Liverpool desperdiça e United não perdoa; Rooney voltou a ser decisivo, mas De Gea foi o maior destaque; Juventus goleia, Spalletti travado pelo último; Moutinho marcou o 1.º golo em 2015-16; Bernardo não é titular para a Ligue 1 desde 2 de Dezembro

Imagem: Daily Mail
Foi o Liverpool a criar oportunidades, De Gea e a falta de pontaria a impedirem o golo e Rooney a mostrar como se faz (excelente momento de forma do capitão do United). Bela exibição da turma de Klopp, com um futebol apoiado, bastante dinâmica, a habitual capacidade de recuperar a bola em zonas adiantadas e até uma invulgar coesão defensiva, mas este Liverpool não tem a chamada estrelinha de campeão e não foi competente nos momentos chave do jogo. 

O Clássico inglês não caiu para o mais forte, mas sim para a equipa que foi mais eficaz. O Liverpool não conseguiu capitalizar a superioridade que apresentou durante a maioria do encontro e foi derrotado em Anfield Road pelo rival Manchester United (0-1). Rooney, que está a ter uma entrada em 2016 muito promissora, voltou a ser decisivo, tal como tinha sido em St.James's Park. O conjunto de Van Gaal praticamente não criou oportunidades para marcar, ao contrário do que fez a turma de Klopp. Com um meio campo a recuperar muitas bolas e a lançar rápido os homens do ataque (bela partida de Lucas), o Liverpool conseguiu desequilibrar a defesa do United, mas De Gea voltou a ser enorme e evitou várias tentativas de golo. Firmino, depois de um péssimo início de época, vai ganhando influência na equipa e foi um dos principais agitadores, bem como os laterais Moreno e Clyne. Na segunda parte, os Red Devils melhoraram e equilibraram a contenda no meio campo, com Fellaini a subir de rendimento. Ainda assim, os comandados de Van Gaal raramente chegaram perto da baliza de Mignolet, com muito mérito por parte da dupla Touré-Sakho. Num dos poucos lances que tiveram, Fellaini ganhou pelo ar, atirou à barra e a bola sobrou para o golo de Rooney. Até final, os reds tentaram tudo no jogo directo, mas a baliza do United continuou inviolável. Apesar das críticas e do futebol muito pobre, Van Gaal conseguiu afastar o cenário de crise e segue numa série de bons resultados.

Moutinho marcou o primeiro golo nesta temporada, num jogo em que Bernardo Silva voltou a ser suplente (não é titular desde 2 de Dezembro) - O Mónaco venceu em Lorient por 2-0 e voltou ao segundo lugar da classificação. A equipa de Leonardo Jardim só chegou aos golos na segunda parte, por intermédio de Thomas Lemar e do português João Moutinho, na cobrança de um livre directo. Fábio Coentrão foi titular, Bernardo Silva entrou ainda na primeira parte devido à lesão de Dirar e Hélder Costa também contribuiu para o triunfo.

Juventus e Nápoles são as equipas em melhor forma na Série A; Vecchia Signora imparável; Spalletti com uma estreia negativa; Dybala é cada vez mais o substituto perfeito de Tévez - A Juve esteve quase morta e enterrada, mas renasceu das cinzas e está completamente metida na luta pelo título. Hoje, atropelou a Udinese fora de casa por 4-0, com um bis de Dybala, que ainda fez duas assistências para Khedira e Alex Sandro (um belo golo do brasileiro ex-Porto, que se afirmou em pleno na equipa). A Roma, na estreia de Spalletti, continua a somar maus resultados, não indo além de um empate em casa frente ao Hellas Verona, último classificado. Naingollan ainda deu vantagem aos romanos, mas Pazzini, de penalty, igualou no segundo tempo. O mesmo resultado teve o Chievo-Empoli, com golos marcados por Paloschi e Tonelli. Em Bolonha, a equipa da casa esteve a vencer a Lazio por 2-0, graças aos tentos de Giaccherini (golaço de livre) e Destro, mas os romanos chegaram ao 2-2 na segunda parte, com um penalty de Candreva e um golo de Lulic. Destaque também para a goleada do Génova ao Palermo, por 4-0 (Suso estreou-se a marcar, Pavoletti bisou e Ansaldi fez três assistências) e para a vitória importante do Carpi sobre a Sampdoria, por 2-1. Os golos de Lollo e Mbagoku fizeram a diferença, de nada valendo o golo de Correa. 

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