas apesar da inferioridade numérica o Atlético não desistiu, e aos 55' Carrasco (que com a sua velocidade e passa larga ia criando dificuldades ao Barça) serve Griezmann e o Francês só não empata porque Bravo, com alguma sorte, conseguiu desviar para canto. Os Colchoneros pareciam apostados em provar que com 10 era possível, mas aos 65' a coisa ficou ainda mais feia, com Godin a ver o segundo amarelo por falta sobre Suárez. O jogo a partir daqui perdeu algum interesse, com os homens da Capital sem capacidade para chegar à frente, dada a inferioridade de 2 homens (sendo que sofreram ainda outra contrariedade, com a saída por lesão de Augusto), e com o Barça sem forçar demasiado em busca do terceiro (ainda assim Arda e Dani Alves estiveram perto do terceiro), e apesar do resultado ter terminado 2-1 pouca emoção houve nos minutos finais

Destaques:

Barcelona - Jogo muito complicado para os Blaugrana, que passaram por imensas dificuldades em diferentes fases do jogo, mas a verdade é que a vantagem na Liga é já de 3 pontos, e se o jogo em atraso for vencido passam a ser 6 (que na prática são 7), o que significa que a revalidação do título está muito bem encaminhada. A eficácia e poderio dos homens da frente foi essencial, com um bom aproveitamento das ocasiões que foram criadas. Individualmente, Bravo foi fundamental, com 2 grandes defesas, sendo que Piqué também se notabilizou com cortes decisivos, mas a chave este no ataque, já que apesar do trio da frente não ter tido uma noite de sonho voltou a demonstrar que com pouco fazem enormes estragos: Messi marcou na única oportunidade que teve e Suarez, uma vez mais, marcou um golo decisivo num encontro crucial.

Atlético de Madrid - Grande encontro da equipa de Simeone, provando que consegue ser competitiva perante todos os cenários possíveis, tendo o mérito de, jogando 20 minutos em Camp Nou com 10 e cerca de meia-hora com 9, conseguir manter o marcador aberto até final. A equipa entrou muito bem no desafio, com uma pressão forte e intensa, chegou ao golo, criou mais duas oportunidades, mas a parte final da primeira parte foi fatal, com 2 golos sofridos e a expulsão de Filipe. Ainda assim, no início do segundo tempo, com 10, os Colchoneros mereceriam o empate. Individualmente, Giménez tem nota bastante negativa (no primeiro golo é facilmente batido por Alba e no segundo não consegue travar Suárez), ao contrário de grande parte da equipa, sobretudo Saúl (cada vez mais importante nesta equipa, com a sua capacidade física, qualidade no transporte e chegada ao último terço) e Carrasco (que com a sua invulgar capacidade de "comer metros" com bola foi essencial para conseguir esticar a equipa e incomodar o Barça, sobretudo quando já estavam 11 contra 10).

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